Olá!

Recentemente, publiquei, nas minhas redes sociais, uma mensagem que versava sobre autonomia emocional. Para ser mais precisa, o “recado” era: “se você está cansado da sua rotina, lembre-se que foi você quem a criou e, se assim quiser, pode modificá-la como e quando quiser”. O post rendeu diversas interações, mas uma delas me chamou a atenção e é sobre isso que vou falar neste artigo. Uma moça me respondeu:

“Quem dera fosse fácil assim. Eu adoraria sair do meu emprego, seguir em outra direção, mas como é que posso fazer isso se meus filhos dependem da minha renda? Se meus pais contam com a minha ajuda?”.  

Pois bem, é verdade. Mudanças assim requerem ponderação, requerem que tenhamos avaliado, de antemão, os prós e contras a serem obtidos. No entanto, continuando o papo com esta moça, percebi que não se tratava exatamente disso. Ela me contava:

“Meu chefe é insuportável. Pega no meu pé todos os dias, nada do que eu faço nunca está bom. Desde que ele assumiu esse cargo, não há um único dia em que eu não pense em pedir demissão. Minha vida ficou muito difícil!”.

Ao ouvir seu desabafo, ficou claro, para mim, que o que realmente faltava a ela não era nem coragem para mudar, nem resignação para aceitar a nova realidade. O que lhe faltava era autonomia emocional.

Autonomia emocional significa exercer seu direito, sua liberdade e seu poder de escolha frente às mais variadas situações. Como sempre digo, acontecimentos acontecem e acontecerão. O que muda (e sempre vai poder mudar) é a maneira como VOCÊ ESCOLHE reagir aos acontecimentos (o que, é claro, requer autconhecimento e autoconsciência).

 

Aprender a engatinhar lhe deu autonomia, assim como deixar as fraldas, assim como aprender a manusear os talheres, assim como passar de ano, assim como ingressar na faculdade, assim como obter seu primeiro emprego. Tudo isso é sinônimo de autonomia, é prova de que você conseguiu dar conta por conta própria.

Autonomia emocional é responsabilidade por si mesmo(a)

Uma das frases que mais ouço na minha sala de aula é: “eu seria muito mais feliz se não dependesse tanto dos outros” ou “eu gostaria de ser feliz independentemente do que dizem e pensam as pessoas”. Muitos de nós nos sentimos assim em um ou outro momento da vida, mas a verdade é que essa tal independência é quase impossível de ser alcançada.

Isso porque, como seres humanos, somos gregários e relacionais, o que significa que necessitamos da interação com o outro para validar a nossa própria existência. Portanto, não é nossa missão que viremos ermitões, isolados no alto da montanha; ao contrário, é da nossa natureza que encontremos força na base da montanha, onde estão todos os demais, onde podemos estabelecer verdadeira e profunda conexão com o outro – o que nos dá, essencialmente, propósito de vida.

Agora, o que de fato buscamos, desde pequenos, é autonomia. Pense, por exemplo, em todos os passos que você mesmo(a) teve que percorrer para deixar de ser um bebê e se tornar uma criança; para sair da infância e virar adolescente; e para sair da adolescência e alcançar a fase adulta.

Aprender a engatinhar lhe deu autonomia, assim como deixar as fraldas, assim como aprender a manusear os talheres, assim como passar de ano, assim como ingressar na faculdade, assim como obter seu primeiro emprego. Tudo isso é sinônimo de autonomia, é prova de que você conseguiu dar conta por conta própria.

Conteúdo relacionado:

 

Autonomia emocional x independência

Autonomia emocional é algo bem parecido com esse caminho que você já fez, mas, claro, relacionado aos seus sentimentos. É você dar conta das suas emoções por conta própria, independentemente do que o outro faça, diga ou pense.

Na prática, isso quer dizer que você não tem controle algum do comportamento alheio e não terá nunca condições de agradar a todos. O que você tem agora, já, nesse exato momento, é o poder de escolher como é que vai se sentir diante do comportamento alheio.

É muito simples, embora pareça tão difícil de assimilar, mas a verdade é que ficar ofendido(a), magoado(a), ressentido(a), raivoso(a) ou deprimido(a) diante do que o outro faz é uma escolha. Você é quem decide que é assim que vai se sentir ou que vai reagir ao que o outro lhe fez.

Mas, porque essa escolha muitas vezes é feita de maneira compulsiva e inconsciente, os resultados que as pessoas colhem a partir disso são sempre negativos – e, o pior, prejudiciais para elas mesmas, não necessariamente aos causadores de suas mágoas.

Vamos voltar ao caso da moça do início deste artigo? Para ela, estava muito clara a antipatia de seu novo chefe. Ele, de fato, agia de uma forma complicada. No entanto, o que ela estava fazendo era conceder, a ele, o poder sobre suas emoções.

Estava nas mãos do seu chefe definir como é que seria o seu dia:

Quão invalidada e incompetente ela se sentiria;

Quantas vezes teria uma vontade súbita de pedir demissão;

Quanto de medo ela sentiria ao ser tomada por essa vontade;

Enfim. Como ela estava apenas reagindo ao comportamento do chefe, sem consciência e sem autonomia, vivia, de fato, uma realidade tortuosa.

O que quero lhe mostrar, portanto, é que chefes e/ou pessoas assim vão passar por nossas vidas invariavelmente e não teremos exatamente como controlar esse “fluxo”. No entanto, o que nós podemos fazer é decidir, com nossa consciência e com a nossa autoestima, como é que vamos lidar emocionalmente com esses indivíduos.

Do contrário, entregamos, ao outro, o poder de decidir como é que vamos viver.

Bem, acho que agora está muito claro: autonomia emocional é responsabilidade, é escolha. Eu decido como é que vou lidar com o seu comportamento.

Por outro lado, dependência emocional é autorizar, ao outro, que me magoe, irrite ou deprima, como se ele fosse responsável pela maneira como me sinto – o que, agora, você já sabe que não é verdade.

Espero ter lhe ajudado e lhe convencido a conquistar sua autonomia emocional!

Nos falamos em breve.

Até a próxima.


O Processo Hoffman é o maior curso de autoconhecimento do mundo e tem seus resultados comprovados cientificamente.

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *