A partir do momento em que ganha autoconsciência, você assume a dianteira da vida e se torna o único responsável por suas escolhas e conquistas. Com as ferramentas do coaching, você encontra bases que ajudam a direcionar sua trajetória ao sucesso.

Para projetar seu futuro e desfrutar do presente tomando, de fato, as rédeas das situações, sejam elas quais forem, é preciso, antes, assumir a liderança sobre si mesmo. Se você sabe aonde quer chegar, como e por que deseja chegar lá, e quais ferramentas são necessárias para atingir sua meta, terá a inteligência de que precisa para ingressar nessa missão. Da mesma forma, se você reconhece seus pontos fortes e fracos, saberá avaliar quais comportamentos e reações serão mais apropriados e benéficos em cada momento da vida. Esse é o verdadeiro significado da liderança.

Trilhar caminhos que levem a um futuro melhor não é clichê, mas o desejo das pessoas. Para responder aos seus anseios e agir alinhado com as mudanças que você quer pela frente, será fundamental olhar-se de forma transparente para compreender, antes, como chegou até aqui. Caso contrário, estará fazendo projeções a partir de padrões comportamentais antigos e tão arraigados que nem mesmo perceberá que estão aí, fazendo parte de você.

Refletir sobre o que ficou para trás, muitas vezes, é um passo essencial para que se possa chegar a lugares aparentemente inimagináveis. Sua História é disciplina obrigatória na grade curricular da sua vida e sua graduação é a liberdade de escolha e o poder de decisão sobre seus caminhos. O diploma que você obtém nesse trajeto é o autoconhecimento. A importância dos historiadores para a construção do futuro é também um exercício desempenhado individualmente.

Perguntar-se é buscar o caminho e o processo como coachee trará o significado de sucesso para você. Quais foram e quais são seus sonhos e realizações? Qual seu propósito? Quem são as pessoas importantes em sua vida? Aonde, realmente, quer chegar? E com quem você quer estar quando chegar lá? É possível que muitos encontrem respostas entre os números, os gráficos e os resultados, e outros entre a família e seus papéis sociais. O coaching ajudará você a encontrar as respostas dentro do equilíbrio e do melhor resultado integrado.

Houve um tempo em que formar uma família numerosa e mantê-la bem estruturada, mesmo com poucos recursos financeiros, era sinônimo de ser bem-sucedido. Depois, trilhar uma trajetória profissional sempre ascendente e elevar os padrões de vida passaram a contar tanto ou mais que a família. Em meio a isso, os desejos materiais – a casa própria, o carro dos sonhos, a viagem para o exterior – invariavelmente apareceram como fatores associados ao sucesso em um ou outro tempo.

Hoje vivemos o momento da mudança constante. O termo bem-sucedido é uma variável temporal e precisa ser constantemente questionado para que seja atualizado e mantido conforme seus momentos de vida. Todas as realizações acumuladas com os anos, a construção intermitente de novas necessidades, novos formatos familiares e de relacionamentos, a carreira e as novas hierarquias ou as inconstâncias financeiras, além das infindáveis exigências profissionais, são os principais aspectos determinantes para desequilibrar o indivíduo. Galgar a escada do sucesso é unir estes anseios.

O processo cognitivo para novas aprendizagens comportamentais é enriquecido com as informações descobertas no processo entre coach e coachee. A liderança é primeiramente interior. O caminho da liderança é traçado ao caminhar. Isso quer dizer que só você mesmo pode definir qual o sentido e a direção do sucesso em sua vida. Ainda que as suas vontades e sonhos sejam opostos, idênticos ou simplesmente diferentes aos de seus familiares ou ao que foi estabelecido como senso comum no meio em que vive, só quem pode identificar e lutar por tais objetivos é você. E mais: uma vez identificados os valores, as ferramentas, o talento e atitudes que serão utilizados para trilhar o caminho do sucesso, o coachee terá ao seu alcance o conhecimento e consciência para identificar as oportunidades e os riscos, trazendo para si o poder de decisão e equilíbrio para liderar-se, responsabilizar-se e tomar posse do seu espaço e da abundância que o sucesso lhe entregará.

O quebra-cabeça do Autoconhecimento
Reconhecer de que maneira nossa história tornou-se um hábito ou vício comportamental é uma das peças que nos ajudam a montar o quebra-cabeça do autoconhecimento. No entanto, é preciso dedicação e persistência até que se possam unir todas as pecinhas, afinal, trata-se de um trabalho constante, um jogo individual em que o vitorioso é aquele que, dia após dia, está disposto a conhecer e a compreender a si mesmo. Este, certamente, é o melhor caminho para quem busca realizar tudo aquilo a que se propõe. Esta á a ação do líder.

Desvincular-se de paradigmas comportamentais é ver e rever a história e buscar novas possibilidades. Parafraseando Arthur Schopenhauer: “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou”. O processo da descoberta já é sucesso, já é caminho. As informações para o alcance das metas estão dentro de nós, por isso, o trabalho é fazer-se a melhor pergunta, pois já temos as respostas.

São as perguntas que têm o peso e a leveza suficientes para dar equilíbrio e propulsão aos navios que conduzimos. Somos os capitães de nossas escolhas e decisões. O mais comum é repetirmos velhas receitas e agirmos compulsivamente diante das mesmas situações, o que nos levará a resultados igualmente conhecidos.

Durante um recente trabalho intensivo, indagado e indagando-se correta e positivamente, um empresário com quem atuei com as técnicas de coach descobriu crenças e valores com relação à sua prosperidade e sua relação com o sucesso que o permitiram, em poucos meses, alterar o rumo de sua empresa, sua condição societária, seus investimentos e sua relação com seus entes queridos, ficando à frente de sua companhia, posicionado para o sucesso e à realização a que ele tem direito. Com a pergunta certa, ele tomou o propósito de sua vida em suas mãos.

Executivos elogiados por seus superiores, colaboradores e pares são os que detêm o conhecimento de si, desfrutando melhor de suas características, pois todos os aspectos de nossa personalidade são úteis, importantes e bem-vindos. As avaliações comportamentais que surpreendem o avaliado determinam o grau de desconhecimento de si por parte do próprio avaliado. A falha no resultado humano, em geral, está no desconhecimento e mau uso das características pessoais, a não aceitação dos erros ou inexistência de diálogo interior, o que desqualifica o indivíduo para a troca de informações e o mantém distante de sua equipe.

Nestes casos, o coaching auxiliará para que o coachee possa se observar e aos seus resultados, concluindo, em alguns meses, transformações práticas que o levem ao reconhecimento e uso de suas habilidades.

Pode parecer óbvio, mas pouca gente percebe que a repetição impede a novidade. Mudar de emprego, carreira ou área de atuação é uma decisão delicada que precisa ser auxiliada por um profissional e uma metodologia aplicada para a obtenção de resultados mensuráveis. Demissões, contratações, projetos, riscos e entusiasmos são geradores de reflexão para um líder, e, como tal, ele pode ter ao seu alcance grandes descobertas se fizer a pergunta certa para si mesmo. Quando se fecha para o novo e evita a troca de informações, esse executivo, certamente, reduziu a possibilidade de aprendizado e evolução – tanto individual, quanto empresarial. E quem comanda e mantém esse ciclo ininterrupto de respostas idênticas a situações semelhantes é ele mesmo. Por que será?

Uma referencia autoritária na infância, por exemplo, pode lhe haver ensinado, ainda pequeno, que é preciso algum distanciamento para conquistar o respeito dentro de uma cadeia hierárquica. Ou, então, pode ser que ele próprio, o executivo, tenha chegado tão longe após trabalhar para um chefe extremamente exigente. Entre tantas outras possíveis respostas, a verdade sobre seu comportamento está ali, inserida em uma série de aprendizados que acumulou ao longo da vida.

Caberá a ele, antes de tudo, decidir se quer compreender sua motivação, para, então, desvendá-la a partir do autoconhecimento. Caso resolva modificar esse e outros padrões de comportamento, deverá desenvolver meios para isso. E, nessa hora, o jogo, que parecia tão pessoal e individual, pode contar com a participação de novos colaboradores.

Liderança interna e coletiva
O Autoconhecimento funciona como uma espécie de catalisador na vida de qualquer pessoa. Ao desenvolvê-lo, ganhamos o poder de agir com mais clareza e precisão. Por muito tempo, convivemos com o conceito de que a real função de um líder era meramente comandar para gerar resultados em qualquer âmbito. Hoje, a liderança não fica restrita ao núcleo familiar ou corporativo, ou seja, não é preciso que haja um grupo a ser comandado para colocá-la em prática. Cada indivíduo pode desenvolvê-la internamente, com o objetivo de tornar-se líder de si próprio.

