As relações humanas são essenciais em todos os aspectos da vida, inclusive na carreira. Hoje, diversas pesquisas ao redor do mundo já mostram o impacto dos bons relacionamentos interpessoais no ambiente corporativo. Segundo esses estudos, competência técnica e talentos individuais são importantes, claro, mas, quanto melhor a integração e a dinâmica entre os profissionais de uma empresa, maiores as chances que esse negócio obtenha sucesso e longevidade.

Não à toa, os aspectos comportamental e emocional nunca foram tão valorizados no ambiente corporativo como é hoje. A cada dia, os profissionais de RH e de treinamento são desafiados a desenvolver métodos inovadores de capacitação, capazes de estimular aspectos como comunicação positiva, liderança efetiva, empatia, entre outros.

A verdade é que essas áreas sabem bem como preparar um colaborador para as tarefas mais técnicas, mas ainda não encontraram um método sólido para torná-los mais tolerantes, respeitosos, resilientes, enfim, capazes de atitudes positivas. E, como disse, todos esses atributos comportamentais são, cada dia mais, os verdadeiros diferenciais que credenciam um profissional a determinado cargo ou atividade. Sairá na frente, portanto, quem conseguir desenvolvê-los por conta própria.

Para além de promoções ou ascensão profissional, a capacidade de construir bons relacionamentos no ambiente de trabalho traz, ainda, uma melhoria inequívoca na qualidade de vida dos colaboradores. E nem poderia ser diferente, afinal, é muito mais prazeroso e motivante ir ao trabalho todos os dias quando se gosta da equipe com quem se compartilha o ambiente, não é mesmo?

Dito isso, preparei este guia para ajudar a você, profissional de qualquer área, que deseja melhorar seus relacionamentos no ambiente de trabalho. Como sempre digo, não existe receita pronta, mas, com disposição, persistência e prática, será possível desenvolver autoconhecimento para promover transformações que possam levá-lo exatamente aonde quer chegar. Vamos lá?

 

Os atributos comportamentais são, cada dia mais, os verdadeiros diferenciais que credenciam um profissional a determinado cargo ou atividade. Sairá na frente, portanto, quem conseguir desenvolvê-los por conta própria.

1) Cuidado com as primeiras impressões

Muitas vezes, temos uma única chance para causar uma boa impressão a nosso respeito, por isso, temos que saber como aproveitá-la. Assim sendo, a questão realmente importante quanto a isso é que você tenha, para si, uma boa noção do “recado” que deseja transmitir a partir do seu comportamento. Por exemplo: você quer parecer comprometido(a)? Sério(a)? “Descolado(a)”? E por que quer passar essas impressões?

No ambiente corporativo, assim como em qualquer âmbito da sua vida, é preciso que você reconheça quais são seus pontos fortes e fracos. Se tiver essa consciência, poderá abraçar suas próprias qualidades e torná-las aparentes. Isso também lhe permite que ‘não venda um peixe’ que não seja o seu. No caso de uma entrevista de emprego, por exemplo, se apresentar atributos que não conferem com quem você realmente é, pode acabar prejudicado profissionalmente e, ainda, prejudicar a empresa – que lhe cobrará aquela postura ou comportamento que você afirmou possuir.

Então, reiterando, é importante que esteja preparado para passar exatamente a impressão que deseja. E, seja qual for essa impressão, é imprescindível que esteja se sentindo seguro e confortável. Essa segurança virá, como disse, da consciência sobre si, sobre seus pontos fortes e fracos.

 

2) Pratique a comunicação responsável

Existem gestores brilhantes nas empresas, mas que são extremamente centralizadores e têm dificuldade de se comunicar com os colaboradores. Sem dúvida, isso afeta a relação deste profissional com a equipe e, eventualmente, num momento de avaliação interna, por exemplo, ele pode acabar prejudicado pelo feedback de seus próprios liderados.

Lembro que a comunicação é a base de todos os relacionamentos, inclusive as relações profissionais, e, então, é de extrema importância que cada colaborador assuma a responsabilidade pela forma como se expressa e dialoga com os colegas de trabalho ou superiores. Assumir a responsabilidade envolve, também, investir em autoconhecimento: se você souber por que se expressa assim e como aprendeu esse modo de comunicação, terá mais facilidade em identificar quais pontos podem ser melhorados e quais podem ser descartados.

 

3) Para se sobressair, o segredo é o equilíbrio

Ambientes altamente competitivos tendem a estimular comportamentos extremos nos profissionais; por isso, o segredo para se diferenciar nesses espaços é, justamente, praticar o equilíbrio. Em outras palavras, as empresas em que há grande competitividade estão familiarizadas com os colaboradores enérgicos, inacessíveis e até arrogantes. Para elas, esse tem sido o efeito colateral da competição interna.

Assim, o profissional que busca se diferenciar a partir de melhores relacionamentos é aquele capaz de avaliar quais dos seus comportamentos ficam ressaltados ou mais em evidência em situações de competitividade; e, em seguida, de analisar com honestidade se esses comportamentos lhe fazem bem e lhe agregam valor dentro do ambiente corporativo.

Afinal, pouco adianta apresentar os melhores resultados se, para isso, o profissional passa por cima dos colegas, mostra-se inflexível ou grosseiro. Ou, ainda, se permanece em silêncio, não troca informações com a equipe e demonstra pouco poder de decisão. O impacto negativo que isso causa certamente refletirá na forma como será avaliado e, pior ainda, nos resultados finais da companhia.

 

4) Não confunda as relações

Por passarmos a maior parte do dia no trabalho, diria que é muito saudável cultivar amizades nesse ambiente. Conheço, inclusive, uma porção de melhores amigos de longa data que se conheceram justamente assim, compartilhando a rotina profissional.  Mas vale lembrar que não se pode confundir as relações.

Por mais próximo que um profissional seja de um chefe ou gestor, por exemplo, a relação que prevalece dentro do ambiente corporativo é a hierárquica. É importante também ter algum cuidado com as conversas relacionadas ao trabalho que envolvem colegas de equipe. Para evitar picuinhas ou fofocas, é sempre bom ficar de olho naquilo que se diz, como se diz e para quem se diz.

 

5) Preste atenção ao feedback de seus colegas e supervisores

As pessoas nos sinalizam quanto ao nosso comportamento o tempo todo; é nosso papel, portanto, abrir os olhos e os ouvidos para perceber quais são esses sinais e aprimorar nosso comportamento.

Por exemplo: tive um aluno do Processo Hoffman, tempos atrás, que não era promovido porque, segundo seus colegas de trabalho e gestores, era “muito alegre”. Dentro daquela empresa, especificamente, os processos eram todos muito sérios e exigiam grande atenção, motivo pelo qual a forma mais “despachada” daquele rapaz era malvista e tida como sinônimo de despreocupação, falta de zelo e até irresponsabilidade.

Havia, então, duas escolhas para este profissional: uma, a de ajustar seu jeito de ser e agir para se adequar às expectativas; a outra, a de decidir que seu perfil, de fato, não era compatível com aquele ambiente e procurar por outro emprego. Nesse ponto, acho importante reiterar que, sim, cada empresa tem uma cultura organizacional diferente, ou seja, métodos de trabalho diferentes.

Por esse motivo, antes de aceitar uma proposta de emprego e saber se os valores e cultura da empresa batem com os seus, é fundamental se informar bastante com os funcionários, recrutadores ou ex-funcionários. É importante destacar que todas as empresas têm aspectos positivos e negativos. Não existe a empresa perfeita, existe aquela com que mais nos identificamos. Porém, quando a dificuldade está na própria pessoa, os conflitos de relação e comportamento vão acompanhá-la aonde quer que vá.

 

6) Adote posturas mais positivas

A prática do autoconhecimento e da autopercepção apresenta-se como ferramenta essencial para a melhora dos relacionamentos e das atitudes para o sucesso pessoal e profissional.  A partir do momento em que a pessoa abre espaço para se encarar de frente e fazer uma avaliação interna sincera, praticamente percorre 50% do caminho de autoconhecimento para promover as mudanças e melhorias necessárias.

Em muitos casos, o profissional não enxerga o que está errado, mesmo que as pessoas em volta sinalizem; em outros, ele pode até obter consciência, mas não se importa ou não sabe como promover a melhoria. Por isso a necessidade da responsabilização se faz tão importante.

Neste percurso é fundamental que a pessoa busque compreender a origem e o porquê de determinados comportamentos, revendo suas atitudes e assumindo novos modos de agir. Uma pessoa que consegue unir a parte técnica aos bons relacionamentos certamente obterá excelentes conquistas não só na carreira, mas na família e em todas as áreas da vida.

Espero que tenha gostado! Se tiver uma sugestão de tema, escreva para [email protected] Vou adorar poder lhe ajuda!

Amor e Luz,

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CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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