Olá! Como vai você?

Hoje, quero lhe falar sobre a relação intrínseca que há entre Autoconhecimento e amor-próprio, um assunto que ainda parece ser um tabu para tanta gente. E, para começar, vou recorrer a uma metáfora simples, mas muito efetiva: você já se olhou no espelho e…

Simplesmente, detestou sua aparência?
Ou, ao contrário, ficou realmente satisfeito(a) com o que viu – o que lhe deixou com a autoestima lá em cima?

Pois bem, é exatamente por essa razão que Autoconhecimento e amor-próprio andam de mãos dadas. Você só vai poder se autocriticar de maneira equilibrada, só vai conseguir descobrir o que é que está bom ou ruim a seu respeito, se, antes, olhar para si mesmo(a).

É simples assim, mas conheço uma porção de pessoas que passa anos sem se olhar neste espelho metafórico (ou seja, sem olhar para dentro de si) porque morre de medo do que vai ver! Então, para que não tenham de lidar com o que não gostam a respeito de si mesmas, elas simplesmente abrem mão de enxergar o que possuem de bom. Será que é seu caso?

 

Você só vai poder se autocriticar de maneira equilibrada, só vai conseguir descobrir o que é que está bom ou ruim a seu respeito, se, antes, olhar para si mesmo(a).

Amor-próprio, Autoconhecimento e… Tudo o que você pensa sobre isso

Se você chegou aqui, neste artigo, muito provavelmente veio em busca de ajuda para desenvolver e/ou se reconectar ao seu amor-próprio e à sua autoestima. Mas, daí, para sua frustração, eu lhe digo que o caminho é o Autoconhecimento.

Bem, como especialista neste tema e em Inteligência Emocional há mais de 35 anos, eu não ficaria surpresa se você estivesse me dizendo agora, mentalmente, que tem bons motivos para não topar meu convite. Vamos ver se eu estou certa?

  • Você acha, de coração, que olhar para si mesmo(a) só vai piorar as coisas, afinal, você só vai se convencer das suas feiuras, incapacidades, falhas e imperfeições? – ou…

  • Você tem certeza que não precisa de ajuda para isso, afinal, você sabe muito bem quem e como é? – ou…

  • Você tem medo de se olhar e constatar certas verdades a respeito de si e/ou da vida que leva? – ou…

  • Você acha que esse papo de Autoconhecimento não passa de balela?

É, eu entendo! Eu também já estive do seu lado e já tive de enfrentar todas essas objeções. Eu também deixava minha racionalidade me convencer de que nada disso era para mim, sem me dar conta de que, lá dentro, eu estava em plena dor e sofrimento.

Então, deixe-me começar essa conversa tentando, justamente, quebrar seus paradigmas da lógica e da racionalidade: você sabia que, para a ciência, pessoas com maior nível de Autoconhecimento se tornam, progressivamente, melhores líderes, melhores pais, melhores filhos, melhores profissionais, melhores parceiros e até melhores amigos?

O que as pesquisas mostram é que olhar para si é quase uma mágica. Quando constatamos quem somos de verdade, quando identificamos todo o nosso melhor e todo o nosso pior, e quando abraçamos o fato de que somos imperfeitos em essência, nós paramos de brigar com o mundo!

Nós deixamos de achar que precisamos estar sempre certos, descemos do salto da arrogância, pedimos perdão, oferecemos perdão, e aceitamos as falhas e perdas como pedaços obrigatórios do nosso caminho. Sim, é isso mesmo que você entendeu: desculpe-me se sou eu a primeira a lhe contar, mas você vai errar. E não vai errar apenas uma, duas ou três vezes; você vai errar um monte!

O Autoconhecimento não vai lhe eximir das suas falhas e erros; ele vai lhe permitir aprender com eles para seguir em frente sem ficar se punindo ou repetindo para si mesmo(a) o quanto você é incompetente. E tudo isso é comprovado pela ciência, não sou só eu que estou dizendo.

 

Autoconhecimento e amor-próprio contra seu Lado Escuro

Eu não sei se você sabe, mas aplico, no Brasil, o Processo Hoffman, um treinamento de imersão em Autoconhecimento que gera uma série de benefícios aos participantes – inclusive muito mais amor-próprio e autoestima. Por sua vez, a metodologia Hoffman, que embasa o Processo Hoffman, defende que absolutamente todos nós, seres humanos, temos de lidar com o chamado “Lado Escuro” (se quiser saber melhor sobre esse assunto, sugiro que leia esse outro artigo aqui).

Na prática, sabe aquela vozinha que surge na sua cabeça, de vez em quando e do nada, e começa a lhe dizer que você não vai conseguir? Que é melhor nem tentar, nem dar o primeiro passo, nem começar, afinal, você VAI falhar? Pois bem, este é seu Lado Escuro.

E é seu Lado Escuro que também lhe convence de que você não merece se amar, porque você não merece amor e não merece ser amado. E, pode acreditar: seu Lado Escuro é muito, muito inteligente, então ele sabe como lhe convencer de tudo isso (às vezes, sem você nem perceber)!

Por exemplo, se sua dor é se sentir feio(a), pode deixar; ele vai repetir quantas vezes forem necessárias que você é feio(a) mesmo e, se precisar, recorrerá a exemplos, memórias, estatísticas científicas validadas apenas pela sua própria cabeça e o que mais puder para lhe fazer ter CERTEZA da sua feiura – e mesmo se a pessoa que você considera mais bonita do mundo lhe dissesse o contrário, você não acreditaria.

Mas, olha só que interessante, o seu Lado Escuro não faz por mal. Ele quer lhe proteger da possibilidade de se sentir não-amado(a). E ele tem agido assim, ‘em seu favor’, desde quando você era apenas uma criança.

Foi lá atrás, na sua infância, que você se sentiu indigno do amor pela primeira vez. Seus pais ou cuidadores, de um jeito ou de outro, sem querer, agiram de uma forma, disseram uma frase e pronto… Aquele acontecimento bobo, como uma bronca ou um castigo, causou um impacto profundo e duradouro na sua vida porque você era apenas uma criança, sem maturidade emocional para lidar melhor com aquilo. O problema é que hoje, adulto(a), sem perceber, você continua comprometido com o objetivo de nunca mais se sentir daquela forma de novo!

Essa é a origem da sua falta de amor-próprio. E você só vai poder encontrá-la a transformá-la se olhar para si mesmo(a). Se resgatar sua história; se rememorar como, onde e por que você se sentiu não-amado pelos seus pais; se puder compreender os comportamentos que desenvolveu apenas para nunca mais experimentar essa dor novamente; se puder perdoá-los e perdoar a si mesmo(a) por ter adotado gestos tão negativos, tão compulsivos e tão automáticos que só causaram prejuízos.

Entende, agora, o que quis lhe dizer no começo? É preciso mais do que a roupa certa ou o corte de cabelo mais bonito para se olhar no espelho e gostar profundamente do que viu. O amor-próprio tem raízes profundas e, se você puder cultivá-las, verá, no seu autorreflexo, os valores mais bonitos que já fazem parte de você. Daí, basta que queira espelhá-los para o mundo aqui fora.

Vamos juntos? Na minha obra “O Mapa da Felicidade”, eu aprofundo passo a passo desta jornada de Autoconhecimento. Será que você topa, agora, transformar seus paradigmas?

Conto com você!

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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