Olá!

Muitos dos profissionais de sucesso que passam pelo Processo Hoffman trazem uma mesma queixa: eles confessam que, apesar de compreenderem a importância do trabalho em equipe, fazem o possível para absorver sozinhos o máximo de responsabilidade possível – assim não precisam esperar, nem cobrar do outro que cumpra a sua parte.

Aliás, essa também costuma ser a maior dificuldade dos empreendedores em geral, principalmente os que já ultrapassaram a marca dos 40 anos. Para eles, parece quase impossível confiar que outra pessoa será capaz de fazer um bom trabalho; que dirá acreditar que alguém fará melhor do que eles próprios fariam!

É claro que poderíamos taxá-los de arrogantes, mas o buraco é ainda mais embaixo. Muitos trazem, na bagagem, experiências próprias que ratificam suas inseguranças. São histórias e mais histórias de momentos em que compartilharam projetos com outros profissionais na melhor das intenções, mas acabaram completamente frustrados.

Sobram relatos, por exemplo, de situações em que foram deixados na mão por pessoas de pouco comprometimento, foco ou mesmo disposição para o trabalho. Também pesam os inúmeros episódios de traição – em que alguém se apropriou de suas ideias e iniciativas e, por isso, roubou-lhes o reconhecimento que claramente lhes era de direito.

Com base em tudo o que lhes aconteceu, dizem, tornaram-se desconfiados, mas, por outro lado, reconhecem que confiança é indispensável para o trabalho em equipe. Afinal, se eu não acredito que você fará sua parte ou mesmo que é capaz de cumpri-la, a relação de parceria já nasce corrompida. Daí em diante, os resultados certamente serão prejudicados. Mas, então, a pergunta é: em meio a tantos poréns, é possível criar relações de confiança para estabelecer parcerias positivas no trabalho?

 

Se você diz, aos seus colegas, “você não fez um bom trabalho”, essa crítica está 100% baseada nas suas crenças, na maneira que você acredita que aquele trabalho deveria ter sido feito. Mas será mesmo que o jeito do outro é tão ruim assim? Como você pode estar tão certo(a) disso? E se, em vez disso, você começasse a dizer: “eu imaginei outra forma de fazer este trabalho”?

Trabalho em equipe: não chame a sua desconfiança de intuição

Não se engane: a desconfiança é um problemão dentro e fora da vida profissional. Associá-la à intuição – “eu sabia que fulano faria isso” – é pura “balela”, como dizem por aí. E eu vou lhe explicar o porquê: quando eu nutro esta expectativa de que alguém eventualmente me deixará na mão e/ou me prejudicará, essencialmente o que estou fazendo é aguardar, contar os dias e as horas até que, factualmente, este mal tão aguardado me aconteça. E ele vai acontecer, sabe por quê? Porque estou empregando toda a minha energia nisso!

Não tem nada de sexto sentido em viver à espera do erro alheio. Pelo contrário, isso só mostra que estamos mais comprometidos em enxergar o lado ruim do que o lado bom das situações, e isso também tem tudo a ver com a capacidade de trabalhar melhor em equipe.

A grande questão, então, é que temos esperado, dos outros, que façam as coisas exatamente da maneira como faríamos – porque estamos convencidos de que o nosso jeito é melhor. E, sim, muitas vezes, é verdade: eu posso até saber como cumprir determinada tarefa com muito mais agilidade e eficiência que os funcionários da minha equipe, por exemplo, mas isso não significa que:

  1. a) eles sejam incompetentes;
  2. b) que eles não possam aprender a realizar essa mesma tarefa; e, sobretudo,
  3. c) que, eventualmente, eles não consigam alcançar resultados similares ou até melhores, mesmo fazendo de maneiras diferentes.

Portanto, a raiz de nossa grande, maior desconfiança é extremamente egocentrada. Nós queremos que o outro faça da forma como fazemos, na hora e do jeito que fazemos, para obter os resultados que obtemos. Você há de convir que é muito difícil, daí, conseguir alcançar nossas expectativas, não é mesmo?

Dito isso, há, sim, algumas ferramentas indispensáveis ao trabalho em equipe que fomentam a confiança entre os parceiros e, consequentemente, possibilitam melhores resultados. São elas: empatia, comunicação responsável e cooperação.

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A empatia para melhorar o trabalho em equipe

Costumo dizer que a empatia é algo que resulta de um profundo trabalho de Autoconhecimento. Sim, porque, quanto mais eu me conheço, mais aceito minhas limitações e minhas competências; mais compreendo que sou única e que, como eu, não há mais ninguém no mundo; e, consequentemente, mais consigo estender, ao outro, os mesmos direitos.

Portanto, empatia acontece quando eu concedo, a TODAS as pessoas ao meu redor (não só aquelas a quem eu amo), o direito de acertar e de errar. É a compreensão mais profunda de que o outro tem competências, como eu; vontades, como eu; direitos, como eu; falhas, como eu; deveres, como eu. Tudo o que é meu, é também do outro.

Aqui, vale fazer uma ressalva importante: a falta de empatia, muitas vezes, tem a ver com a autocrítica exagerada e a incapacidade de aceitar os próprios erros, o que é muito comum entre profissionais que não trabalham bem em equipe. Afinal, se não conseguem nem mesmo tolerar ou lidar com as próprias falhas, imagine só o que fazem com as falhas alheias!

 

A comunicação responsável para melhorar o trabalho em equipe

Um dos temas que abordo com mais frequência em minhas palestras, vídeos e artigos sobre Autoliderança é a necessidade de desenvolver a comunicação responsável para construir lideranças mais positivas. Você ficaria impressionado(a) se soubesse a quantidade de líderes muito competentes tecnicamente que recebo nas minhas salas de aula, mas que simplesmente não sabem como dialogar de maneira positiva com suas equipes. Infelizmente, falta, a eles, Inteligência Emocional.

Veja, comunicação responsável é, essencialmente, começar a fala por si, não pelo outro. Em vez de “você me magoou”, eu digo “eu me senti magoada pelo seu gesto”. Consegue enxergar a diferença? Na primeira fase, eu estou dizendo que a responsabilidade é sua, afinal, foi você quem me causou a dor; na segunda, a responsabilidade é minha, pois fui eu quem me magoei.

Isso é essencial para o trabalho em equipe – e, também, a mais pura verdade, como acabei de lhe mostrar! Se você diz, aos seus colegas, “você não fez um bom trabalho”, essa crítica está 100% baseada nas suas crenças, na maneira que você acredita que aquele trabalho deveria ter sido feito. Mas será mesmo que o jeito do outro é tão ruim assim? Como você pode estar tão certo(a) disso? E se, em vez disso, você começasse a dizer: “eu imaginei outra forma de fazer este trabalho”?

 

A cooperação para melhorar o trabalho em equipe

A cooperação é o resultado da soma entre a empatia e a comunicação responsável. Afinal, ela acontece naturalmente entre os profissionais que autorizam aos outros, que se igualam aos outros, e que compreendem que suas insatisfações são suas (portanto, deve haver uma maneira mais positiva de compartilhá-las).

Cooperar significa colocar-se, de fato, em pé de igualdade com aqueles que estão na equipe. Todos estão ali por uma razão; portanto, todos têm suas competências e suas capacidades, ainda que você não as considere importantes por qualquer razão. Se todos contribuírem com o seu melhor, os resultados, certamente, serão incríveis!

Em resumo, para trabalhar em equipe de forma produtiva e positiva é preciso:

Praticar o Autoconhecimento, reconhecer as próprias capacidades e dificuldades, e validar-se enquanto ser único;
Estabelecer igualdade em relação ao outro: como você, ele tem valor como um ser único;
Abrir-se às ideias alheias e criticá-las quando preciso, sempre partindo de si;
Contribuir com o seu melhor – lembrando que, às vezes, o melhor que você tem a oferecer é sair dos paradigmas egocentrados.

Espero ter lhe ajudado a descobrir como trabalhar melhor em equipe!

Até a próxima.

Com amor e luz,


O Processo Hoffman é o maior curso de autoconhecimento do mundo e tem seus resultados comprovados cientificamente.

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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