Olá!

Hoje vou falar sobre um assunto que costuma causar muito desconforto nas pessoas. A verdade é que, desde pequenos, muitos de nós fomos ensinados que desistir é “feio”, uma demonstração de fraqueza ou de falta de comprometimento. Por isso, frequentemente, abrir mão de algo, seja lá o que for, se torna um processo dolorido: a desistência nos faz acreditar que falhamos e que não somos suficientemente capazes.

Então, antes de continuar esse artigo, a primeira coisa que quero lhe dizer é que está tudo bem desistir de vez em quando. Em alguns momentos da vida, isso é tudo o que precisamos fazer para dar início a um processo profundo de transformação para melhor. Então, se você já tem certeza que determinada coisa não lhe faz bem e que não vale a pena, acredite em mim: vai se sentir muito melhor ao tirá-la da sua frente e da sua mente, sem culpa e sem medo!

Bem, dito isso, vamos à segunda parte dessa reflexão? Se formos bem honestos, às vezes, o que nos faz querer desistir não tem nada a ver com isso. Às vezes, tem a ver apenas com uma rotina exaustiva, com a falta de tempo, com o estresse, com a insônia, enfim… Com uma porção de coisas que acabam com a motivação de qualquer pessoa.

O Autoconhecimento é  a única maneira de saber a diferença entre uma coisa e outra, ou seja, entre “vou desistir porque isso não me serve mais/não me faz bem” OU “vou desistir porque estou cansado(a)/sem força de vontade”.

Então, sim, hoje, nós estamos conversando sobre desistir e desistência, mas, para que você possa dar esse passo, é bem importante que saiba exatamente a origem da sua vontade. Não há certo, nem errado, então, nada de pesar na autocrítica. A minha proposta é que, antes de desistir de alguma coisa, você se certifique de que está desistindo pelos motivos certos.

E se, no meio desse processo, você descobrir que o que falta é só um pouquinho mais de energia, foco e disposição para renovar seu comprometimento, bem, sugiro que continue essa leitura porque hoje eu vou lhe ensinar como renovar a sua motivação!

Será que você é assim?

Motivação no trabalho, motivação para estudar, motivação para ir à academia, motivação para emagrecer, motivação pessoal para empreender mudanças… São muitas as queixas que ouço relacionadas essencialmente a esse mesmo tópico: “eu gostaria de fazer, mas não tenho ânimo/disposição/força de vontade”.

Será que você já viveu ou ainda vive alguma dessas realidades?

“Não consigo me comprometer com meu objetivo”;
“Quando chega na hora de realizar o que me propus, desisto”;
“Começo, mas sempre paro no meio do caminho ou antes de alcançar minhas metas”;
“Acho que não tenho capacidade para mudar”;

Conte para mim: qual é a frase mais espontânea que lhe vem à mente quando você está desmotivado(a)?

Bem, motivação tem tudo a ver com mudança. Quando estamos verdadeiramente motivados é que conseguimos transformar efetivamente os comportamentos que desejamos – seja a preguiça de ir à academia, seja a mania de postergar as atividades do trabalho, entre tantos outros exemplos.

A verdade é que todo mundo, eventualmente, enfrenta períodos de desmotivação e, por isso, é tão importante adotar estratégias para superá-los. Costumo dizer que existem dois caminhos principais para a mudança, portanto, dois caminhos principais para resgatar a motivação: as pessoas transformam a si mesmas pela dor ou pelo amor-próprio.

Como você deve ter imaginado, infelizmente, via de regra, a maioria das mudanças acontece pela dor. A pessoa vive uma insatisfação tamanha, uma sensação tão constante de frustração, angústia, irritação, tristeza, que, quando essa dor se torna insuportável, decide buscar caminhos (ou seja, motiva a si mesma) para se libertar de tanto sofrimento.

