Olá!

Hoje, quero lhe falar sobre a importância e a necessidade de liderar: você já parou para pensar por que é que tantas pessoas desejam tanto exercer a liderança?

Para começar esse artigo, a primeira coisa que gostaria de compartilhar contigo é uma informação que considero superinteressante: apesar de a humanidade ter sido marcada pela presença e atuação de grandes líderes desde que nos entendemos por gente (literalmente!), só no último século demos este nome à essa capacidade. Ou seja, os termos líderes, liderados e liderança só foram criados recentemente, embora sobrem exemplos na nossa história de líderes que inspiraram seus liderados a partir de sua liderança.

Há, sim, bons motivos que explicam por que decidimos, enquanto sociedade, nos debruçar sobre esse tema nas últimas décadas. Por exemplo, uma das razões mais fundamentais dos estudos acerca da liderança é para que possamos compreender como e de que maneira líderes como Adolf Hitler surgem e se tornam capazes de conduzir multidões em direção a ações absolutamente condenáveis.

Outro motivo tem a ver com a realidade socioeconômica de nossa época. Dentro do capitalismo, as lideranças exercem papel fundamental para que as empresas se tornem bem-sucedidas e progridam financeiramente. Da mesma forma, os líderes que assumem à frente fora do ambiente do trabalho e comandam seus lares e seus grupos são igualmente importantes – porque lhes cabe o papel de influenciar aos que estão ao seu redor numa ou outra direção (o que também tem tudo a ver com o que o capitalismo ‘espera’ de nós, enquanto indivíduos).

Mas, afinal, o que é que motiva as pessoas a serem líderes?

O ser humano almeja e sonha com sua imortalidade. Não só ao alimentar o desejo irrealizável de nunca morrer, de para sempre viver, mas, também, de se tornar eterno. Nós não queremos apenas e simplesmente registrar ou eternizar um momento; queremos que nós mesmos, que nossa existência seja registrada, eternizada e para sempre lembrada.

O valor da liderança: queremos deixar a nossa marca

Seja como for, o que move cada um em direção à liderança pode variar:

  • Há quem queira ser líder por conta do poder, ou seja, por acreditar que estar à frente lhes confere uma virtude diferenciada e poderosa;
  • Há quem tenha associado o papel do líder ao dinheiro e, portanto, busque cargos e posições de liderança por acreditar que isso lhes trará melhores condições financeiras, riqueza e abundância;
  • E não podemos deixar de falar dos ‘líderes esporádicos’, aqueles que estão ao nosso lado e que se motivam pelo prazer: para eles, o fato de serem responsáveis por decidir o barzinho do happy hour ou o filme da sessão de cinema já é suficiente para que se sintam diferenciados.

Tudo isso é liderança, mas, por detrás de cada um desses tipos, há uma mesma motivação: o que nós queremos, enquanto indivíduos, é deixar a nossa marca registrada – sejamos ou não líderes, estejamos ou não numa posição de liderança.

O ser humano almeja e sonha com sua imortalidade. Não só ao alimentar o desejo irrealizável de nunca morrer, de para sempre viver, mas, também, de se tornar eterno. Nós não queremos apenas e simplesmente registrar ou eternizar um momento; queremos que nós mesmos, que nossa existência seja registrada, eternizada e para sempre lembrada.

E sabe como fazemos isso? Sim, a partir da liderança.

 

O valor da liderança: como o meu pai e como os seus pais

Para que possa lhe explicar melhor, vou recorrer à minha própria história. Em 2019, completa-se 18 anos desde que meu pai faleceu. No entanto, meus irmãos e eu falamos sobre ele até hoje, contamos suas histórias, relembramos suas ações, gestos e comportamentos, e mantemos viva a sua existência junto aos nossos filhos e netos.

Ou seja, há 18 anos, temos transmitido e garantido a eternidade do meu pai. Não necessariamente como uma ação consciente – não é como se nos sentássemos à mesa e disséssemos “vamos eternizar essa memória”. Mas, sim, com nosso carinho, com todo nosso arsenal emocional que, de tempos em tempos, nos leva de volta ao exemplo por ele deixado.

O que quero mostrar a partir de meu exemplo é que, assim como você, como eu e como todo mundo que já conheci, meu pai também queria deixar uma marca no mundo. Ele também desejava nunca ser esquecido. E foi exatamente isso o que fez, a partir da sua liderança – ainda que não tenha nunca sido um líder empresarial ou ocupado um grande cargo de gestão.

A verdade é que o único grupo ao qual meu pai comandou foi sua própria família – minha mãe, meus três irmãos e eu. Foi ele quem decidiu, ao lado da minha mãe, onde moraríamos, qual escola frequentaríamos, qual tipo de comida teríamos, enfim… As grandes decisões de nossas vidas – aquelas que garantiram nossa sobrevivência e nos deram referência durante a nossa infância – foram todas tomadas por ele. E que líder mais importante, inesquecível e eternizável poderíamos ter tido?

Assim como meu pai, os seus pais e cuidadores de infância são, certamente, seus primeiros líderes e alguns dos mais impactantes. Sejam suas histórias e memórias boas ou não, foi ali, naquele período da sua vida, que você compreendeu a força e a importância da liderança, afinal, teve de segui-los, atendê-los e obedecê-los – e, até hoje, a forma como essa relação se estabeleceu impacta em quem você é.

 

O valor da liderança: eternize-se com o Autoconhecimento

O que eu quero lhe mostrar é que a liderança tem muito valor, queiramos ou não, reconheçamos ou não. E isso acontece porque, como disse, liderar é a melhor maneira de registrar nossas pegadas, de plantar nossas bandeiras na história como quem diz: “eu estive aqui”.

Nós sabemos, sim, que a vida é só uma passagem, mas, frequentemente, ignoramos que o fato de que só deixaremos nosso registro durante a nossa passagem a partir da liderança. E, sim, liderar a grupos é importante, mas o primeiro passo que fará com que sua passagem seja eternizável é a Autoliderança, ou seja, a sua capacidade de liderar a si mesmo, de assumir à sua frente, de tomar decisões de forma consciente e plena, assumindo também as consequências positivas e negativas daquilo que decidiu e fez.

Autoliderança, por sua vez, é algo que você obtém a partir do Autoconhecimento: ter consciência de si é algo que fundamenta sua existência, que lhe dá instrumentos e lhe posiciona na vida.

E, daí, uma vez posicionado(a), sabendo quem você é, quais são seus talentos, quais são seus gostos e desgostos, qual é sua competência e para aonde você quer ir, você finca seus pés no chão e registra sua marca com dignidade.

O Autoconhecimento é a ferramenta para que possa resgatar sua força, sua coragem, seu amor-próprio. E é a partir dessa habilidade que poderá se posicionar com elegância e graça para se alinhar em direção àquilo que você realmente GOSTA, DESEJA e FAZ.

Marque seu lugar. Registe sua passagem. Posicione-se para liderar a si mesmo(a) e, então impactar as pessoas que vivem ao seu lado. Mas faça isso com toda sua alegria, amorosidade, esperança; assuma a responsabilidade pelo fato de que as pessoas vão seguir seus pensamentos, vão acreditar naquilo que você diz e seguir seus passos.

Minha proposta é que você lidere com consciência. Que impacte ao seu entorno com positividade. E que se eternize a partir dos gestos que adotou a partir da sua melhor versão!

Espero que tenha gostado de mais esse artigo.

Até breve!

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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