A constatação de que o sucesso de uma organização espelha os sentimentos e as experiências emocionais das pessoas que a integram tem estimulado a utilização de um processo de reeducação emocional e autoconhecimento, criado em 1967 na Califórnia, em programas de treinamento e qualificação de executivos brasileiros.


Valendo-se de diversas ferramentas de treinamento, o Processo Hoffman da Quadrinidade, vem sendo adotado por várias empresas com o objetivo de ampliar a percepção de seus profissionais sobre si mesmos, melhorar os diversos níveis de relacionamento, controlar comportamentos indesejáveis, aprimorar a consciência social e estimular o espírito empreendedor das equipes, ao aumentar o equilíbrio, a positividade e a abertura para o novo.

“Utilizamos o Processo há mais de seis anos na formação de nossos executivos”, afirma Sergio Maggi Jr., diretor do Grupo Gafor, que atua no ramo de logística e transporte. “Temos notado um enorme ganho para a evolução e amadurecimento de nossos profissionais, pois sua aplicação auxilia e fortalece o indivíduo na busca de novos desafios, bem como permite mudanças de atitudes e padrões de comportamento.” Segundo o empresário, “processos de coaching que levariam meses ou anos são acelerados e potencializados pelo Processo, que funciona como um facilitador desses treinamentos”. Maggi diz que o curso “ajuda muito na quebra de resistência, bem como na incorporação de novas atitudes pelas equipes”.

O Processo Hoffman da Quadrinidade é aplicado pelo Centro Hoffman, uma organização que trabalha na promoção do desenvolvimento humano e do crescimento pessoal, filiada à Hoffman Internacional, instituição responsável por manter e certificar a qualidade dos cursos que levam esse nome em todo o mundo. Desde que foi criado, há 40 anos, por Bob Hoffman – um autodidata norte-americano interessado no comportamento e nas reações humanas, com profundo conhecimento de Psicologia, Filosofia e Educação -, o Processo já beneficiou mais de 100 mil pessoas em todo o mundo. No Brasil, além de ter auxiliado mais de 15 mil pessoas na busca do autoconhecimento e da reeducação emocional, o Centro Hoffman também vem auxiliando nos processos de caráter emocional que ocorrem no ambiente empresarial.

Alair Martins, presidente do Grupo Martins, foi o responsável pelo elo estabelecido entre o Centro Hoffman e a organização, que é o maior distribuidor-atacadista da América Latina. Nenhum profissional assume funções de gerência no Grupo atualmente sem passar pelo Processo. “Acredito que, quando o homem pensa que é capaz, nada consegue detê-lo”, afirma o empresário. “O Processo Hoffman da Quadrinidade permitiu que eu me aprofundasse numa inigualável experiência de autoconhecimento, e esta experiência eu não poderia guardar só para mim, o que me levou a estender esta oportunidade de crescimento pessoal e profissional a todo o corpo diretivo e gerencial do Grupo Martins.”

Em seu atual formato, o Processo Hoffman da Quadrinidade tem a duração de oito dias, vividos integralmente em um ambiente adequado à sua aplicação. O curso é ministrado potrprofessores especializados nas diversas áreas do conhecimento humano, que auxiliam e monitoram o grupo.

A Diretora de Desenvolvimento Humano do Centro Hoffman, Heloísa Capelas, explica que “o Processo oferece a possibilidade de nos livrarmos de qualquer programação mental que tenha influenciado nossa história, comportamentos e atitudes ao longo da vida, abrindo as portas para o nosso equilíbrio emocional e afetivo”. Segundo Heloisa, “algumas conseqüências dos jogos emocionais adotados normalmente nas empresas são conflitos desnecessários de base emocional, abuso ou mau uso do poder, assimetria de informações, competição e perda de produtividade”. Ela diz que “as empresas que adotam o Processo Hoffman da Quadrinidade substituem os antigos jogos de poder, competições, críticas e julgamentos nocivos por respeito, cooperação, aceitação, satisfação no trabalho, confiança e sinergia, obtendo melhora nas relações de trabalho em todos os níveis a partir de resultados individuais”.

Segundo Heloísa, o desempenho de uma equipe profissional depende totalmente do comprometimento de cada integrante. É como um quebra-cabeça. Se uma peça está mal colocada ou faltando, a imagem final não se completa. Ela lembra que muitas vezes o que falta é motivação, mas nem sempre o problema está claramente relacionado ao ambiente de trabalho. “Em muitos casos o problema é pessoal, ou seja, a pessoa traz de sua história de vida alguma dificuldade que certamente se reflete na relação profissional.

Para isso, o Processo Hoffman da Quadrinidade, que já atendeu diversos profissionais das mais diferentes áreas, funciona como um novo começo. Através do curso, a pessoa compreende melhor seu papel no grupo a que pertence, criando uma maior cumplicidade com a empresa e com a equipe, e conseqüentemente contribui para a conquista de melhores resultados”.