Por sua vez, o caminho do amor-próprio, menos “conhecido” (e, na minha opinião, muito mais eficaz), é aquele que nos mantém comprometidos com o desejo de sempre alcançar algo maior, de trabalhar diariamente para chegar a um lugar pleno de satisfação, prazer, realização e bem-estar. Quando seguimos por essa trajetória, estamos sempre abertos e motivados para novas experiências que tragam novos aprendizados, pois temos a certeza de que, se hoje somos melhores do que ontem, o amanhã certamente nos abrirá uma nova oportunidade para o crescimento pessoal.

 

Receita mágica para a motivação

É importante dizer, no entanto, que resgatar ou renovar a motivação é um trabalho individual e bastante subjetivo. Isso significa que não existe uma receita pronta, mas, sim, um caminho que nos leva à mudança interna e, consequentemente, à construção de mais motivação e resiliência (aliás, falo bastante desse assunto no meu primeiro livro, “O Mapa da Felicidade”).

O que quero dizer com isso é que você pode e deve investir em ações que lhe permitam perceber que é, sim, alguém que vale muito a pena! E, se você vale a pena, não pode esperar pouco, não pode se conformar com uma vida mais ou menos; pelo contrário, vá à luta, encha-se de vontade, porque você é merecedor. E, sendo merecedor, precisa fazer sua parte para receber o que é seu. A conta é justamente essa: fazendo a sua parte, você vai receber a sua parte.

A minha proposta é que dê início à sua trajetória de mudança, mas sem pressa, sem imediatismo, lembrando-se sempre que o processo de transformação terá altos e baixos (porque todos têm!). Talvez, você sinta medo, e tudo bem. Acolha-o e siga em frente com medo e tudo.

Se sentir que está paralisado, que “travou” no meio do caminho, respire fundo e olhe para trás. Perceba que você deixou o seu lugar de conforto e, por isso, inconscientemente está questionando sua própria jornada. Pode ser que precise de tempo até chegar ao seu novo “eu”, por isso, trate-se com paciência e com aceitação dos seus próprios limites.

Mas, um dia depois do outro, adote pelo menos uma ação que lhe coloque na direção que deseja. Saia da intenção e do desejo; parta para a concretude. Se quer instalar hábitos novos, uma dica é começar sua mudança a partir de comportamentos bem pequenininhos; daí, sem perceber, terá modificado os hábitos maiores.

Trata-se, essencialmente, de um PROCESSO DE MUDANÇA. Dentro dele cabe tudo: ir bem devagar, ir bem rápido, parar, desistir, recomeçar, replanejar… Afinal, trata-se de um processo infinito, que nunca se encerrará (porque, queiramos ou não, estamos sempre mudando).

Lembre-se: a vida não é uma linha reta. Vivemos em espiral, o que significa que, ora estamos por cima, ora para baixo, e está tudo bem assim. Esse movimento é o que nos trará crescimento. Veja, a seguir, 8 passos que você pode adotar para começar o seu processo de motivação e mudança!

1) Desenvolva o Autoconhecimento

Volte a atenção para si mesmo. Observe-se no dia a dia, como você age, reage, que sentimentos estão mais presentes; por exemplo, quando fica desanimado ou frustrado, como é seu comportamento? E quando está entusiasmado, motivado?

Faça isso sem julgamentos ou críticas, apenas deixe fluir suas percepções. Onde está o foco de seus pensamentos? São de negatividade e de dificuldade? Por que é que está pensando e se sentindo assim? Se for capaz de reconhecer os gatilhos que podem bloquear suas motivações, terá mais facilidade em manter afastados esses comportamentos e essas emoções. É um treino para a vida toda.

2) Respire com consciência

A respiração consciente ajuda a mudar estado emocional e leva maior oxigenação para dentro de você, auxilia para que obtenha mais serenidade e confiança para decisões e mudanças. E a respiração consciente é bastante simples, e a ideia é mesmo essa: reserve pelo menos cinco minutos para treinar a respiração estando atento para esse momento.

Pensar para respirar é o mesmo que respirar com atenção. Isso nos ajuda a sair do piloto automático e tomar consciência de uma ação que, até então, era feita espontaneamente, ou seja, significa dar o primeiro passo para começar a se olhar com outros olhos, para começar a se enxergar com mais atenção. Experimente realizar esse exercício antes de tomar decisões difíceis. Você vai ver como estimula escolhas mais sustentáveis e positivas.

3) Pratique a positividade

Ser positivo é estar e se sentir livre, aberto, disponível e pronto para receber o que é seu. Mais que isso é compreender que, se algo acontece, acontece por um motivo. Então, pergunte-se: PARA QUE essa situação está me acontecendo? O que ela me traz de aprendizado?

 

4) Expresse seus sentimentos negativos

Sentimentos negativos tornam-se um lixo tóxico dentro de nós, inclusive causando doenças. É importante que procuremos meios para que, metaforicamente, possamos tirá-los de dentro de nós. Você pode, por exemplo, gritar (abafando o som com uma almofada na face), correr, andar de bicicleta, dançar, ou seja, fazer movimentos físicos com a intensão de tirar essas emoções de si. Visualize-as mentalmente, invente sua própria maneira. Dessa forma, você estará treinamento seu cérebro e mudando seu estado emocional. Agora, IMPORTANTE: ninguém merece ouvir ou receber seu lixo tóxico; portanto, não é para despejar raiva e aborrecimento sobre o outro.

 

5) Amplie sua compreensão sobre o outro

Não vivemos isolados, nós precisamos e nos desenvolvemos por meio do outro. Por isso, qualquer caminho que envolva sua motivação e mudança envolverá, também, seus relacionamentos. Muitas vezes, você pode se sentir paralisado por achar que determinada situação só pode mudar se o ‘outro’ mudar. Mas, de fato, você não tem controle sobre isso; as únicas emoções, pensamentos e atitudes sobre o qual tem real poder são as suas. E você é um ser humano que se constituiu de maneira única, portanto, o mesmo vale para o outro.

Seus valores, noções e maneiras de se comportar são seus, apenas seus. O outro não tem como atender às suas expectativas, assim como você não tem como atender às dele. Essa compreensão vai lhe ajudar a se sentir menos frustrado no seu caminho de mudança, assim como a se manter mais firme em suas motivações.

 

6) Assuma a responsabilidade por si mesmo

As suas escolhas diárias determinam os resultados que obtém. Então, errando ou acertando, lembre-se que foi você mesmo quem gerou esse resultado. Perdoe-se por suas falhas e siga em frente; aplauda suas vitórias e siga em frente. É só você quem pode fazer isso.

 

7) Lembre-se que o único tempo que você possui é o AGORA

Por mais clichê que isso pareça, perceba: o passado já foi, o futuro ainda não chegou e o único momento possível é o agora. Então, procure manter o foco nesse tempo, o tempo de já, desse instante, do hoje. Quanto mais fincar os pés no presente, mais poderá transformá-lo num verdadeiro presente para si e na motivação do AGORA.

 

8) Não se cobre tanto

Muitas vezes, para evitarmos uma dor acabamos por gerar um caminho que leva à própria frustração. Queremos uma vida melhor, um emprego melhor e que o(a) companheiro(a) nos ame incondicionalmente… Mas a vida não é permanente, o mundo não nos dá garantia e o tempo é inexorável. E aí? Seja mais flexível consigo mesmo.

 

Bem, por hoje é só! Espero que eu tenha lhe ajudado a conquistar mais motivação para seus desafios. Até a próxima!

Com amor e luz,

Temas:

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

2 respostas para “Está pensando em desistir? 8 passos para encontrar a motivação”

  1. Marisa Galvão da Silva disse:

    Amei.. todas estas informações estão ajudando a transformar a minha vida. Hj com 59 anos de vida tendo está oportunidade é gratificante. Qdo achamos que não temos mais saída, que não tem como mudar ou dizer o que fazer agora: está TD acabado. Mas encontramos respostas e que há sim tempo pra mudar. Tempo para fazer uma grande mudança. Obrigado pelas sugestões de transformar a vida; de incentivos positivos e seguros . Adoro seus conselhos

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