Programas e benefícios melhoram a qualidade do clima organizacional, mas faltam ainda ações que resultem em mudanças sustentáveis!

Ao longo dos últimos anos, tenho acompanhando os investimentos cada vez maiores e extremamente louváveis das empresas para elevar a qualidade do clima organizacional. São programas e benefícios como creches internas, bolsas de estudos, incentivo à prática de esportes, treinamentos, ações de integração, bônus, entre outros.

Todos têm grande relevância e compõem um diferencial importantíssimo, mas, apesar dos resultados positivos que refletem, eles ainda são obtidos por meio de uma “troca”.

Desconstruindo relações 

Observe: culturalmente, aprendemos a viver sob uma relação de ‘compra’ e ‘venda’ e, dessa forma, sem nos dar conta e automaticamente, fomos treinados a seguir como fazedores. “Vou estudar para ter uma boa profissão e um dia ser alguém”, ou seja, vou ‘fazer’ para um dia ‘ter’ e depois ‘ser’.

É uma cultura na qual temos que ser produtivos. Retomando: precisamos ‘fazer’ para ‘ter’ e, então, quando temos é que ‘somos’. É um paradigma da atualidade que está cada vez mais e mais presente.

É por isso que muitos funcionários só performam se recebem estímulo externo. Eles trabalham, obtêm o retorno dos incentivos e são bons profissionais. E os RHs têm buscado cada vez mais diferenciais para obter um colaborador comprometido. Precisamos urgentemente mudar nosso paradigma atual.

Uma nova visão

Necessitamos despertar o Compromisso Interior do colaborador. Aquele que independe de recompensas externas e está enraizado nos valores, no engajamento inerente a si. Representa alterar o paradigma para: primeiro ‘sou’, depois ‘tenho’ e depois ‘recebo’.

Em outras palavras, primeiro ‘sou’ uma pessoa comprometida, ‘tenho’ atitudes coerentes com minha postura e depois ‘recebo’ por isso; primeiro ‘sou’ líder, ‘tenho’ atitudes de líder e, consequentemente, ‘obtenho’ retornos. Um líder ‘é’ e não ‘possui’ uma liderança. São significados bem distintos e é o que faz a diferença nos resultados. Tudo isso é para a vida: no trabalho, com a família, amigos e com a sociedade.

Para estabelecer essa inversão e obter o clima organizacional saudável, é preciso, antes de tudo, trabalhar o lado interior, o que guia as ações com autonomia – com consciência ativa – perante todas as decisões. Faz-se necessário um profundo exercício de conhecimento e apropriação de valores. Quando mudamos verdadeiramente por dentro, nosso comprometimento e qualidade de ações passam a ser intrínsecas. Não depende apenas de retorno externo para que o comportamento e a atitude mudem.

O caminho para o clima organizacional ideal

Por isso, o caminho está na capacitação interior, em despertar a consciência para o real engajamento consigo e com as atitudes sustentáveis para a vida profissional e pessoal, seja por meio de treinamentos ou por ações específicas que acessem esse canal de comunicação.

Ao final, o profissional pode até mesmo descobrir que não está alinhado com a filosofia e missão da corporação e mudar de empresa, mas, nesse caso, ambos – funcionário e corporação – saem ganhando!

Fonte: http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/colunistas/como-obter-um-clima-organizacional-sustentavel

Diante dos obstáculos, o Autoconhecimento afastará a sensação de frustração e o ajudará a responder: se um caminho não deu certo, quais outros podem ser percorridos em direção ao seu real desejo? Confira a minha reflexão sobre o assunto.

 

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CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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