Olá!

Você sabia que a Inteligência Emocional já é considerada a habilidade mais diferenciada e indispensável ao ambiente corporativo? Sim, a razão por detrás disso é bastante simples: profissionais mais inteligentes emocionalmente performam melhor, trabalham melhor em equipe, obtêm mais cooperação de seus colegas de trabalho e, ainda, demonstram motivação, resiliência e comprometimento acima da média.

Essas, por si só, já são excelentes razões para investir no desenvolvimento desta competência, mas há ainda outros bons motivos: pessoas inteligentes emocionalmente também criam, para si mesmas, mais oportunidades de sucesso. Elas saem da vitimização e assumem o protagonismo; elas se perdoam pelos seus erros e aprendem com o que não deu certo; elas se apropriam de seus diferenciais e, com eles nas mãos, alavancam suas próprias carreiras.

Diante desse cenário, sobram motivos para você também desenvolver sua Inteligência Emocional. Por isso, preparei um guia completo, que você confere a seguir!

 

1) Antes de tudo, o que é a Inteligência Emocional no trabalho?

Há muitas e muitas décadas, a inteligência humana mais valorizada é a intelectual. Temos usado única e exclusivamente esse referencial para “medir” a capacidade de cada indivíduo, sem considerar suas outras habilidades, tal como a Inteligência Emocional.

A superação de problemas, por exemplo, demanda raciocínio lógico, mas, também, requer que empreguemos e lidemos com nossas emoções. Eu diria, então, que desenvolver a Inteligência Emocional é um passo importantíssimo e essencial para que a nossa capacidade de lidar com os eventos profissionais, positivos ou negativos, seja mais positiva e efetiva.

Afinal, de que adianta escolher a solução mais lógica, optar pelo caminho mais óbvio, se nossas emoções não estão alinhadas com essa escolha? Se, ao decidirmos com base no nosso intelecto, passamos a sentir medo, tristeza, angústia ou sofrimento?

Quando há esse equilíbrio, ou seja, quando estamos prontos para ouvir o que dizem ambas as inteligências, ganhamos um poder muito maior frente aos desafios que se apresentam no nosso cotidiano de trabalho. E, ainda que falhemos, seremos capazes de nos reerguer. Os ganhos são imensuráveis, até porque deixamos de enxergar os problemas como mero problemas, e passamos a vê-los como obstáculos necessários ao nosso próprio crescimento e desenvolvimento.

 

2. Todo mundo possui inteligência emocional ou isso é algo que se adquire?

Todo mundo tem Inteligência Emocional, mas muita gente não a desenvolve. Para Bob Hoffman – criador do Processo Hoffman, treinamento que ministro há mais de 35 anos –, a maior parte das pessoas parou no tempo no que diz respeito a essa inteligência. Elas aprenderam a lidar com suas próprias emoções até uma determinada idade e, de lá para cá, ficaram estagnadas.

Foram estimuladas a desenvolverem o intelecto desde cedo e, por isso, na vida adulta, apresentam essa inteligência proeminente, mas, emocionalmente, respondem de forma infantil e imatura. A boa notícia é que dá para desenvolver a inteligência emocional em qualquer época da vida, sempre.

 

3. Como funciona a inteligência emocional no trabalho? Quais suas características?

A inteligência emocional nos permite lidar com as situações de forma mais equilibrada, inclusive no trabalho. Quando somos inteligentes emocionalmente, conseguimos encontrar soluções e saídas que condizem com o que estamos sentindo e pensando; assim, fica muito mais fácil adotar os comportamentos ou as medidas necessárias para obter os resultados profissionais desejados.

Também ganhamos no que diz respeito à forma como nos relacionamos com as pessoas e com o nosso entorno. Pessoas mais inteligentes emocionalmente conseguem estabelecer empatia com mais facilidade e, por isso, conseguem também melhorar seus relacionamentos. Elas também conseguem lidar de forma mais positiva com os desafios, porque entendem que não são vítimas dos acontecimentos – tudo o que lhes acontece, acontece por um motivo e em decorrência de suas próprias escolhas.

 

4. Como posso saber se sou inteligente emocionalmente no meu trabalho?

Há diversas características de quem tem pouca inteligência emocional, como a vitimização, o egocentrismo, a falta de empatia, a arrogância e a prepotência no dia a dia de trabalho. Mas é curioso que nem sempre as pessoas com pouca inteligência emocional apresentam traços comportamentais tão claramente negativos.

Algumas pecam por comportamentos que, aos olhos alheios, podem não parecer tão prejudiciais: são extremamente submissas, anulam-se diante dos conflitos, cedem o tempo inteiro, entre outras coisas.

Seja como for, a mudança nasce do Autoconhecimento. Enxergar a si mesmo, com honestidade e sem julgamentos, é o caminho ideal para desenvolver a própria inteligência emocional. Quem se reconhece, consegue assumir a responsabilidade por si e pelas próprias escolhas. Entende que, seja qual for seu ponto fraco, é possível modificá-lo. Assumindo essa postura a pessoa toma as ‘rédeas’ da própria vida e se torna protagonista e não um mero refém das circunstâncias.

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5. Na prática, o que eu posso fazer para desenvolver a minha Inteligência Emocional no trabalho?

Este caminho sempre perpassa pelo Autoconhecimento e pelo amor-próprio. Precisamos compreender que a única pessoa responsável por conquistar e valorizar as próprias conquistas, bem como por cometer, assumir e superar as falhar SOMOS NÓS MESMOS. Não é papel de mais ninguém.

Por isso, é preciso voltar os olhos para si mesmo e percorrer o caminho da compreensão, da autovalorização e do perdão para conosco e em relação aos que nos cercam.

Uma dica inicial é olhar-se sem julgamento e/ou crítica. Simplesmente observe-se e perceba o que você faz e sente, do que gosta e do que não gosta. Observe qual o impacto dos seus comportamentos em seu entorno e como você poderia fazer melhor.

Outra dica: olhe para os outros e escute-os. As pessoas são “placas de sinalização” de nós mesmos e podem nos dar dicas de mudança e crescimento. Para isso, é importante também que possamos deixar nosso orgulho e nossas própria argumentações. Saia da defensiva e, apenas, ouça de coração aberto o que os outros têm a lhe dizer.

 

6. Como a Inteligência Emocional pode me ajudar no trabalho?

A prática do Autoconhecimento gera inteligência emocional e apresenta-se como ferramenta essencial para o processo de autoliderança e de liderança, afinal, isso trará ao profissional efetiva melhora nos seus relacionamentos e nas suas atitudes.

A partir do momento que a pessoa abre espaço para se encarar de frente e fazer uma avaliação interna sincera, ela praticamente percorre 50% do caminho de Autoconhecimento para promover as mudanças e melhorias necessárias.

Em muitos casos, o profissional não enxerga o que está errado, mesmo que as pessoas em volta sinalizem; em outros, ele pode até obter consciência, mas não se importa ou não sabe como promover a melhoria. Por isso a necessidade da responsabilização se faz tão importante.

Neste percurso, é fundamental que a pessoa busque compreender a origem e o porquê de determinados comportamentos, revendo suas atitudes e assumindo novos modos de agir. Uma pessoa que consegue unir a parte técnica aos bons relacionamentos certamente obterá excelentes conquistas não só na carreira, mas na família e em todas as áreas da vida.

Observe: seja em casa ou no trabalho, a vida é construída a partir das relações, por isso, quando pensamos em uma empresa, mais do que competência técnica e talento, é fundamental que as pessoas saibam se relacionar – e que o façam com o máximo de Inteligência Emocional possível.

Antes de finalizar, reitero: os bons comportamentos nunca foram tão valorizados nas empresas como hoje. Você consegue preparar um recém-formado ensinando a ele as tarefas que terá de desempenhar, você consegue mostrar a um atendente os relatórios que ele precisa preencher, mas você não consegue simplesmente fazê-los serem tolerantes, respeitosos, resilientes, saberem lidar com pressões, enfim, terem atitudes positivas. E todos esses atributos comportamentais são, cada dia mais, os verdadeiros diferenciais que credenciam um profissional a determinado cargo ou atividade.

Por isso, acredite em mim quando lhe digo: a sua Inteligência Emocional é o que vai (ou não) definir o sucesso da sua carreira!

Espero ter lhe ajudado.

Até a próxima,


O Processo Hoffman é o maior curso de autoconhecimento do mundo e tem seus resultados comprovados cientificamente.

Temas:

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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