Olá!

Hoje, vou falar sobre um assunto considerado de extrema importância para a maioria das pessoas: afinal, quais são os comportamentos que definitivamente impedem o sucesso na área financeira?

Para começar, quero lhe contar uma história superinteressante que aconteceu com um ex-aluno do Processo Hoffman. Aos 40 anos, este rapaz havia se lançado de forma brilhante na área da tecnologia e, muito rapidamente, enriquecido. “De um dia para o outro”, contava ele, deixara sua humilde casa na periferia de São Paulo para viver num apartamento grandioso num dos bairros mais imponentes da cidade – e o melhor: com prestações curtas e que cabiam muito bem no seu orçamento.

Para alcançar esse objetivo, ele acreditava que só existia um caminho: economizar. Por isso, mantinha um comportamento bastante conservador em relação ao dinheiro. Não costumava investir, por exemplo, em viagens, automóveis, restaurantes ou outros passeios – achava que tudo isso era desperdício.

Seja como for, preciso reiterar que, de qualquer forma, todo o dinheiro que havia acumulado era merecido. Afinal, dedicava-se de maneira absoluta ao trabalho, tinha sede por conhecimento (estava sempre estudando!) e muito, muito comprometimento com seus clientes e parceiros.

Tudo ia bem até a crise. Sim, a mesma crise econômica que fez tantos brasileiros perderem seus empregos, que fez muitos de nós apertarmos os cintos, enfim, chegou ao meu querido aluno. E, ao engrossar a lista de desempregados, ele se viu… Sem chão.

Se você já passou por isso, sabe como pode ser difícil ficar sem trabalho e sem trabalhar. E, como consequência da ansiedade e da depressão que enfrentou ao se ver nesta situação, meu aluno pela primeira vez perdeu sua estabilidade financeira. “Estou falido”, ele contou no primeiro dia do nosso trabalho durante o Processo Hoffman.

Decidi lhe contar essa história imaginando que, durante sua leitura, diversos pensamentos passariam pela sua cabeça. E eu gostaria que você tentasse resgatar o que pensou e sentiu ao acompanhar o meu relato.

Por exemplo:

Será que você sentiu uma pontinha de inveja ao pensar que, tão jovem, este rapaz já era tão bem-sucedido? Ou será que nem pensou sobre isso porque achou absolutamente normal e irrelevante?
Será que você achou um desperdício investir num imóvel em vez de “aproveitar a vida” em viagens, carros zero quilômetro e passeios caríssimos?
Ou será que, sem nem se dar conta, você achou “justo” que ele tenha perdido tudo, mas nem sabe exatamente de onde veio esse sentimento? Ou, ainda, será que ficou com dó e até teve vontade de ajudá-lo?
Ah, e por fim: será que você o achou “muquirana” ou “mão de vaca” por poupar tanto a ponto de comprar um apartamento numa zona nobre em tão pouco tempo?

Enfim, o que será que se passou aí dentro enquanto você acompanhava meu relato? E o que é que esses pensamentos e emoções revelam a seu próprio respeito?

Enfim, o que será que se passou aí dentro enquanto você acompanhava meu relato? E o que é que esses pensamentos e emoções revelam a seu próprio respeito?

1) Crenças limitantes, sucesso limitado

Bem, eu lhe contei essa história e lhe propus esta reflexão para chegar ao ponto que considero mais importante na construção da prosperidade: o seu caminho rumo ao sucesso financeiro será muito, muito mais fácil se você puder identificar quais são suas crenças sobre dinheiro.

Por exemplo:

Você já ouviu falar sobre pessoas que têm dinheiro, mas não têm vida (ou tempo para viver)? Que vivem relacionamentos superdifíceis e se queixam de quão vazias e solitárias se sentem?

Ou conhece alguém que, ao contrário, tem boas relações, porém, vive com muitas dificuldades financeiras e está o tempo todo correndo atrás para sanar problemas?

No seu convívio, há alguém que repita sempre o quanto é difícil ganhar dinheiro ou que é preciso imenso esforço para tê‐lo? Ou que ache, de verdade, que ter dinheiro é sinônimo de arrogância ou prepotência?

Isso tudo é crença. E crença é o que gera nossos comportamentos. O que quero dizer é: se você acha, de verdade, que para ter dinheiro é preciso abrir mão da própria vida, das relações, do lazer etc., então, pode estar supercomprometido(a), sem saber, em não fazer essa escolha.

Se acredita que toda riqueza torna as pessoas arrogantes e prepotentes…

Se acredita que, para ganhar dinheiro, é necessário um esforço irreal…

Se acredita que o sucesso não depende só de você…

Enfim, todas essas crenças estão gerando comportamentos. E a minha pergunta é: quantos desses comportamentos atrapalham seu sucesso? Por exemplo: quantas vezes você deixou de trabalhar, de estudar, de se dedicar porque achou que não valia a pena? Ou quantas vezes gastou o que não tinha porque achou que era esse o seu papel? E quantas vezes deixou de gastar porque não queria que as pessoas ao redor se aproveitassem de você?

Qualquer realidade é válida e aplicável. Mas perceba então que, se for capaz de identificar suas crenças limitantes a partir da autoconsciência, será capaz de desbloquear seu caminho rumo ao sucesso.

 

2) Por falar em sucesso, ele é só seu, não de mais ninguém

Você ficaria surpreso(a) em saber quantos alunos recebo todos os anos que atribuem, aos outros, o sucesso que obtiveram em suas próprias vidas. É claro que é preciso gratidão: se fomos financiados em nossas casas de infância; se tivemos o que comer, o que vestir e onde morar; se pudemos estudar, aprender e conseguir um trabalho; e, enfim, se pudemos produzir alguma riqueza, temos mais é que agradecer eternamente àqueles que nos ajudaram.

Mas foi “só” uma ajuda. Tudo o que fizemos com esses instrumentos que nos foram dados é mérito nosso e de mais ninguém! Não quero, assim, incentivar nenhum comportamento egoísta ou egocêntrico.

Essa reflexão é muito mais voltada às pessoas que nutrem uma imensa culpa por começarem a acumular riqueza maior do que possuíam suas famílias de origem. E, baseadas nessa culpa, acreditam que devem algo aoos seus familiares. Por isso, passam a gastar grandes quantias em presentes, viagens ou mesmo itens básicos de sobrevivência (aluguel, comida, combustível etc.) mvidas essencialmente pela culpa que sentem por terem se sobressaído mais.

Veja, o sucesso é o que todos os pais esperam e desejam para os próprios filhos (ou, pelo menos, assim deveria ser). E, como disse, é claro que é preciso reconhecimento ao que nos foi dado, ao estímulo e apoio que recebemos. Mas de forma alguma isso significa se tornar responsável ou comprometer o próprio orçamento com as contas alheias. Até porque isso incentiva, no outro, o comportamento de dependência e de cobrança.

Agora, se, por outro lado, você é do tipo que conseguiu acumular mais, mas não investe um único centavo na colaboração com um mundo melhor (o que envolve, também, sua família), cuidado: esse é um caminho muito perigoso, que pode lhe trazer grandes prejuízos futuros. Afinal, sem receber ou entregar colaboração, nenhum de nós sobrevive.

Portanto, o recado aqui é: equilíbrio. Não trate seu dinheiro como só seu, nem como só do outro.

 

3) Em vez de inveja, admiração

Costumo dizer que sentir ou nutrir a inveja é sempre uma roubada. Principalmente porque, bem, com grande frequência, nós invejamos ao outro sem nem imaginar o que foi que ele precisou e ainda precisa fazer para chegar aonde está. Além disso, a inveja muda a nossa energia de forma drástica e nos coloca em conexão com nosso pior lado – a nossa mesquinhez, nosso ciúme, nossa possessividade, nossa preguiça, nossa falta de comprometimento, enfim.

Então, se você costuma se deixar invadir por esse sentimento, eu lhe peço que faça um trabalho importante: que tal trocar a sua inveja por admiração?

Sim, é verdade, o outro herdou uma riqueza imensa e hoje vive muito bem. Admire-o: para obter tal fortuna, ele precisou viver uma perda e, ainda assim, está lidando com isso da melhor maneira possível.

Sim, é verdade, o outro tem um talento nato para determinada atividade e enriqueceu a partir dela. Admire-o: nenhum talento gera nada enquanto adormecido; foi preciso algum empenho, algum comprometimento, alguma vontade para que pudesse obter tal resultado.

E assim por diante.

O que eu quero chamar a sua atenção é que, na busca pelo sucesso financeiro, você também se tornará uma pessoa admirável – não invejável, nem culpada e nem inconsciente de si mesma. Apenas alguém que conheceu a si mesma(o) e à própria história, removeu as próprias culpas e, com muito amor-próprio, se achou e se fez merecedor(a) de toda a recompensa (financeira ou não).

Caso esteja se perguntando, foi isso também o que aconteceu com meu ex-aluno. Após o Processo Hoffman, porque identificou e mudou suas crenças relacionadas ao sucesso financeiro, conseguiu recomeçar a partir de um outro ponto de vista – em que o dinheiro não era mais o centro de sua vocação, mas, sim, mais um dos muitos aspectos de sua vida. E adivinhe só? Encontrou ainda mais prosperidade do que antes, mas, agora, com mais saúde e equilíbrio!

Espero ter lhe ajudado. Com amor e luz,

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

Uma resposta para “Aqui estão 3 erros que lhe impedem de crescer financeiramente”

  1. Joaquim Ferreira Hinyengwasa disse:

    Super-interessante
    Quero apreender a implementar na minha vida esses princípios convosco

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