Mas, antes de começar o diálogo, é importante voltar primeiramente os olhos para si mesmo(a). O que é que VOCÊ está fazendo nessa relação que poderia ser melhor?

Melhorar relacionamento

Hoje, quero falar sobre um tema que costuma estar entre as principais queixas dos alunos que chegam ao Processo Hoffman. E, para abordá-lo devidamente, começo com uma pergunta: você, que é casado(a) ou está num relacionamento sério, está satisfeito(a) com essa relação ou acredita que há alguns aspectos a serem melhorados? E quanto a você que está solteiro(a), quais são as dificuldades e os obstáculos que atravancam a sua vida amorosa?

Bem, o assunto de hoje é casamento, mas não quero falar apenas com as pessoas que já são casadas. Grande parte do conteúdo que estou prestes a compartilhar se aplica muito bem também aos solteirões e às solteironas convictas. É claro que não há nada de errado em ser solteiro; a solteirice só se torna um problema ou uma questão quando faz com que as pessoas se sintam frustradas, sozinhas, solitárias e indignas de receber amor.

Dito isso, vamos ao ponto: se, diante das minhas perguntas, você fez uma listinha mental dos aspectos que gostaria que melhorassem, não precisa se preocupar! Sempre é possível aprimorar qualquer relacionamento, por melhor que ele já esteja, seja ou pareça – e o mesmo se aplica à vida amorosa em geral.

A verdade é que toda e qualquer pessoa, eventualmente, enfrenta alguma dificuldade ou crise quando o assunto é amor, mesmo que prefira não conversar a respeito. Refletir sobre o casamento (inclusive pesando quais são os lados bons e ruins dessa relação) é algo muito comum que, a depender do casal, pode trazer resultados bem positivos. Isso porque, se estiverem abertos a conversar sobre suas impressões, eles ganham intimidade e, ainda, conseguem exercitar melhor suas capacidades de empatia e negociação.

Mas, antes de começar o diálogo, é importante voltar primeiramente os olhos para si mesmo(a). O que é que VOCÊ está fazendo nessa relação que poderia ser melhor? Veja, a seguir, 8 dicas infalíveis para melhorar seu relacionamento!

 

1) Antes de criticar o outro, pratique a autocrítica

Na relação a dois, o erro que percebo com maior frequência é que os envolvidos costumam direcionar seus olhares e queixas sempre ao parceiro ou parceira. Ou seja, as pessoas dificilmente reconhecem, primeiramente, os próprios erros e falhas que cometeram ou cometem. Isso invariavelmente fomenta a ideia de que, para a relação melhorar, é necessário que o outro se corrija e melhore. Por isso, sempre digo que o maior exercício para a relação que se busca, saudável e de harmonia, começa no Autoconhecimento.

Quando reconhecemos e nos apropriamos de nossas qualidades e defeitos, conseguimos melhorar a relação conosco e com nosso entorno. A consciência de si mesmo(a) é uma poderosa ferramenta, porque nos traz sustentabilidade interior para lidar com os diferentes tipos de personalidade.

Veja: a partir do momento em que eu me conheço e que assumo, para mim, as minhas características, dou, ao outro, o mesmo direito (ou seja, a liberdade de ser apenas quem e como é). Se sei, por exemplo, que tendo a ser controladora e que gosto de tudo feito da minha forma, serei capaz de assumir que existem outras maneiras de fazer uma mesma coisa; e que o outro pode recorrer a uma dessas outras maneiras, que não a minha. Caso essa outra maneira me desagrade muito, por que não negociar?

 

2) Invista no diálogo

O grande trunfo de um relacionamento bem-sucedido é a capacidade de dialogar. É preciso que cada pessoa dessa relação saiba expor como se sente, mas sem acusações, sem julgamentos, sem dizer “você falha porque não faz determinada coisa”.

Como disse há pouco, é importante assumir a responsabilidade para si. Por exemplo: em vez de acusar “você faz isso e eu me sinto assim”, use “eu me sinto assim e, quando me sinto assim, me comporto de tal maneira”. Dessa forma, criará uma situação mais favorável para que o outro, em vez de procurar argumentos para se defender, aja com empatia.

Digo isso porque, de forma geral, tanto homens como mulheres alimentam a expectativa de que ‘o outro faça’ e, na maioria das vezes, esperam que este ‘faça’ seja exatamente do jeito que eles mesmos executariam – e, mais até, ‘esperam que o outro pense e sinta como eles’.

Em outras palavras, nós buscamos que a outra pessoa nos entenda, que compreenda o que desejamos, que quase até ‘adivinhe’ no que estamos pensando. Mas, sem diálogo, como isso seria possível?

Infelizmente, o que vejo são muitos parceiros egocentrados em seus próprios problemas e dificuldades. Estão tão cegos pelos obstáculos que atravessam que, inconscientemente, automaticamente e impulsivamente, acusam o outro pela distância, pela falta de carinho e por qualquer outra falha que enxerguem na relação. E o pior: enquanto não se dispuserem à autoconsciência, viverão essa mesma rotina dia após dia, da maneira mais sofrida possível.

 

3) Saiba negociar

Seja qual for o aspecto a ser melhorado num relacionamento, é importante saber como negociar. Todas as relações têm a negociação como base. Negociar significa encontrar soluções em que todos concordem em abrir mão de algo e, mesmo assim, saiam ganhanod – nem a sua e nem a vontade do outro prevalece, ambas simplesmente entram em acordo. Por isso, é tão importante praticar o Autoconhecimento e assumir a responsabilidade para si. Afinal, se você não sabe exatamente quem é, possivelmente não sabe exatamente o que quer. Então, como vai negociar?

Reitero que negociação requer diálogo. É por meio da conversa que você estabelecerá, com seu parceiro ou parceira, saídas e soluções para o que não lhe agrada. Mas lembre-se de fazê-lo com amorosidade, respeito e carinho. Sabemos que muita gente, no calor de uma discussão, tende a assumir impulsivamente comportamentos agressivos como uma forma de se defender e de se proteger da mágoa ou da tristeza. Devolver a alguém as emoções negativas não fará com que elas desapareçam!

 

4) Livre-se das expectativas

Esperar do outro um comportamento que não depende de você só contribui para gerar frustrações. Para melhorar a comunicação com seu parceiro ou parceira, é necessário, antes de tudo, reconhecer que o outro pensa e age diferente de você. Esteja aberto para compreender o posicionamento do outro e entenda que não é vergonha nenhuma ceder em algumas decisões.

Não espere que a mudança comece do lado de fora; mude primeiro a sua forma de lidar com as situações no dia a dia, de modo que as suas irritações, raivas e frustrações não tomem conta de você. Esse posicionamento já lhe ajuda a conduzir o diálogo de uma forma diferente, trazendo condições mais favoráveis para a convivência. Acrescente a positividade em tudo e fuja das expectativas negativas. Você pode se surpreender com o bem que isso lhe fará!

 

5) Não meça poder nas discussões

As relações a dois necessitam de empatia e negociação. Partir da ideia de que ‘alguém manda mais’ e o outro ‘alguém obedece’, assim como atribuir culpa sempre e somente ao outro, são hábitos que indicam que esses dois “ingredientes” estão em falta.

Antes de mandar, acusar, ameaçar, lembre-se: é preciso assumir a responsabilidade pela sua parte do relacionamento, pelas suas ações e comportamentos, pelos seus 50%.  Perceba: a reclamação é sobre ele(a), mas e você? O que você tem feito pelo bem da relação? Como você tem feito?

Saia do paradigma da guerra. A maioria das pessoas vive isso, sim, porque, se um ganha, significa que o outro perde. Nas discussões conjugais, então, este poder é exacerbado e leva ao desgaste emocional da relação. Se você entrar neste paradigma sempre haverá alguém ferido.

Então, faça a sua parte: fique atento às suas reações (grito, choro, silêncio etc.) porque este é um exercício de consciência importante até para que possa mudar seu estado emocional; aposte em exercícios de respiração para trazer esta mudança de sentimentos (isso é comprovado e há muitas boas dicas na internet) e você pode expor seus pontos de vista com mais segurança e tranquilidade.

Se o outro estiver muito agressivo não insista nesta discussão, posicione-se: “Agora, eu não consigo conversar, eu não me sinto bem, vamos voltar a falar num outro momento”. Mas de nada adianta dizer isso com agressividade e virar as costas; isso só é mais um sinal de que sua comunicação não vai nada bem.

 

6) Perdoe os mal-entendidos 

No momento em que você começar a enxergar seu parceiro ou parceira como semelhante, sujeito a falhas, passará a sentir compaixão por eles. E, quando existe a compaixão, há também igualdade. Em outras palavras, quando pensamos na forma como o outro se comporta, quando procuramos entender como nosso parceiro ou parceira chegou ali – e que, assim como nós, ele(a) não erra por mal ou intencionalmente – é possível perdoar. Nós estamos suscetíveis a falhas, por que eles não estariam?

Lembro também que perdoar a si mesmo pelos erros cometidos é tão importante quanto perdoar ao parceiro. O perdão é uma das mais importantes inteligências humanas. Quem mais ganha com o perdão não é o outro e, sim, você. Quando se perdoa, você retira de si mesmo o ressentimento, a depressão, o estresse e uma série de problemas emocionais que, inclusive, causam doenças. E o mais importante: lembre-se que ‘jogar na cara’ os erros que, em tese, foram perdoados, nem de longe é perdão. Afinal, quando perdoa verdadeiramente, você retira o que se passou de dentro de si, sem guardar o ressentimento para usar mais tarde.

 

7) Expresse gratidão

A gratidão tem um poder enorme nas relações. Quando somos gratos – ao que nos acontece, a quem somos, a quem escolhemos para permanecer ao nosso lado e a tudo que nos cerca –, entramos em conexão com o universo e treinamos olhar para o outro de uma maneira mais tolerante.

Gratidão tem a ver com positividade. Ser positivo é desprender-se do passado e libertar as pessoas de nossos desejos e controles. É estar e se sentir livre, aberto, disponível e pronto para receber o que é seu. Por isso, é fundamental demonstrar gratidão em todos os momentos.

Não seja uma daquelas pessoas que encara o que o outro faz de bom como uma obrigação. Seja grata pelo seu casamento e pela pessoa que está ao seu lado. Essa postura vai melhorar sua comunicação com seu marido ou sua esposa, além de influenciar positivamente sua relação com o mundo.

 

8) Elogios são sempre bem-vindos

Reconheça, no outro, as características e qualidades que ele(a) possui. Valide, com amorosidade, o seu jeito de ser, a personalidade, os hábitos – aquilo que julgar que merece sua atenção e reconhecimento. E não precisa mentir. Se elogiar algo que não corresponde à realidade, o outro saberá e, em vez de se sentir amado, ficará frustrado.

E o propósito maior é, justamente, proporcionar amor – o mesmo amor que você deseja receber é o que ele(a) gostaria de ter. Elogios fazem bem para você e para o outro, pois ele se sentirá reconhecido. Muitas pessoas não sabem elogiar, pois não tem o hábito de reconhecer as qualidades do outro e isso demonstra claramente uma dificuldade de expressar os sentimentos e de se comunicar abertamente. Experimente inserir pequenos elogios às conversas corriqueiras e perceba o quanto ele pode contribuir na melhora do diálogo entre você e seu marido ou sua esposa.

Espero ter ajudado! Se tiver dúvidas ,me escreva: [email protected].

Com amor e luz,

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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