Olá!

Espero, mais uma vez, que você esteja em paz!

Não sei se você sabe, mas toda semana eu divulgo pelo menos um vídeo inédito nas minhas redes sociais – Instagram e Facebook. Comecei esse trabalho alguns anos atrás para atender ao pedido de ex-alunos do Processo Hoffman e, também, com o objetivo de ajudar a todos aqueles que compreendem o valor do Autoconhecimento como ferramenta de transformação pessoal.

Estou lhe contando isso hoje porque, bem, para a minha surpresa, descobri que um dos meus vídeos mais assistidos até hoje é um que publiquei no ano passado e no qual falo sobre o hábito de reclamar. Nele, eu pergunto: você é do tipo que reclama de tudo, o tempo todo? E, pelo jeito, muita gente se identificou com este tema, que me parece ainda mais atual neste início de 2019.

Não sei você, mas quase todo mundo que conheço terminou o ano de 2018 com a sensação de exaustão. A verdade é que a crise política e econômica que se abateu no nosso País nos últimos anos trouxe muitas consequências negativas e, ainda, agravou problemas antigos – como a violência, o desemprego, a desigualdade, enfim…

Naturalmente, estamos mesmo exaustos de tudo isso e queremos profundamente que tudo mude para melhor – ainda que cada um de nós tenha uma noção muito pessoal do que é “mudar para melhor” (aliás, falei bastante sobre este assunto na minha série de fim de ano).

De qualquer forma, já disse no meu vídeo e volto a repetir: de nada adiantará reclamar sobre o que aconteceu. Digo, é claro que devemos olhar para trás e aprender com nossos erros. É claro que é nosso papel recorrer à autocrítica para verificar o que foi que deu certo e o que pode ser melhor. Mas e reclamar… Serve para quê?

Pois é… Só para desviar o nosso próprio foco: em vez de olharmos para as possíveis saídas e soluções, as reclamações nos mantêm presos à vitimização. Mais que isso, de acordo com pesquisas ao redor do mundo, reclamar aumenta os níveis de estresse e prejudica o bom funcionamento cerebral.

Por isso, a minha proposta hoje é: que tal desafiar a si mesmo(a) por 21 dias? Será que você consegue se manter focado(a) para substituir suas reclamações por uma respiração profunda? A seguir, eu lhe dou três bons motivos para investir nessa mudança.

 

Porque acreditamos que somos vítimas de uma injustiça, usamos nossa energia para reclamar dessa injustiça, quando poderíamos muito bem empregar a mesmíssima força em algo muito mais positivo.

1) Reclamar lhe impede de encontrar soluções

Um estudo realizado alguns anos atrás mapeou o comportamento de alguns dos líderes mais bem-sucedidos do mundo. E adivinhe só o que eles tinham em comum? Isso mesmo: eles praticamente não reclamavam.

Na verdade, sempre que se viam diante de uma dificuldade ou obstáculo, em vez de focar nos problemas, eles naturalmente buscavam soluções. Pode parecer simples e até óbvio, mas reflita comigo… Se a casa caiu, ela já caiu, não é mesmo? Então, por que é que você escolheria desperdiçar seu tempo falando sobre o mal que lhe aconteceu em vez de utilizá-lo em seu próprio favor – ou seja, em vez de investir seu bem mais valioso, que é o seu tempo, à procura de uma maneira de reconstruí-la?

Isso é o que temos feito sem perceber, compulsiva e inconscientemente. Porque acreditamos que somos vítimas de uma injustiça, usamos nossa energia para reclamar dessa injustiça, quando poderíamos muito bem empregar a mesmíssima força em algo muito mais positivo. E, acredite: é tudo uma questão de escolha e de treino. Assim como os líderes bem-sucedidos, você também pode simplesmente optar por olhar para a solução.

 

2) Reclamar causa um fechamento mental e situacional

Essa é outra coisa que a ciência já comprovou há alguns anos. Nosso cérebro não consegue distinguir o que é verdade do que é imaginação. Portanto, se você se contar repetidamente uma história negativa, seu cérebro tratará essa informação como pura verdade. Por exemplo, você se reconhece em algumas dessas frases?

– Isso sempre acontece comigo.
– Eu só dou azar.
– Eu nunca tenho sorte.
– Toda vez que (uma situação), eu sempre (uma consequência ruim).

Pense honestamente. E perceba: o nosso cérebro também costuma generalizar as informações, então, se eu repito para mim mesma que SEMPRE ou que NUNCA, as chances são de que nem mesmo terei uma única oportunidade de fazer ou viver algo diferente – afinal, para mim e para meu cérebro, é sempre ou é nunca.

O que quero dizer com isso é que, bem, se você é sempre injustiçado(a); se nada nunca dá certo para você; e, pior, se você tem certeza que isso tem sido assim por toda a sua vida… Sinto lhe informar, mas provavelmente continuará a se ver nessa condição incontáveis vezes.

Isso é o que faz a reclamação: ela lhe aprisiona no papel de vítima, o que causa um fechamento mental e situacional; você não tem saídas, porque, de fato, elas não estão visíveis ao seu cérebro.

Mas, então, e se você pudesse usar seu cérebro a seu favor? Simples: conte-se uma outra história, mais positiva. Diga a si mesmo como superou ou vai superar aquele problema. Foque no que é ou será possível fazer, apesar das circunstâncias difíceis. Treine sua mente a olhar para outra direção.

 

3) Reclamar lhe coloca em sintonia com pessoas igualmente “reclamonas”

Não sei você, mas particularmente não conheço ninguém que goste de conviver com gente “reclamona”. Mas, sabe o que é pior? A reclamação excessiva cria uma espécie de campo magnético que só atrai mais e mais reclamação, mais e mais dificuldade, gerando mais e mais impossibilidade de mudança.

Repare: quando alguém puxa conversa com você com uma queixa sobre o tempo – “como faz frio hoje” ou “como faz calor” –, qual é sua resposta? Muito provavelmente, você concorda, não é mesmo? E, talvez, até prossiga: “realmente, dias como hoje são muito difíceis”.

Esta é mesmo nossa tendência. Quando alguém se queixa, nós nos sentimos no direito de fazer o mesmo. Aliás, isso acontece até mesmo nos relacionamentos: “você agiu de determinada forma e eu não gostei”, ao que respondemos “e você, que fez determinada coisa!”.

Por isso, o que quero lhe dizer hoje é que, bem…

Eu sei que o ano não foi fácil.
Eu sei que a crise política…
Que a crise econômica…
Que o desemprego…
Que a violência…
Em suma, sim, eu reconheço e valido a sua dor: a “casa caiu”, como dizem por aí.

Mas e se, juntos, pudéssemos pensar numa maneira de reconstruí-la?

Por hoje, em vez de reclamar, vamos trabalhar e focar na solução. O que é que podemos fazer agora, nesse instante, para nos reerguer e reerguê-la?

E amanhã? E depois de amanhã?

São 21 dias de desafio. E, ao final, eu tenho certeza que você vai se sentir muito, muito melhor a seu próprio respeito!

Um grande abraço e até a próxima.

Com amor e luz,

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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