Olá!

Hoje, quero lhe falar de um assunto que afeta a vida de absolutamente todas as pessoas que já conheci, embora muitas delas (especialmente os homens) não gostem de admitir: a falta de autoestima é um empecilho em qualquer área da vida.

Sim, é verdade, na maior parte do tempo, temos relacionado a falta de autoestima com problemas nos relacionamentos amorosos, mas este não é o único campo afetado. Pelo contrário: outro dia mesmo, conversei com um rapaz que deixou de concorrer à vaga dos seus sonhos porque acreditava que não tinha a competência necessária. A falta de autoestima e de autoliderança lhe custou muito caro!

Então, para iniciar o meu artigo, o que eu preciso lhe perguntar é: com que frequência você conta para si mesmo(a) que não é capaz de determinada coisa? Por exemplo, alguma ou algumas dessas frases fazem parte do seu repertório?

“Eu não vou nem começar porque já sei que não vou conseguir”
“Tentei puxar papo, mas ele(a) claramente não me deu atenção”
“Meu projeto não é tão interessante assim, acho melhor nem apresentar”
“Tive uma ideia para ajudar, mas é melhor guardá-la para mim porque não deve ser tão boa assim”
“Ninguém nunca me dá atenção”

As chances são de que, mesmo sem perceber, você, de vez em quando, se deixe levar por uma dessas sentenças ou algo muito parecido. E, sim, eu reitero: você faz sem nem mesmo perceber!

Na maior parte das vezes, a falta de autoestima não é algo pronunciado – como costumam mostrar inúmeros filmes, novelas e seriados de TV. Ou seja, nem sempre se trata de algo claro assim, porque nem todo mundo se coloca em frente ao espelho e diz em voz alta “como eu me sinto feio(a)”.

Isso torna ainda mais difícil dar início a uma trajetória de mudança, porque, afinal, nós só conseguimos mudar aquilo que sabemos que precisa ser mudado! Sem autoconsciência, é quase impossível consolidarmos um processo eficaz e positivo de transformação pessoal.

Então, por isso, eu pergunto novamente – e peço, por favor, que seja o mais honesto(a) possível na sua resposta. Caso não consiga pensar em nada nesse momento, deixe essa questão em suspenso pelos próximos dias; eventualmente, você vai conseguir responder:

Qual é o seu pior? O seu defeito, a sua falha, aquele ponto fraco que você adoraria eliminar a seu respeito?
Na sua cabeça, no que é que você é ruim, faz mal feito e não dá conta?
Quais são aquelas “verdades” sobre você que, se fosse possível, faria com que não existissem mais?
Você é feio(a)?
Gordo(a)?
Chato(a)?
Velho(a)?
Ranzinza(a)?
Burro(a)?

O que tem de errado com você que faz com que nem você e nem as pessoas lhe deem valor? O que lhe impede de ser amado(a)?

Na maior parte das vezes, a falta de autoestima não é algo pronunciado – como costumam mostrar inúmeros filmes, novelas e seriados de TV. Ou seja, nem sempre se trata de algo claro assim, porque nem todo mundo se coloca em frente ao espelho e diz em voz alta “como eu me sinto feio(a)”.

O que o Autoconhecimento tem a ver com sua autoestima

Não sei se você sabe, mas, no Processo Hoffman, nós trabalhamos com a teoria da Síndrome do Amor Negativo, desenvolvida por Bob Hoffman há mais de 50 anos. Imagine quão visionário ele foi ao constatar que todos os seres humanos trazem, da infância, todas as referências que os norteiam na vida adulta – e, com base nisso, criar um treinamento capaz de modificar positivamente essas crenças!

Ou seja, de acordo com Bob Hoffman e sua teoria, se, hoje, você tem uma dificuldade com sua autoestima,  a origem deste comportamento está na sua infância. Talvez, seus pais tenham sido, eles próprios, pessoas com baixa autoestima – e você aprendeu, por cópia e repetição, a ser como eles.

Ou, talvez, eles tenham lhe contado que você era incapaz, não por mal, mas porque queriam que você se esforçasse mais em alguma determinada coisa. O problema é que você acreditou nisso lá atrás e, até hoje, sem se dar conta, continua acreditando na sua incapacidade.

