Assuma a responsabilidade pelas suas decisões. Olhe para o futuro com esperança para alimentar sua motivação.

Para onde estamos indo? Existe real perspectiva de melhora para a economia, a criminalidade, a saúde, a educação? O que você deseja para si e o País nessas áreas? E você, individualmente, para onde está indo? Saiba que, por menor que seja sua ação, ela repercute muito além da sua vida.

Para chegar às suas expectativas é preciso que você reflita, antes, como é que você está inserido no universo que lhe rodeia. Muito já se falou sobre globalização, mas chamo sua atenção a um ponto específico: ganhamos com a internet a oportunidade de expressar, com mais frequência, nossos pontos de vistas, em alguns casos até com mais vigor. Porém, quanto mais o fazemos percebo que mais intolerantes temos nos mostrado.

O que quero dizer é que o “mundo virtual” ampliou, em todos nós, a sensação de que não só podemos, como devemos defender nossas crenças e direitos. O que poderia ser muito positivo se, simultaneamente a esse processo, também estivéssemos progredindo na compreensão de que o outro tem o mesmo direito. Sem esse avanço, no final das contas, ficamos mais individualistas e menos esperançosos.

Cada um de nós, dentro de nosso próprio mundo e ponto de vista, deseja um futuro melhor para si e para o País. Mas, muitas vezes, acreditamos que isso só será possível se o caminho for exatamente aquele que nos atende – sem sequer considerar se, de fato, esse caminho também atende aos anseios da maioria. Pior que isso, temos exigido que a nossa vontade se faça sem diferenciar se ela está de acordo com nossas reais crenças ou, simplesmente, com os valores que nos foram impostos socialmente, culturalmente e até geograficamente.

Enfim, desejamos que nossos direitos sejam atendidos, mas não pensamos no outro. Queremos dar fim à humilhação, ao medo, à frustração e cobramos que nossos governos nos representem nesse sentido, mas não cumprimos com nossos deveres básicos de cidadãos – justamente aqueles que nos inserem e nos validam na sociedade. E essa conduta centrada apenas no “eu” reforça, dia após dia, a descrença de que desfrutaremos de um futuro melhor.

Afinal, se repetimos nossas escolhas e modo de ser, invariavelmente, alcançamos sempre as mesmas consequências. Se, ao contrário, investimos e promovemos a mudança, vislumbramos a possibilidade de obter resultados diferentes e novas perspectivas – que é o que todos desejamos.

Positividade e Esperança
Em minha atividade profissional falo muito sobre a positividade como um fator indispensável a quem busca modificar a si mesmo e à própria realidade. Ser positivo é assumir a responsabilidade pelas próprias escolhas e decisões, é encarar as falhas como aprendizados, é aceitar os obstáculos como necessários, é abraçar o novo sempre que o antigo não mais parecer satisfatório.

Agir com positividade alimenta, em nós, a esperança, a convicção de que aquilo que desejamos é possível, ainda que tudo indique o contrário. Mais que isso, ser positivo nos coloca lado a lado com a sorte – não mais a sorte como um fator imprevisível, fora do nosso controle, mas como uma força que está sempre a nosso favor.

Em suma, diante do cenário de incertezas em que vivemos, positividade e esperança são e serão poderosas ferramentas de transformação. É com este espírito que criei a nova campanha do Centro Hoffman (empresa a qual dirijo): “Promova a Mudança, Semeie a Esperança”. Vamos reforçar a mensagem de que, sim, todos temos direitos – de sermos bem atendidos, bem tratados, ouvidos e respeitados, seja por nossos governantes, seja em nossa vida pessoal e profissional. E que esses direitos vêm acompanhados por deveres: cabe a nós revermos nossa postura, nossas crenças e comportamentos para promovermos transformações que tragam resultados diferentes e, consequentemente, a perspectiva de um futuro melhor.

Estabelecer o que deseja que dê certo, movimentar-se para que tudo dê certo e acreditar que tudo dará certo mantêm a esperança ativa. Esse é, certamente, o caminho da mudança para melhor.

Por isso, proponho a cada um de nós que reflita: “O que eu tenho feito para que a sorte me acompanhe? O que desejo de bom para minha vida e como posso alcançar essa realidade?”.

Assuma a responsabilidade pelas suas decisões. Olhe para o futuro com esperança para alimentar sua motivação. E, lembre-se: a crença e a busca por dias melhores impactará diretamente e positivamente todo o seu entorno.

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Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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