A história de quem transformou a doença em sinônimo de superação, solidariedade e amor é um exemplo de como o fluxo da vida sempre segue pelos caminhos certos.

Era uma vez um casal que havia construído uma família bonita, organizada e satisfeita. À frente de uma empresa de grande porte, marido e esposa tinham bons motivos para se orgulhar, afinal, levavam dias felizes e podiam oferecer aos filhos uma vida saudável, repleta de sonhos e possibilidades.

Tudo ia muito bem até que, um dia, o filho caçula, então com dez anos, caiu acidentalmente da rede em que brincava na fazenda da família. A queda provocou traumatismo craniano e, como resultado, o pequeno permaneceu em coma por mais de 15 dias até acordar e ser diagnosticado com paralisia cerebral.

O menino – pensava a família – tinha um caminho brilhante pela frente. Graças ao trabalho árduo, pai e mãe teriam condições financeiras para investir o que fosse preciso em seu futuro. Poderia se tornar cientista, jogador de futebol ou até mesmo um famoso artista. No entanto, a partir daquele momento, tudo isso parecia desfeito: a frágil criança estava presa a um corpo que, agora, respondia com dificuldade para andar, comer, falar e, principalmente, para pensar.

Virando a mesa
O medo, o desespero e a frustração daquele casal logo deram lugar à ansiedade. Diante da nova situação que se fez, ambos começaram a procurar por respostas e soluções, mas não demoraram a descobrir que muito pouco se sabia (e se fazia) por pessoas que enfrentavam dificuldades como aquela com a qual estavam lidando. Ainda assim, em vez de fraquejar, esta família reuniu forças para alterar a rota e modificar os próprios sonhos.

A partir do momento em que começaram a viver esta nova realidade, pai e mãe passaram a enxergar cada dia como uma pequena conquista no fluxo da vida, uma realização feita por aquele pequeno menino que, com o passar dos anos, se transformaria num homem vitorioso.

É claro que tamanha evolução não aconteceu da noite para o dia. Ao longo do tempo, seus pais lutaram pela inclusão, pagaram profissionais que se interessavam pela cura ou pelo tratamento da doença do amado filho e, assim, preencheram seus dias com as demandas de um mundo até então desconhecido, o mundo das pessoas portadoras de necessidades especiais.

Na verdade, encarar esse mundo, provavelmente, foi a maior dificuldade encontrada pelo casal, pois, uma vez dentro dele, os pais passam a carregar sentimentos de culpa, vergonha, mágoa e impotência. Passam a viver no limite entre o normal e o anormal, entre poder e não poder, entre o adequado e o inadequado, entre ser uma pessoa comum e um ser incomum, entre o certo e o errado. Como superar tais sentimentos tão punitivos e, ainda por cima, transformá-los em algo positivo?

Dificuldades são oportunidades
O que torna este casal incomum é o fato de que ambos compreenderam que tinham mais, muito mais para contribuir e agregar ao mundo. O inigualável fluxo da vida, que é cheia de sabedoria, propôs uma aventura a eles: o desafio de serem pais de uma pessoa portadora de deficiência. A aceitação deste “destino” permitiu que usassem suas competências para gerar bem-estar não apenas para seu filho, como também para muitos outros filhos e filhas de tantas outras famílias que enfrentaram o mesmo destino.

Ao investir na saúde do caçula, ao oferecer todo suporte emocional e amor necessários ao seu bem-estar, aquele casal obteve avanços importantíssimos em seu quadro e pôde, assim, compartilhá-los com tantas outras pessoas. A experiência lhes trouxe a chance de trabalhar pelo bem de muitas famílias de jovens e adultos portadores de necessidades especiais, dando a elas o que, aparentemente, haviam perdido dentro deste mundo dicotômico: a dignidade e o direito de ser feliz.

O filho amado, enfim, completou 40 anos e, hoje, é motivo de orgulho constante para seus pais. Passado tanto tempo, este dedicado casal entendeu mais sobre o amor e sobre a vida do que se poderia imaginar. Juntos, aprenderam que viver significa compartilhar com outros seres humanos a dor, a luta e a gratidão por estarem vivos.

Final feliz
Embora esta não seja uma história real, não é difícil encontrar relatos muito parecidos com esta experiência que acabei de descrever. Famílias que se deparam com situações assim acabam por vivenciar momentos de surpresa, dor, frustração, impotência e, sobretudo, amor.

A humanidade que se descobre através da doença é inacreditável. A preguiça dá lugar à força de vontade. O tempo se relativiza, as expectativas se alteram. E em meio a todo esse desconforto e mudança de rumo, constroem-se histórias de superação. Ao nos conduzir para este fluxo extraordinário, a vida nos obriga a conhecer nossos talentos e a compartilhar nosso melhor com outros seres humanos.

Qualquer que seja nosso status social, condição profissional e pessoal, estamos presos às leis, ainda desconhecidas, de nossos caminhos. Sejam elas quais forem, tudo que sabemos é que essas leis nos movem em direção à solidariedade, esperança e amor por nós mesmos e pelo outro. Por isso, tudo que precisamos fazer é seguir o fluxo da vida e agradecer por todos os acontecimentos, fatos e situações imprevisíveis, reconhecendo que tudo o que nos acontece vem para o bem.

Ao criar esta consciência, nos tornamos aptos a perceber, na prática, que qualquer história pode ter um final feliz, mesmo com a morte ou com a pseudo-invalidação, desde que o amor seja capaz de permeá-la.

A força do Autoconhecimento
A amorosidade é o que nos desperta para essa incrível capacidade interna de adaptação. Somos capazes de nos adequar e de tirar proveito mesmo das situações imprevistas e inimagináveis, mas, para isso, temos que entrar em contato com o que há de mais profundo em nosso ser.

O exercício diário do Autoconhecimento nos leva a isso. Quem se conhece e se reconhece com honestidade tem, ao seu alcance, todas as ferramentas de que precisa para encarar os desafios mais complexos que a vida apresenta. Nasce, dessa mesma fonte, a mais sincera capacidade de amar a si mesmo e, consequentemente, amar a tudo e a todos que estão ao nosso redor.

A força proporcionada pela auto-observação é inigualável. No entanto, o ato de olhar-se requer paciência e dedicação, afinal, estamos muito mais habituados a enxergar os outros e, com isso, deixamos de voltar os olhos para nosso interior. Interromper esse hábito e trocá-lo por outro, mais saudável, fica mais fácil quando buscamos ajuda externa.

Reconhecido mundialmente pelos resultados que proporciona, o Processo Hoffman oferece todo o apoio necessário para quem busca desenvolver a Competência Emocional, principalmente o autoconhecimento. Realizado em uma semana, esse trabalho abre as portas da consciência e cria as condições de que todos nós precisamos para integrar todas as nossas inteligências e, a partir disso, enxergar novos caminhos e respostas nesse fluxo da vida.

Investigue-se e descubra-se. Encontre suas próprias verdades e veja quem e como você se tornou.  Use, em seu favor, as informações que têm a seu respeito. Estabeleça um diálogo interno e, principalmente, respeite sua trajetória. A sua história é única e merece sua atenção e seu carinho. Uma vez que tiver dado início a esse delicioso processo de descoberta, encontrará a força e a amorosidade necessárias para aceitar e aprender com o maravilhoso fluxo da vida.

 

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Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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