Olá!

Muita gente me pergunta o que é que o Processo Hoffman pode agregar ao trabalho. Para essas pessoas, não está clara a ligação que há entre o Autoconhecimento e esse tema, por isso, hoje, decidi abordá-lo nesse artigo.

Para começar, eu gostaria de lhe contar que o trabalho é a segunda lei universal, ou seja, é a segunda coisa mais importante com a qual todos nós, seres humanos, nos envolvemos em nossa passagem pela Terra. A primeira lei universal, caso esteja se perguntando, é o amor (afinal, nós não teríamos sobrevivido se não tivéssemos tido, ao menos, uma quantidade mínima de amor especialmente durante a infância).

Há, também, uma relação muito íntima entre esses dois aspectos. Em primeiro lugar, porque o amor tem tudo a ver com colaboração, e colaboração é algo que se faz a partir do trabalho, ou seja, todo e qualquer trabalho visa a promover colaboração com o nosso entorno.

Agora, perceba algo muito importante: quando falo de trabalho, não estou me referindo exclusivamente à atividade profissional. O emprego é apenas uma das muitas formas pelas quais trabalhamos, mas está longe de ser a única.

Então, minha primeira pergunta é: o que você entende por trabalho? E a segunda é: quanto de prazer você sente com aquilo que chama de trabalho?

 

Quando falo de trabalho, não estou me referindo exclusivamente à atividade profissional. O emprego é apenas uma das muitas formas pelas quais trabalhamos, mas está longe de ser a única.

Autoconhecimento: tudo o que você faz dá trabalho (inclusive não fazer nada)!

A maior parte das pessoas nunca parou para pensar nisso, mas a verdade é que tudo o que fazemos dá trabalho: nascer dá trabalho; crescer, aprender a comer, a se vestir, a usar o banheiro, a falar, a ler, a escrever, a se comportar em grupo, enfim… Absolutamente tudo isso é sinônimo de trabalho.

Em outras palavras, na prática, todo mundo teve que se dar a todos esses trabalhos, e teve que investir tempo, esforço e dedicação para dominar essas ações que, hoje, parecem tão simples de serem executadas.

Mas não se engane: não fazer nada também dá muito trabalho e cansa (e como cansa!). A preguiça costuma ser só mais um traço de rebelião, mas causa uma série de consequências desastrosas, já que o ócio vai contra a natureza humana.

Nós, seres humanos, de fato, nascemos para trabalhar, para aprender e para crescer. Ir na contramão do que é natural para ficar parado pode ocasionar diversas doenças físicas e emocionais, e é fácil compreender por que isso acontece.

Por exemplo, você já deve ter vivido um daqueles dias nos quais estava cheio(a) de coisas para fazer e precisou correr contra o relógio para cumprir todas essas tarefas. Provavelmente, ao final desse dia, além de cansaço, estava se sentindo extasiado(a) e energizado(a) pelo fato de ter dado conta de tudo.

Também deve ter tido dias em que nada deu exatamente certo e nos quais, independentemente do quanto tenha se esforçado, os resultados não dependiam apenas de você; por isso, teve de esperar e aceitar que nem sempre as coisas saem como gostaria – o que lhe trouxe a sensação de tempo perdido: “foi como se eu não tivesse feito nada hoje”, você de ter afirmado, exausto(a), ao fim do dia.

Entendeu meu ponto? O mesmo cansaço que você sente quando está ocupado(a) e ativo(a) se manifesta quando se sente ocioso(a). Em um ou outro caso, você teve trabalho e teve de se dar ao trabalho.

 

Autoconhecimento e trabalho: quais são os seus talentos?

Agora que você entendeu que tudo dá trabalho, vai ficar mais fácil compreender por que é que o Autoconhecimento (e, consequentemente, o Processo Hoffman) podem colaborar tão diretamente para que obtenha um salto de qualidade no seu trabalho. É a consciência de si mesmo(a) que lhe dará acesso aos seus verdadeiros talentos e fraquezas, o que será de extrema importância para que possa viver com propósito.

Para que possa me fazer entender melhor, se me permite, vou compartilhar contigo um pouquinho da minha história. Na minha casa de infância, meus pais eram dois talentosos artistas; minha mãe, cantora, e meu pai, palestrante, estavam o tempo todo performando diante de alguma plateia (que, por diversas vezes, foi composta apenas por meus irmãos e eu). Com base nesse exemplo, não é de se espantar: olhe só aonde é que eu vim parar!

É evidente que, hoje, como palestrante e professora do Processo Hoffman, uso bastante dos aprendizados que obtive ainda na infância – quando comecei a imitar, a copiar e a repetir os meus pais. E a verdade é que, se assim quisesse, eu também teria grande facilidade em aprender a cantar, já que ainda trago, na memória, as afinações, os tons e os exercícios praticados por minha mãe.

Portanto, não tenho nem como negar que meu talento diante da plateia é algo aprendido e copiado; e que, portanto, para mim, foi relativamente fácil desenvolver habilidades correlatas, similares às que meus pais possuíam. Essas habilidades, aliás, me ajudaram e ainda ajudam a obter mais sucesso, prosperidade e felicidade.

Assim como eu, você também tem um talento aprendido. A pergunta é: qual é ele?

 

Autoconhecimento e trabalho: o caminho entre o talento e a excelência

Algumas pessoas chegam ao Processo Hoffman crentes de que não possuem nenhum talento, o que não é verdade. Nunca conheci ninguém que não fosse bom em nada. Quando esse é o caso, na realidade, só faltou mesmo investigar, ir a fundo para descobrir quais são os dons individuais e inerentes àquele alguém.

E, mais uma vez, aqui se faz clara a relação entre o Autoconhecimento e o trabalho: você só consegue trabalhar com prazer, dedicação, alegria e comprometimento se estiver fazendo algo de que realmente goste; mas, para fazer algo de que realmente goste, precisará olhara para si e… Descobrir o que realmente gosta. É simples assim!

E você certamente entende do que estou falando. Você já esteve ao lado de alguém que era nato numa determinada coisa? Um vendedor, um atleta, um cantor, um escritor que, simplesmente, cativava a todos ao redor simplesmente por fazer aquilo que sabia fazer? Pois bem, o meu argumento é que, se você ainda não é essa pessoa, pode se tornar ela a qualquer momento; só precisa saber quais são seus talentos, tanto os aprendidos, como os que desenvolveu por conta própria.

Sim, você pode ser aquela pessoa a quem mais admira: o influencer; o professor; o pesquisador; o ator da TV. Talvez, não nas áreas em que eles atuam, mas naquelas que lhe são natas e inatas, nas atividades que é capaz de desempenhar com facilidade e prazer, nas tarefas em que é simplesmente… Excelente.

Acredite: se juntar treino, aprendizado e talento, você não tem outro caminho para seguir ou outro resultado para alcançar que não a excelência!

Espero que tenha gostado de mais esse artigo.

Até logo!

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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