Estar ou manter um relacionamento construtivo requer mais do que amar ao seu parceiro. É preciso conquistar a Independência Emocional, não colocando no outro expectativas irreais, e sabendo como lidar com frustrações. Veja alguns exemplos.

Quando seu(sua) parceiro(a) faz algo de que você realmente não gosta, como você reageFica muito bravo? Você chora? Fica triste? Fecha-se, fica emburrado? Você quer dar o troco, não admite, parte para uma briga? Vai provar por a+b que ele/ela é quem está errado(a)? Fala e fala sobre o assunto à exaustão para o outro(a) ouvir? Ou vai mesmo é ignorar a pessoa, esnobar, usar de todo desprezo e arrogância?

É verdade, coisas chatas e desagradáveis podem acontecer ao nosso redor, mas quanto de poder estamos “dando” ao outro por aquilo que sentimos?

Veja, via de regra, associamos muito dos nossos sentimentos a um fator externo: “fulano fez isso e me deixou assim”; “meu carro quebrou e estou furioso!”… Não estou dizendo que você não deve ter estes sentimentos, afinal, eles são legítimos e fazem parte de nossa humanidade, mas quando essas emoções tomam conta de seu dia inteiro, da semana, dos meses, anos e de seu modo de conduzir sua vida… Você está dando um poder enorme para quem está do lado de fora de você mesmo.

Independência Emocional: o caminho para bons relacionamentos

Você está autorizando às pessoas e situações a lhe magoarem de um modo que não está mais na sua mão guiar suas emoções, suas atitudes, decisões, sua vida. Ou seja, no extremo, ser feliz ou infeliz fica dependendo do comportamento das pessoas em relação a você e das situações externas. E isso não é verdade.

Falar de autonomia me remete ao primeiro caminho humano de aprendizado neste sentido: como pode uma criança ser independente dos braços maternos se não souber andar, correr, usar os talheres ou o banheiro?

No mundo adulto, a Independência Emocional significa: você dono e responsável pelos seus próprios sentimentos. Como chegar nesse caminho? O primeiro passo é com Autoconhecimento. Você precisa saber, reconhecer, identificar e aceitar o que está dando de poder ao outro pelo que você sente para, então, trazer mais clareza sobre si mesmo.

Isso não tem nada a ver com adotar comportamentos egoístas ou egocêntricos. Trata-se basicamente de ser responsável por si mesmo e, consequentemente, deixar de delegar ao outro a responsabilidade por aquilo que vive ou senti.

Depois disso há passos que lhe ajudam a mudar o que está instalado nos seus comportamentos, que é um caminho de treino e amor-próprio.

Não temos e jamais teremos controle do que o outro pensa, faz, sente, diz. É quase impossível impedir que uma pessoa nos diga algo negativo, por exemplo. Mas, sim, nós temos controle e sempre teremos no que diz respeito à forma como vamos lidar com o que foi dito.

Domínio comportamental

Ficaremos profundamente aborrecidos, chateados? Encerraremos a relação porque não gostamos do que ouvimos? Devolveremos com outra crítica ‘pesada’? Refletiremos sobre o assunto para que possamos melhorar com base naquela crítica? É tudo uma escolha.

E exercitar o direito e a responsabilidade por essa escolha é o que nos garante a Independência Emocional. Quando assumimos a responsabilidade por tudo o que somos, conquistamos a chance de escolher quem e como queremos ser a partir de agora.

Felicidade independe de fatos e pessoas. Quando você conquista sua Autonomia Emocional você conquista a paz interior que tanto almeja.

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CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

4 respostas para “Independência Emocional: o segredo dos casais bem-sucedidos”

  1. Aurea Santos disse:

    Gostei muito do site! Parabens!!

  2. Ana disse:

    Estou impressionada como que tudo que leio e vejo parece que foi feito pra mim.
    Estou ao ponto de estar assustada, pois estou acreditando que meu amor próprio não existe. Que minha felicidade depende do outro, de como o outro está comigo. Sou explosiva, sou o tipo de pessoa que quando o outro me faz algo quero castigar, falo, repito, quero culpa-lo para poder ter certeza que a culpa do problema não foi eu. Meu Deus, estou assustada. Acredito que preciso muito de ajuda para me autoconhecer.

    • centrohoffman disse:

      Ana, primeiro, obrigada por ter você aqui, fico feliz se por um lado estou ajudando a levar autopercepção, mas não se culpe, nem se critique, o autoconhecimento requer que primeiro possamos mesmos nos abrir para reconhecermos em nós nossas positividades e também negatividades, sem julgamentos. E é a partir dessa consciência e só a partir dela que podemos, de verdade, mudar. Pois não é possível mudar o que nem sabemos que existe não é mesmo? O Processo Hoffman é a experiência de maior resultado que eu pessoalmente vivi, e é por isso que me dedico tanto a ele. Você poderia participar conosco deste curso. Escreva para mim, [email protected] ou para [email protected] . Eu te espero, com amor e luz, Heloísa

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