Olá!

Hoje, quero conversar com você sobre sua vida amorosa – e sobre como o Autoconhecimento pode lhe ajudar a construir relacionamentos mais saudáveis e duradouros.

Pelas salas de aula do Processo Hoffman, todos os anos passam muitas mulheres e homens que estão diante de grandes conflitos nesse aspecto tão importante de suas vidas. Por conta de traições, ciúmes, falta de diálogo, falta de companheirismo, falta de empatia, brigas excessivas, entre tantos outros fatores, vivem relações baseadas em desconfiança e, na contramão do que buscavam, se deparam com o desamor.

Então, para virar esse jogo, o primeiro passo é compreender a origem de tantos conflitos. Perceba que muitos de nós entramos nas relações referenciados por parâmetros externos – os filmes e as músicas românticas, os roteiros de livros e de novela. Queremos encontrar amores assim, perfeitos, ignorando o fato de que eles não existem. Afinal, veja, se eu não sou perfeita, se sou feita de todo o meu bem e de todo o meu mal, a regra também se aplica ao outro. Logo, não teremos condições de estabelecer relações perfeitas dada a imperfeição que nos compõe.

Em segundo lugar, a nossa história é nossa, assim como a do outro pertence ao outro, mas, sempre que entramos num relacionamento, nutrimos a expectativa de que o outro será capaz de atender às nossas expectativas. Ou seja: acreditamos que ele será capaz de agir como esperamos, de entregar o que queremos e, ainda, de perdoar as nossas falhas. Em suma, esperamos pelo amor incondicional e, sempre que não o recebemos, somos inundados por frustração e mágoa.

Em suma, o que acontece é que nosso aprendizado é o de olhar para fora e, por conta disso, acreditamos que cabe ao outro nos fazer felizes, que cabe a ele ou a ela fazer os arranjos necessários para que a relação seja saudável. Sendo assim, melhorar a vida amorosa requer que saiamos desse paradigma e compreendamos que nós mesmos somos responsáveis pelas transformações e mudanças que nos levarão a viver a felicidade neste aspecto tão importante do nosso dia a dia.

 

Para melhorar a vida amorosa, o primeiro passo é praticar o Autoconhecimento

Esteja ou não num relacionamento, o primeiro passo para que consiga melhorar sua vida amorosa é ganhar consciência de si mesmo(a). Ou seja, em primeiro lugar, eu preciso me conhecer por inteiro, preciso saber quais são minhas melhores e piores características, preciso me enxergar na relação comigo mesma e, depois, com o outro.

Em seguida, preciso compreender que isso tudo me compõe, que tudo isso faz parte da minha personalidade e que, portanto, tudo isso é o que me torna uma pessoa única no mundo.  Esse é o caminho do amor-próprio e, portanto, do amor incondicional – aquele que só eu posso oferecer a mim mesma.

Isso é muito, muito importante: o amor incondicional não virá de fora, mas, sim, de dentro. Ninguém poderá lhe oferecer um amor sem condições, porque as relações todas se estabelecem por negociação e por trocas. Você, muito provavelmente, também entrega todo o seu amor ao outro desde que ele(a) não lhe traia, xingue, critique, ou qualquer outra condição que lhe pareça importante; portanto, isso também se aplica ao outro, que carrega consigo seus próprios critérios.

Quando você se apropriar de si desta maneira, quando compreender que suas qualidades são louváveis, que seus erros são perdoáveis, e principalmente que você não falha por mal e nem com a intenção de falhar, terá condições de se abrir para uma relação mais saudável – afinal, por pura empatia, perceberá que o outro é seu semelhante. Como você, seu parceiro ou parceira tem ou terá qualidades louváveis, erros passíveis de perdão, e falhas não-intencionadas. Estabelece-se, assim, uma relação baseada em igualdade, em que você não é melhor e nem pior que o outro; vocês são apenas diferentes, e merecem ter suas diferenças vistas, consideradas e, em última instância, respeitadas.

 

Para melhorar a vida amorosa, o segundo passo é sair do paradigma da perfeição

Qualquer relação é saudável enquanto as partes envolvidas assim o digam. Não há receita de bolo. Alguns casais, por exemplo, passam o tempo todo juntos, fazem tudo juntos e encontraram a felicidade assim; outros, mesmo casados, optaram por viver em casas separadas e se dão muito bem dessa forma.

O que vale é que a relação proporcione às pessoas aquilo que elas desejam, na medida em que desejam. Isso, vale dizer, não significa viver um relacionamento sem dificuldades ou problemas. Significa vivenciar, ao lado de alguém, as experiências positivas desejadas e a capacidade de superar as negativas que surgem pelo caminho. E isso, claro, começa em você: como disse antes, é seu papel ganhar consciência de si mesmo(a) para, em seguida, superar as emoções negativas que eventualmente acontecem na relação.

Com isso, o que quero que você entenda é que precisará rever e até se libertar dos pré-conceitos que atribui à felicidade na vida amorosa. Aquilo que você aprendeu ainda pequeno(a) sobre namoro e casamento, bem como aquilo que assistiu na televisão e que até hoje lhe serve de referência, necessariamente, não correspondem à maneira como você viverá ou construirá um relacionamento feliz. Ao sair desses paradigmas, poderá, então, responder com sinceridade: “o que é que ME faz feliz numa relação? O que é que eu espero de uma relação?”. E, para essas perguntas, não existe certo ou errado; existe sua verdade e seu jeito de amar.

