Olá! Como vai você?

Bem, se você é pai ou mãe, muito provavelmente já deve ter se questionado mais de uma vez se está acertando neste papel. Aliás, essa é uma dúvida (e uma dor) muito comum no exercício da maternidade e da paternidade: é impressionante como temos medo, receio e culpa em relação aos nossos filhos!

Estamos o tempo todo preocupados se o que estamos fazendo é certo ou não – sem perceber que, de toda forma, não existe um guia ou manual para a maternidade/paternidade perfeita; a verdade é que somos todos seres imperfeitos e, portanto, eventualmente, vamos errar com nossos filhos.

Além disso, as experiências que vivemos enquanto mães ou pais são absolutamente individuais e intransferíveis, impossíveis de serem generalizadas. A forma como eu me sinto e me comporto em relação aos meus filhos, por exemplo, certamente é diferente da forma como minhas amigas se sentem e se comportam em relação aos seus próprios filhos.

Há, no entanto, alguns aspectos fundamentais sobre essa questão que certamente merecem atenção porque servem, sim, de base para a educação de nossas crianças. Por exemplo: eu acabei de lhe dizer que estamos fadados a errar com nossos filhos, mais dia, menos dia, certo? Não podemos evitar as falhas eventuais; no entanto, podemos, sim, transformar para melhor a maneira como nos comportamos quando falhamos.

Ou seja, nós não vamos ensinar nossos filhos a serem perfeitos, porque ninguém é capaz de acertar o tempo. Este não é o foco. No entanto, é nosso papel lhes mostrar as melhores maneiras de agir diante das falhas.

Nesse sentido, o que nos resta fazer, portanto, é nos observar:

O que é que eu faço quando erro?
Eu peço desculpas e digo que sinto muito?
Eu procuro um novo caminho que me leve a um novo resultado?
Eu remoo minhas falhas?
Eu me puno e/ou me vitimizo?
Eu ajo com arrogância e ‘finjo’ que não errei?

Pois bem… Isso, sim, é o que você e eu estamos ensinando aos nossos filhos. E, agora que pensou a respeito, por favor, reflita: você está satisfeito(a) com o que acabou de perceber?

 

Em suma, quando falamos de amor, perdão, autoestima e empatia, é disso que estamos falando. A maneira como você, pai ou mãe, age em relação a esses temas; tudo o que você pensa e acredita em relação a cada um deles; tudo isso importa e influenciará decisivamente em quem seus filhos se tornarão.

De pais para filhos: como ensinar valores e exemplos mais positivos

Com essa introdução, eu apenas quis lhe mostrar o quanto seus comportamentos influenciam e impactam seus filhos. Pelas salas de aula do Processo Hoffman, por exemplo, já recebi muitas pessoas que adotavam a máxima “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, sem perceber que se trata de uma prática absolutamente ineficaz.

Afinal, nossos filhos aprendem por cópia e repetição. Eles nos observam e nos acompanham nos mínimos detalhes e, aos poucos, absorvem o inconsciente familiar. E é com base nesses aprendizados infantis que, um dia, se tornarão adultos. Ou seja, eles levarão e empregarão aquilo que aprenderam conosco na infância.

Por esta razão, sempre que alguém me pede ajuda com questões de maternidade ou paternidade, a minha dica é que procure e percorra o caminho do Autoconhecimento. Observe-se. Veja como você está agindo diante de cada circunstância da vida. E questione-se, com honestidade, se é isso mesmo que deseja que seus filhos aprendam sobre cada um desses aspectos; sobre o que é amor, o que é amizade, o que é trabalho, o que é dinheiro, o que é família… E assim por diante.

De pais para filhos, amor, perdão, autoestima e empatia na prática

Os seus filhos estão lhe assistindo e acompanhando o tempo todo. Virão, de você e do círculo familiar em que eles estão inseridos, as informações, aprendizados e valores que vão acompanhá-los por toda a vida, para o bem e para o mal.

Então, para começar, pergunte-se: o que foi que você mesmo(a) aprendeu com seus pais quando era criança que, hoje, continua a repetir na vida adulta? E quais resultados esses comportamentos lhe trazem? Quantos deles são positivos – e quantos são verdadeiramente negativos?

E, por fim: o que é que você pode fazer agora, nesse exato momento, para que seus filhos não venham a reproduzir, no futuro, os mesmos comportamentos que já lhe fazem tão mal?

Em outras palavras, você não tem como impedir que seus filhos sigam seu exemplo. Mas tem, sim, como dar a eles um melhor exemplo.

Vou lhe dar um exemplo prático. Muitos alunos que vêm ao Processo Hoffman contam que estão presos a casamentos sem futuro e sem amor. Assim decidiram porque não querem se divorciar; não querem que seus filhos tenham, em casa, um lar tão corrompido ou quebrado como os que eles próprios tiveram na infância, quando seus pais se separaram.

Ou seja, para compensar o gesto dos pais, que optaram pelo divórcio e causaram uma dolorosa ruptura familiar, eles decidiram: “eu não vou fazer isso com meus filhos; eu não vou me divorciar”. Uma escolha feita com a melhor das intenções, porém, que ignora por completo um único fato: será que a influência de um lar sem amor não pode ser tão ou até mais prejudicial para os pequenos que um divórcio?

Não existe resposta certa ou errada para esta pergunta. Quem saberá respondê-la, com honestidade, é o pai ou a mãe que optou por continuar na relação para preservar os filhos. Mas, novamente, eu repito a minha pergunta: é isso mesmo que você quer que seus filhos aprendam?

Em suma, quando falamos de amor, perdão, autoestima e empatia, é disso que estamos falando. A maneira como você, pai ou mãe, age em relação a esses temas; tudo o que você pensa e acredita em relação a cada um deles; tudo isso importa e influenciará decisivamente em quem seus filhos se tornarão.

Se você quer que eles sejam capazes de amar, mostre, a eles, como é o amor. Se acredita que saber perdoar será um aprendizado importante, comece por perdoar. Se quer que tenham autoestima e capacidade elevada de empatia, cultive a sua autoestima e exerça a sua empatia. Não há receita pronta na maternidade e na paternidade, mas uma coisa é certa: qualquer coisa que seus filhos se tornarem terá, sim, tudo a ver com o que você ensinou – não necessariamente com sua fala, mas, certamente, com seus comportamentos inconscientes. Então, por que não investir na sua autoconsciência de forma que esses mesmos comportamentos se tornem conscientes?

Bem, espero que você tenha gostado de mais esse conteúdo! Se quiser saber mais sobre estes assuntos, não deixe de conferir meus livros “O Mapa da Felicidade” e “Perdão, a Revolução que Falta” (clique no banner abaixo).

Até logo.

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Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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