Olá!

Você já reparou que muitas pessoas esperam ficar doentes e, só então, decidem fazer alguma coisa a respeito da própria saúde?

Elas estão acima do peso, sedentárias, com vícios prejudiciais, com comportamentos compulsivos e absolutamente autodestrutivos, mas só quando os exames trazem más notícias e quando os médicos recomendam é que decidem colocar alguma transformação em prática.

E, se fazem isso em relação aos hábitos que ameaçam sua saúde física, imagine só como tratam seus sintomas emocionais

Infelizmente, elas agem assim por apego: estão tão presas aos comportamentos antigos que, por piores que sejam suas consequências, ficam inertes e paralisadas pelo medo de mudar.

É uma escolha, muitas vezes, inconsciente. Sem perceber, decidem permanecer comprometidas com os hábitos que lhes mantêm em sua zona de conforto. Mas, de uma forma ou de outra, a decisão que estão tomando é a de adoecer antes de mudar.

Tenho visto isso acontecer principalmente no mercado de trabalho, com os grandes líderes, aqueles que estão na ponta da ponta, responsáveis pela tomada de decisões. Eles têm preferido encarar problemas sérios de saúde – como infartos, pressão alta, diabetes e até câncer – em vez de diminuir o ritmo, em vez de fazer diferente.

Pressionados que estão em seus cargos, cobram seus colaboradores, usam toda sua energia na imposição de sua autoridade, ficam extremamente nervosos com as falhas, e não percebem o mal que estão causando a si mesmos, a seu entorno e, em suma, às suas empresas. Tudo por medo!

Vamos falar sobre isso?

 

“Não consigo” não existe. Você, eu e todo mundo no mundo consegue tudo o que quiser, desde que tope o exercício e o comprometimento necessário. Para mudar, você precisa treinar seu cérebro e treinar seu novo comportamento um pouquinho a cada dia. E é assim que se instala uma mudança efetiva e duradoura.

Não espere adoecer: entre no fluxo da mudança

Antes de prosseguir, eu gostaria de lhe explicar algo muito importante: queiramos ou não, a vida segue o fluxo da mudança o tempo todo. Se não fosse assim, não teríamos nem sequer evoluído enquanto espécie e, talvez, ainda vivêssemos nas cavernas!

O que acontece é que, desde pequenos, nossa “meta” não era fazer diferente, mas, sim, igual aos nossos pais e cuidadores. Quando crianças, nós aprendemos com eles por cópia e repetição: seus comportamentos, suas falas, suas ações e reações, tudo isso nos serviu de modelo e nos deu referência para que desenvolvêssemos nossa própria personalidade.

Lá atrás, foi essa a forma que encontramos para fomentar a nossa sensação de pertencimento. Nós só imitamos aos nossos pais porque, assim, acreditávamos que teríamos lugar na dinâmica familiar, que seríamos ouvidos, vistos, reconhecidos e amados. No entanto, porque não amadurecemos emocionalmente, continuamos repetindo esses comportamentos na fase adulta sem perceber.

Ou seja, nós recorremos aos mesmos hábitos e padrões comportamentais sempre que nos sentimos com medo, inseguros, tristes, ansiosos e deprimidos (aliás, se puder, leia este artigo aqui, em que falo sobre ansiedade e depressão sob a perspectiva da metodologia Hoffman). É assim que temos feito desde pequenos para “virar o jogo”; é assim que sabemos agir quando queremos pertencer e quando nosso maior é desejo é que sejamos ouvidos, vistos, reconhecidos e amados.

Na prática, portanto, se eu aprendi com meus pais que a comida em excesso é a resposta adequada para os momentos de estresse; que o álcool me trará alívio imediato para minhas dores e angústias; que roer as unhas é um bom jeito de descontar minhas aflições (entre tantos outros comportamentos negativos), as chances são de que continuarei presa a esses hábitos até que possa questionar meus aprendizados infantis.

Ou seja, eu vou continuar repetindo esses comportamentos, de forma compulsiva e automática, apenas porque eles me levam à minha zona de conforto e me dão a aparente sensação de conforto e segurança – por piores que sejam suas consequências.

 

Não espere adoecer: assuma responsabilidade pela transformação

À frente do Processo Hoffman no Brasil, eu posso lhe dizer que sei, por experiência própria, que promover mudanças de hábitos é mesmo difícil. Não existe pozinho mágico, não existe receita rápida, só existe comprometimento e decisão pessoal. Sem dedicação, paciência e persistência, é quase impossível substituir velhos comportamentos.

Ao mesmo tempo em que empreender transformações pessoais se apresenta como algo desafiador, temos sido confrontados por mudanças sociais muito rápidas e avassaladoras. Basta dizer que aquilo que aceitávamos no século 20 já não serve mais agora, no início do século 21 (imagine daqui a 40 ou 50 anos!).

Confrontados, então, por essa mudança frenética de paradigmas, sabe o que muitos de nós temos feito? Aumentado ainda mais nosso engajamento com nossos velhos hábitos, afinal, estamos assustados, com medo e precisamos de algo que nos faça sentir seguros novamente!

As mudanças externas têm nos deixado tão, mas tão amedrontados, que a única resposta possível nos parece ser declarar ao mundo: “este é o meu jeito e ninguém vai me mudar”.

Dessa forma, estamos tentando impedir, bloquear, acabar com o fluxo de mudança inerente à vida. Uma guerra perdida, que resultará apenas em mais e mais doenças. A única maneira de transformar essa realidade, portanto, é aceitar que as mudanças virão; e, em vez de se deixar “vitimar” por elas, assumir a responsabilidade pelo fluxo de transformação.

 

Não espere adoecer: você pode ser a pessoa que imaginar ser

A minha proposta não é que você decida hoje, agora, que vai mudar por completo seu jeito de ser e de agir. Isso não é sustentável: é quase impossível instalar uma mudança radical, ainda mais do dia para a noite.

Este, aliás, é outro engano muito comum a que as pessoas se submetem sem perceber. A verdade é que não existe milagre, nem magia. As pessoas querem dar um passo muito grande, muito rápido, e por isso se desequilibram; daí, ficam com medo e correm de volta para a zona de conforto com o discurso de que fizeram tudo o que podiam, mas não conseguiram.

“Não consigo” não existe. Você, eu e todo mundo no mundo consegue tudo o que quiser, desde que tope o exercício e o comprometimento necessário. Para mudar, você precisa treinar seu cérebro e treinar seu novo comportamento um pouquinho a cada dia. E é assim que se instala uma mudança efetiva e duradoura.

Uma das melhores técnicas para instalar uma mudança é compreender, na prática, que você pode ser exatamente o que sua imaginação desenhar. Recorrer à visualização é algo extremamente poderoso na mudança de hábitos, porque o cérebro registra essa informação como verdade; e, daí, seu próprio sistema neurológico vai colaborar para que você consiga adotar pequenos passos diários que lhe coloquem nessa direção.

Então, imagina quem você quer e… Transforme-se nessa pessoa. Simples assim. Identifique quais são os instrumentos de que vai precisar para chegar lá e vá atrás dessas ferramentas.

Mas o mais importante disso tudo é que você lide e enfrente os seus medos. Que entenda que ter medo é natural e humano, portanto, a saída é ir com medo e tudo. Mude com medo mesmo, mas mude. Faça devagar, vá aos poucos.

Lembre-se: o que nos adoece é a não-mudança. Ou você muda com a vida ou a vida vai lhe mudar, por bem ou por mal, quando as más notícias chegarem. É uma escolha. E eu espero que você tome a decisão por si!

Mais uma vez, convido você a conhecer e a participar do Processo Hoffman, maior treinamento de Autoconhecimento e Desenvolvimento Pessoal do mundo.

Até logo.

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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