Excesso é sempre uma via de duas mãos. Imagine só esse cenário: você passa a focar 100% da sua atenção nas atividades do trabalho e, com isso, fica viciado em resultados, passando a se cobrar por um bom desempenho a cada segundo. Identificou-se? Se, por um lado, a persistência pode trazer coisas boas em um primeiro momento, a longo prazo o comportamento pode dar indícios de desequilíbrio emocional. 

Por mais que, a princípio, a sensação de bater metas seja viciante – assim como o sentimento de que, pelo menos, a área profissional da nossa vida está indo bem -, esse comportamento pode evidenciar algo mais complexo ao decorrer do tempo. Às vezes, focar muito em alguma coisa (digo, focar mais que o normal, de maneira exagerada) pode ser indício de que estamos tentando fugir de outro problema com origem bem diferente. 

Vou colocar essa situação em outro contexto, para ficar mais fácil de visualizar. Não é raro conhecer pessoas que descontam suas emoções em comida, por exemplo. No começo, o comportamento é prazeroso, mas, em excesso, pode gerar obesidade e algumas doenças crônicas. Por que o excesso de trabalho então significaria algo positivo? 

O que os especialistas dizem? 

Hoje em dia, tenho notado o aparecimento de muitas doenças que estão relacionadas a comportamentos comuns de nossa geração. A postura workaholic, infelizmente, também tem a sua correspondente.  

Uma das síndromes que mais tem preocupado os especialistas atualmente é o Burnout. Acontece assim: de tanto focar no trabalho e de passar horas em excesso realizando determinada ação, a produtividade cai e o profissional fica desatento.  

Consequentemente, o rendimento e os resultados diminuem. Depois, são desencadeados a ansiedadeangústia e a depressão. Ou seja, é preciso ficar atento para que esse ciclo não se torne um comportamento automático a ponto de desencadear efeitos mais profundos. 

Desequilíbrio emocional: como notar? 

Não estou falando que não podemos de forma alguma sermos críticos, empenhados e perfeccionistas em relação ao nosso trabalho. Pelo contrário, com moderação, essas atitudes são importantíssimas para resultados satisfatórios na vida profissional. O que devemos analisar é se nossa postura está sendo obsessiva 

Por isso, proponho um diagnóstico pessoal. É algo que ajuda muito a detectar qualquer tipo de desequilíbrio emocional. Então, observe! Quanto tempo você passa no trabalho? O que faz com que você passe tanto tempo por lá: o excesso de responsabilidade ou um motivo mais pessoal?  

É importante fazer essa reflexão para que você note o que está sendo nocivo no seu dia a dia e para que direcione a sua atenção a outras áreas da sua vida que exigem tanto cuidado quanto o trabalho. 

É importante lembrar que a nossa autorrealização é uma combinação da nossa postura nas esferas emocionais e profissionais. O que quero dizer? Uma coisa está fortemente relacionada à outra e saber administrar essas duas partes do nosso ser é um passo grande em direção ao autoconhecimento e à plenitude. 

O ato de olhar para si mesmo(a), praticado constantemente, estimulará seu autoconhecimento e lhe ajudará a estabelecer metas reais. Por sua vez, seu comportamento o levará a alcançá-las. Como? Confira minha reflexão sobre o assunto!

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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