 

Para melhorar sua vida amorosa, você precisa assumir a responsabilidade por si mesmo(a)

A autorresponsabilidade é o que nos permite construir a felicidade a partir de nós mesmos. Na prática, ela nos dá poder de parar de esperar do outro. De cobrá-lo. De idealizá-lo. De achar que é dele(a) o papel de ceder, de reconhecer, de fazer e de acontecer. Por isso, meu conselho para quem busca uma vida a dois mais saudável é sempre: assuma a responsabilidade e o amor por si. Você não deve nada a ninguém, nem ninguém lhe deve nada. Zere as contas emocionais, perdoe-se e perdoe ao outro, e comece tudo de novo.

Se seu marido ou esposa não quer lhe acompanhar naquele passeio que você tanto gosta, tente negociar. Proponha uma troca saudável: se ele(a) estiver ao seu lado nessa ocasião, você também cederá e fará, ao lado dele(a), aquela outra atividade a qual costuma recusar. Se, ainda assim, não chegarem a nenhum acordo, saia do papel de vítima. Vá você ao seu passeio e curta-se sozinho(a), leve, e de bem com a vida! Ok, não foi dessa vez que ele(a) topou, mas isso não significa que seu dia está arruinado, que a relação acabou, que há falta de amor. Significa única e exclusivamente que ele(a) não topou; sem trocos, sem vinganças, sem ressentimentos.

Se você está solteiro(a) e em busca de uma relação, o mundo não lhe deve um favor apenas porque é um bom partido (aliás, você se acha um ‘bom partido?’). Arrume-se, conecte-se à sua beleza rara, às suas qualidades. Elogie-se e vá à luta. Em suma, o que sempre defendo é que todos nós saiamos do paradigma ilusório do príncipe e da princesa encantados. Não há relação saudável que se estabeleça num passe de mágica, sem muito esforço e comprometimento de ambos os lados.

 

Para melhorar a vida amorosa, estabeleça relações de igualdade

Toda relação tem seus problemas, por isso digo sempre que as relações a dois necessitam de empatia e negociação. Partir da ideia de que ‘alguém manda mais’ e o outro ‘alguém obedece’, ou atribuir culpa sempre e somente ao outro indica que esses dois “ingredientes” estão em falta. Antes de mandar, acusar, ameaçar, lembre-se: é preciso assumir a responsabilidade pela sua parte do relacionamento, pelas suas ações e comportamentos, pelos seus 50%.

Perceba: a reclamação é sobre ele(a), mas e você? O que você tem feito pelo bem da relação? Como você tem feito? Saia do paradigma da guerra. A maioria das pessoas vive isso, sim, porque se um ganha significa que o outro perde.

Nas discussões conjugais, então, este poder é exacerbado e leva ao desgaste emocional da relação. Se você entrar neste paradigma sempre haverá alguém ferido. Então, faça a sua parte: fique atento às suas reações (grito, choro, silêncio etc.), porque este é um exercício de autoconsciência importante até para que possa mudar seu estado emocional. Se o outro estiver muito agressivo, não insista nesta discussão, apenas posicione-se: “agora, eu não consigo conversar, eu não me sinto bem, vamos voltar a falar num outro momento”. Mas de nada adianta dizer isso com agressividade e virar as costas, isso só é mais um sinal de que sua comunicação não vai nada bem.

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5 dicas práticas para melhorar sua vida amorosa agora mesmo

1 – Pratique o autoconhecimento, sem julgamentos

Voltar-se para dentro e tomar consciência de si representa 50% do trabalho de Autoconhecimento e significa você se enxergar sem nenhum tipo de julgamento, nenhuma crítica, sem autodefesas ou justificativas, com total honestidade e com total isenção.

Neste caminho, é importante também prestar atenção aos feedbacks que recebemos dos outros, às placas que sinalizam como nos relacionamos com as pessoas que nos cercam, como somos e não apenas aquilo que queremos ser. Com Autoconhecimento, você terá a chance de dar início a um relacionamento mais sustentável, afinal, estará pronto para oferecer suas qualidade e reconhecer seus defeitos.

 

2 – Aposte no que você tem de melhor

Temos muito mais coisas boas que ruins, mas temos uma tendência enorme em colocar foco apenas no que temos de ruim. Olhe para o seu mal e para o seu bem e valorizar aquilo que você tem de bom.

 

3 – Adote uma postura positiva

A maneira como você encara os desafios e se posiciona para resolvê-los ou enfrentá-los é fundamental. Colocar-se como vítima e ficar apenas reclamando da vida, reclamando das pessoas, não vai adiantar. Assuma o controle da sua vida, responsabilize-se, isso se chama proatividade.

 

4 – Saiba reconhecer seus erros

É importante saber reconhecer os erros que cometemos com uma visão construtiva e evitar a autopunição. Pensar que a culpa é sempre sua e que você não merece ser feliz é algo que lhe faz entrar em um ciclo de baixa autoestima muito grande. De que forma evitar? Assumindo o erro e, também, a vontade de consertá-lo.

 

5 – Liberte-se das suas crenças limitantes

A dificuldade em entrar ou permanecer num relacionamento sério é real não quando praticamos a paixão de forma diferente do resto do mundo, mas quando simplesmente não conseguimos estabelecer ou entrar em contato com o amor por ninguém. Esse “bloqueio” é o que muitas vezes faz com que sabotemos qualquer possibilidade de relação amorosa. Então, volte os olhos para dentro e questione-se: o que é que está lhe impedindo de se envolver ou de desenvolver uma relação mais saudável?

Bem, espero ter lhe ajudado!

Voltamos a falar em breve.

Com amor e luz,

Temas:

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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