O que eu estou lhe dizendo é que, de um jeito ou de outro, a criança que você foi um dia merece sua atenção hoje. Ela é a resposta para sua falta de amor-próprio – o que tem tudo a ver com falta de autoestima, como você já deve imaginar.

Quando você, ainda pequeno(a), acreditou profundamente em todas as suas incapacidades – e isso certamente lhe aconteceu, de um jeito ou de outro –, algo muito ruim aconteceu aí dentro: você se descobriu imperfeito(a) e imediatamente achou que era indigno(a) de receber amor. A partir daquele momento, nem mesmo você poderia se amar, afinal, seus erros e falhas lhe pareciam insuperáveis e irreparáveis.

Bem, mas daí, se, desde então, você não realizou nenhum trabalho de Autoconhecimento, provavelmente, continuou com essa ideia a seu próprio respeito de maneira compulsiva e inconsciente. Você nem sabe, mas está dizendo, a si mesmo(a) e o tempo todo, o quanto suas imperfeições lhe tornam indigno do amor.

E, deixe-me dizer: se você está jogando conta si mesmo(a), não há ninguém, no mundo, que possa virar esse jogo para você!

Não sou eu quem vou lhe dizer das suas capacidades. Eu posso listá-las, mostrá-las, enumerá-las e repeti-las todos os dias, até o fim da sua vida. Mas a verdade é que, se você não quiser mudar de concepção a seu próprio respeito, meu gesto não vai ter efeito algum!

Então, como é que você mesmo(a) pode virar esse jogo?

 

(Re)Construa a sua autoestima a partir do amor

Bob Hoffman costumava dizer que as crenças que alimentam a baixo autoestima são das mais perigosas. Porque estão conosco desde que nos entendemos por gente, essas verdades que tratamos por absolutas “aprenderam” como nos induzir ao erro. No Processo Hoffman, chamamos isso de Lado Escuro. Por exemplo:

Sabe quando você começa a dieta, está indo superbem, mas, daí, um dia, começa a dizer para si mesmo(a) que aquilo não está funcionando e simplesmente para no meio?

Ou, então, quando está tentando parar de fumar e, depois de um mês sem cigarros, tem uma recaída brava e inesperada?

Ou, ainda, quando decide, de uma vez por todas, que vai mudar de emprego, faz um planejamento sólido para alcançar esse objetivo, mas, no meio do caminho, é paralisado(a) por uma sensação de impotência e inferioridade?

Esse é seu Lado Escuro. Para lhe proteger de mais frustração, de mais medo, de mais dor, ele lhe diz, a todo tempo, que é melhor deixar para lá… Que se continuar como está, pelo menos, você já sabe os resultados que obtêm.

Mas não é isso que você quer… Ou é?

Imagino que você queira mais e melhor. Que queira conseguir uma vida mais plena, mais feliz, mais próspera, mais cheia de possibilidades. Imagino que deseje interromper, de uma vez por todas, essa vozinha interior que lhe aponta seus defeitos o tempo todo. E sabe como se faz isso?

Dentro do Processo Hoffman, o caminho de mudança perpassa pela reconstrução do seu amor e da sua capacidade de amar. Mesmo que não seja do tipo que se olha no espelho e diz “como sou feio(a)”, você pode começar, a partir de hoje, a se olhar no espelho e dizer (E ACREDITAR!) “como sou bonito(a)”.

Esta é a mudança, e a mudança é a autoaceitação. Você é como é, sem toda aquela autocrítica que acaba com seus dias e não traz nenhum resultado positivo. Seus defeitos podem ser trabalhados, melhorados, aperfeiçoados e podem até desaparecer, mas você nunca será perfeito(a) – porque esta é sua humanidade. Nós não somos e nunca seremos perfeitos, mas somos capazes das mais imensas conquistas, do mais belo e puro amor, da empatia, da solidariedade, da amizade!

Então, abrace e perdoe seus defeitos. Eles são seus e lhe fazem uma pessoa única. E, por favor, invista nas suas qualidades. Elas também são só suas! Este é o amor que vai revolucionar sua vida: o amor-próprio!

O que é que você pode fazer hoje, na prática, para alimentar sua autoestima? Para acabar com o paradigma do não-merecimento?

Vire o jogo contra o seu Lado Escuro. E saiba que estou na arquibancada, torcendo pela sua vitória, e pronta para lhe ajudar durante o Processo Hoffman. Você MERECE passar por essa experiência única!

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *