Olá! Como vai?

Espero lhe encontrar muito bem!

Hoje, começo a liberar uma série especial de conteúdos que preparei exclusivamente com o tema “Liderança Só Para Mulheres”. Como o nome indica, meu objetivo é propor reflexões e exercícios práticos para mulheres que desejam liderar de maneira mais positiva e sustentável – fora e dentro do ambiente de trabalho. E, em tempos como o que estamos vivendo, creio que seja de fundamental importância abordarmos o universo feminino com mais profundidade (até porque algumas confusões precisam ser desfeitas urgentemente).

Por exemplo: se homens e mulheres são diferentes, por que é que tanto se fala da luta por igualdade?

Sempre que proponho essa reflexão, vejo muita gente se perder em meio a preconceitos sem chegar a nenhuma conclusão. E, veja, é algo relativamente simples: nós, mulheres, somos, sim, inegavelmente diferentes dos homens. Não só nas características físicas, mas, também, na maneira como raciocinamos ou lidamos com as emoções.

A mulher é cuidadora, amorosa, organizadora, multitarefa, gosta e sabe como colocar ordem; o homem é direto, assertivo, forte e tende a focar numa única tarefa por vez.

Grande parte dessa diferença se deve a aspectos genéticos, portanto, é inegável e imutável. Outra parte, claro, é comportamental, e, portanto, pode e merece ser revista quando causa algum tipo de dano. Mas, ainda assim, o primeiro passo importante nessa eterna guerra dos sexos – que, aliás, já deveria ter sido extinta há muito tempo –, é compreender: as diferenças entre os gêneros existem, mas não tornam um melhor que o outro.

O fato de que os homens podem ser mais fortes fisicamente não faz, deles, melhores e nem piores;
Assim como o fato de que mulheres podem engravidar não faz, delas, melhores e nem piores.

O que quero dizer é que, em suma, a luta pelos direitos iguais não pressupõe ou não deveria partir do princípio de que somos todos iguais no que diz respeito às nossas características pessoais, mas, sim, que deveríamos ser todos iguais perante às leis, às empresas e às sociedades.

Portanto, a ideia é (ou deveria ser a de) que todos tenham igual respeito às suas características mais diversas; que mulheres possam ser igualmente respeitadas e tratadas por serem mulheres, independentemente do “tipo” de mulheres que são.

Esta compreensão, por si só, já é uma quebra de um paradigma. A luta a ser entravada não é contra os homens e nem uma tentativa de inverter os papeis para subjugá-los. A nós, mulheres, cabe, a missão de reverter o quadro, mas não para tomar o poder, não para “dar o troco”; e, sim, para implementar, de uma vez por todas, a engrenagem que há de melhor funcionar: aquela em que mulheres e homens trabalham lado a lado, empregam suas competências únicas no mesmo sentido, de maneira complementar, e não mais competem um com outro – afinal, reconhecem-se como partes iguais de um mesmo time.

 

A nós, mulheres, cabe, a missão de reverter o quadro, mas não para tomar o poder, não para “dar o troco”; e, sim, para implementar, de uma vez por todas, a engrenagem que há de melhor funcionar: aquela em que mulheres e homens trabalham lado a lado, empregam suas competências únicas no mesmo sentido, de maneira complementar, e não mais competem um com outro – afinal, reconhecem-se como partes iguais de um mesmo time.

O Autoconhecimento para a quebra de paradigmas na liderança feminina

Este foi só o começo da jornada para todas aquelas que desejam exercer a liderança feminina, mas são tantos os paradigmas a serem quebrados que somente um exercício profundo e constante de Autoconhecimento e Autoconsciência será capaz de levá-las ao lugar que desejam alcançar.

Então, em primeiro lugar, guarde isso com você: seja qual for a mulher que você é hoje, a mulher que foi ontem ou a mulher que um dia será, nenhuma delas é pior ou melhor que os homens ou mesmo que as demais mulheres que estão ao seu redor. Todas as pessoas do mundo merecem ser tratadas com igual respeito, isto é fato. Mas nenhuma pessoa no mundo é igual a você, portanto, a única comparação justa e possível é de você… com você mesma!

Neste ponto, talvez, você esteja “me dizendo” mentalmente que nunca se comparou aos homens ou ao poder masculino. E, infelizmente, eu me arrisco a discordar. As chances são de que, mesmo sem perceber, inconscientemente, a única referência que você teve de liderança foi justamente baseada neste poder – afinal, eles que estão no “comando” há muito tempo!

Ou seja, mesmo que você tenha se inspirado na força da sua mãe, e que sua mãe tenha sido uma verdadeira guerreira a exemplo de sua avó, as chances são de que todas se referenciaram no masculino, porque, historicamente e já há bastante tempo, esse é o único modelo que conhecemos.

Tenhamos ou não vivido numa família ou época em que a submissão feminina era natural, nossas mães, pais, avôs ou, talvez, bisavós certamente a viveram. Como resultado, muitas mulheres contemporâneas perseguem o sucesso, a felicidade e o bem-estar inspiradas por esses modelos do passado que lhes foram ensinados ainda na infância – e, repito, todos eles referenciados na forma masculina de liderar.

Assim sendo, a liderança feminina sustentável e positiva começa aqui, na desconstrução desta referência. Nós não estamos em guerra, portanto, não precisamos da força e nem comportamentos belicosos para assumir nosso lugar.

Nós não precisamos submeter a ninguém, porque já sabemos, por experiência própria, como é ruim sermos ou nos sentirmos inferiorizados quando temos tanto a contribuir.

Nós também não queremos impor nossa vontade pela força física e nem pelo medo; queremos construir outro tipo de autoridade, de comando e de liderança. A pergunta, portanto, é: sem o paradigma da liderança masculina, qual é a líder que você, mulher, quer ser?

 

A liderança feminina é aquela que você quiser construir

Dediquei este artigo todo apenas a esta reflexão, porque, sem ela, seria impossível construir o caminho para uma liderança feminina mais positiva. O meu convite hoje é que você reflita, honestamente, sobre o que aprendeu ainda criança sobre a liderança.

Quem é que estava no poder? Como é que essa pessoa fazia para se manter neste posto (quais eram seus comportamentos e atitudes)? E, hoje, o que é que você faz sobre a liderança – age desta mesma forma ou procura se comportar de maneira inversa?

Quando encontrar essas respostas, você terá percorrido o primeiro pedaço da sua trajetória, em que terá identificado e abraçado a sua própria noção de liderança. Daí, então, poderá seguir para a segunda etapa: criar e fortalecer o que quer que entenda como poder e liderança feminina.

Uma vez que tiver se libertado do paradigma masculino a partir do Autoconhecimento, você poderá decidir qual é a líder que deseja ser. E a liderança feminina será aquela que você construir, como quiser e da forma como acreditar ser a melhor.

O caminho está aí, aberto, bem como as oportunidades. Que tal dar o primeiro passo?

Bem, por hoje, é só!
Não perca meu segundo artigo da série “Liderança Só Para Mulheres”.

Com Amor e Luz,


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Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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