Aqueles que se tornam capazes de assumir a responsabilidade pelos próprios atos são, certamente, mais habilidosos e eficazes na hora de comandar um grupo, um projeto ou a família. Aprendem a superar limitações individuais e coletivas e usam os melhores recursos para chegar aonde desejam. E, vale lembrar, tudo isso aparece como consequência do autoconhecimento.

Portanto, o que se faz no âmbito individual, se faz no âmbito coletivo. Por mais raros que sejamos com nossas histórias e atitudes únicas, estamos constantemente inseridos em relações pessoais e profissionais que nos servem de palco. Nelas, temos a oportunidade de apresentar nosso conteúdo, de demonstrar aquilo que somos.

Não à toa, são essas relações que nos trazem o melhor parâmetro em relação às nossas falhas e acertos. Evidentemente, qualquer pessoa prefere ouvir elogios a críticas. A questão é que ambos servem (e muito) para que se possa avaliar com inteligência as próprias escolhas e ações.

Quando estamos habilitados a ler nas pessoas que encontramos as nossas próprias placas de sinalizações, em outras palavras, isso significa nosso autofeedback – estar aberto e atento ao retorno do outro, mesmo que seja através do silêncio – tornamo-nos mais hábeis nos relacionamentos sociais e profissionais. A pessoa que está despreparada para ouvir e ver os sinais seguramente levará mais tempo para chegar ao seu destino ou poderá chegar sozinho.

Para que seu navio não naufrague ou encalhe, é preciso treino e especialização, além de coragem. Muita coragem. O que fazer com as críticas? Positivá-las. Transformar críticas em resultados. É preciso reconhecer-se nelas para promover mudanças estratégicas e legítimas. Ao tomarmos consciência do apontamento da crítica, ela se transforma em tábua de salvação. A escolha será sempre sua.

O terceiro olho
De acordo com a tradição hindu, pessoas com alto grau de sensibilidade e grande capacidade intuitiva apresentam o “terceiro olho” bastante desenvolvido. Trata-se de um ponto localizado entre as sobrancelhas, que, em bom funcionamento, confere percepção apurada a cada indivíduo.

Acreditemos ou não no que diz a filosofia hindu, o fato é que todos nós poderíamos fazer bom uso de um terceiro olho que nos incentivasse a desenvolver sensibilidade, intuição e percepção. Ferramentas como essas proporcionam excelentes resultados práticos a quem busca autoconhecimento, liderança, plenitude e, claro, sucesso. E, já que a ideia é recorrer a um instrumento capaz de enxergar mais do que nós mesmos temos sido capazes ao longo da vida, por que não buscar essa visão diferenciada naqueles que nos cercam?

Aceitar opiniões positivas e negativas que vêm de fora é um passo importante no processo de desenvolvimento interno. Isso porque, às vezes, o espelho que usamos para nos enxergar tal como somos não reflete partes importantes daquilo que nos constitui e, sem essas partes, evidentemente, permanecemos incapazes de reconhecer aspectos essenciais sobre nós mesmos.

Apontar esses pontos cegos, ou seja, atuar como um terceiro olho, pode ser uma função desempenhada por aqueles que fazem parte do nosso convívio, mas, também, pode ser um trabalho realizado por profissionais especializados. O Coaching, como o próprio nome indica, oferece a possibilidade de treinarmos nossa visão para que o espelho interno passe a refletir aquilo que não estávamos vendo.

Mais que isso, a atuação de um especialista em desenvolvimento humano intensifica o processo e facilita o caminho a ser percorrido. Caberá a ele proporcionar técnicas e ferramentas eficazes para que cada um tenha a possibilidade de enfrentar seus próprios medos, superar limitações e desenvolver habilidades que, até então, permaneciam adormecidas.

Como foi dito anteriormente, esse processo interno depende, ou seja, começa e continua de acordo com os anseios e escolhas individuais. Os grandes beneficiados pelas mudanças que decorrem dele são as pessoas mais próximas, familiares, amigos e colegas de trabalho. No entanto, quem realmente ganha ao mergulhar nessa viagem rumo ao autoconhecimento é você, um ser raro e único que, então, saberá como tirar sempre o melhor proveito do passado, do presente e do futuro.

Fonte: Livro Master Coaches

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CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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