Pais e mães que trabalham costumam sentir um misto de orgulho e culpa. Orgulho porque, afinal, a dedicação tem como foco a estabilidade financeira para que possam investir mais no futuro dos filhos. Culpa porque, em troca, abrem mão de acompanhar os passos dos filhos mais de perto.

A esses pais, costumo dizer: culpa e autocrítica excessivas não ajudam.

Vida profissional e vida familiar: você pode se equilibrar!

Pais que trabalham muito normalmente usam sempre as mesmas justificativas para os filhos. Dizem: “faço isso por vocês; trabalho muito para ganhar mais e para que tenham uma qualidade de vida melhor, uma educação melhor e, enfim, tudo o que precisarem e quiserem”. Isso é um valor. Ou seja: essa é a verdade que eles, pais, praticam, carregam e reproduzem; logo, será o valor aprendido por eles, os filhos.

Então, questiono: ao reforçar tanto esse valor, qual outro tem ficado de lado? A ideia de que “trabalhar é importante para que se possa desfrutar de um bom futuro” alcança os filhos e, claro, pode ser muito positiva. Mas deve vir desassociada de crenças como “quem tem dinheiro, não tem tempo” ou “profissionais bem-sucedidos abrem mão da família por um bem maior”, que podem ser muito prejudiciais ao desenvolvimento e amadurecimento deles.

Aliás, o tempo também abrange a qualidade de como se percebe a criança, pois ela dá sinais de quando precisa de ajuda em algum aspecto de seu desenvolvimento. Falamos sobre isso em “De Olho nos Sinais“.

Por isso, é necessário que os pais doem um pouco de seu tempo sem perder de vista uma ideia central: os filhos precisam de equilíbrio, não de 24 horas de atenção. A mudança é prática: se você está disponível agora, por apenas cinco, dez ou trinta minutos, aproveite esse tempinho para dar colo e afeto. Ouça-os com atenção.

Mostre interesse na vida escolar, na convivência com professores e colegas, na relação deles com os outros membros da família. Isso é fundamental. Faça bom uso desse tempo, ainda que seja curto, e lembre-se: tudo o que eles precisam de você está no agora, não no depois, não no mais tarde.

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CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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