Mudar, de alguma maneira, significa renascer. E desprender-se, de toda maneira, significa abraçar a possibilidade infinita das mudanças

A chegada do outono traz, consigo, uma simbologia repleta de significados. Se abrirmos bem os olhos e o coração, compreenderemos que esta época do ano representa a fase do desprendimento. Vamos refletir juntos sobre isso?

Como aprendemos desde cedo na escola, o período do outono caracteriza-se pela queda de temperatura em relação ao verão e, também, por ser o momento em que frutos e folhas caem ao chão. Os primeiros amadurecem, enquanto os segundos, desprovidos de nutrientes, se desprendem dos galhos para dar lugar a uma nova fuligem.

Trata-se de um processo natural que nós, seres humanos, temos a oportunidade de presenciar por toda a vida. Mais que natural, essa fase de transição é necessária para que árvores e plantas em geral possam seguir em frente para cumprir seu papel continuadamente. É uma tática de sobrevivência, afinal, sem essa troca, não há vida.

Veja o quanto isso é simbólico. Se a natureza desses seres vivos tão essenciais para nossa existência é marcada por uma fase de transição e de renovação obrigatória, por que nós, humanos, temos tanta dificuldade em aceitar esses mesmos períodos?

Com frequência, diante da possibilidade e da necessidade de mudança, ficamos acuados. Ainda mais quando tal transformação exige que abramos mão de algo que nos ‘pertence’, que é parte de quem somos. Deixamos de perceber que, se não houver espaço para o novo, continuaremos a viver do que é antigo.

O que é antigo nem sempre é descartável, evidentemente. Ainda assim, é importante analisar constantemente de onde estamos vindo e o que estamos trazendo em nossa bagagem antes de continuarmos a trajetória da vida. Essa autoanálise constante permite a cada um de nós encontrarmos os pontos em que podemos ser melhores, muito melhores. E, ainda, nos faz perceber se estamos carregando mais peso do que deveríamos em nossa mochila emocional, espiritual, física, intelectual e comportamental.

Observe, por exemplo, quais são as primeiras lembranças que o acompanham desde a infância. Será que essas lembranças estão apenas guardadas ou será que influenciam de alguma maneira o seu comportamento? Será que elas lhe fazem bem? Por qual motivo?

Digamos que você conclua que essa memória guardada há tanto tempo não tem lhe ajudado a percorrer seu caminho. Ainda assim, ela não sumirá de você; se souber utilizá-la, com o tempo, terá a chance de transformá-la em algo positivo.

Como? A partir da aceitação e do desprendimento. O primeiro passo para lidar com uma autodescoberta tão importante é aceitar, justamente, que ela é tão importante. O segundo passo, então, é desprender-se do fator negativo. Lembre-se que você tem escolhas.

Retomando o exemplo do outono, repare que a transição é requisito obrigatório para a continuidade da vida. Se lutassem contra o processo natural e permanecessem impregnadas aos seus galhos, folhas e frutos impediriam a sobrevivência da essência que os mantêm vivos. Logo, seguem seu destino e dão espaço ao renascimento.

É verdade: mudar, de alguma maneira, significa renascer. E desprender-se, de toda maneira, significa abraçar a possibilidade da mudança.

O meu convite, então, é para que você aproveite essa nova estação do ano e proponha-se ao exercício do desprendimento e do desapego. Se quiser, abra armários, vasculhe prateleiras e tire um tempo para se desfazer de tudo o que não lhe serve mais. Veja quantas roupas, objetos e ‘tranqueiras’ ficaram empilhadas ao longo dos anos sem qualquer uso. Despeça-se e, então, crie espaço para as novidades. O gesto, simbólico como o outono, pode ajudar no processo de desprendimento.

Se quiser ir mais a fundo, investigue seus comportamentos. Veja quais padrões de atitudes têm o acompanhado por toda a vida sem que você sequer tenha notado. Analise bem de perto se esses padrões trazem resultados positivos ou negativos. Decida por desprender-se deles quando achar necessário.

Assim, quando a primavera se estabelecer na sua vida, as mudanças às quais você se proporcionou começarão a trazer frutos. Pode ser que eles sejam ainda mais saborosos, pode ser que não. De qualquer forma, no próximo ano, um novo outono e uma nova primavera chegarão para mostrar que nunca é tarde para desprender-se e dar início a novas transições.

Caso precise de ajuda nesse processo, não hesite em buscá-la. O Processo Hoffman, ministrado pelo Centro Hoffman, é uma ótima escolha para quem deseja investir na possibilidade da transformação. Avalizado pela Universidade Harvard, esse treinamento permite aos alunos que conheçam de perto todas as bagagens extras que têm carregado ao longo da vida sem necessidade. Mostra, ainda, como abraçar as oportunidades infinitas de mudanças e seguir em frente com mais plenitude – a exemplo da natureza que nos cerca.

Espero que você tenha um ótimo outono!

Temas: ,

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *