Olá! Como vai você?

Recentemente, publiquei, aqui no blog, um artigo em que falei sobre a importância do Autoconhecimento para quem deseja obter mais saúde física e mental. Desde então, muitas pessoas me escreveram em busca de ajuda para lidar com seus vícios e compulsões; a maioria, aliás, queria saber se o Processo Hoffman também é indicado para pessoas que estão lutando contra o tabagismo, o alcoolismo ou outros vícios.

Então, hoje, decidi escrever sobre este tema, porque, sim, o Autoconhecimento é essencial para quem deseja eliminar um ou mais vícios. E sabe por quê?

Por uma razão bem simples: enquanto não nos tornamos conscientes de nós mesmos, enquanto não nos apropriamos de quem somos e de como somos, continuamos presos aos nossos comportamentos compulsivos e automáticos. Ou seja, permanecemos comprometidos com os mesmíssimos gestos e atitudes impulsivas que trazemos desde a infância de forma inconsciente – e que tantas vezes nos prejudicam e causam consequências absolutamente desastrosas.

Eu vou lhe dar um exemplo que pode parecer bobo, mas vamos lá: você já se viu numa situação em que apenas reagiu a algo que lhe disseram ou fizeram e, imediatamente, se arrependeu da sua reação? Pois é… Isso é o que chamo de comportamento compulsivo e automático.

Quando se deu conta, você já tinha feito: já tinha magoado, já tinha sido agressivo(a), já tinha falado o que não devia, já estava arrependido(a) e/ou colocando a culpa no outro (que, afinal, foi ele ou ela quem fez você agir desta maneira).

Então, antes de continuar, deixe-me compartilhar alguns dados da neurociência com você:

  • 100% do que somos foi construído desde a nossa concepção até mais ou menos nossos 12 anos de idade;
  • Na fase adulta, nós só temos de 3 a 10% de consciência de tudo o que nos forma (ou seja, de tudo o que somos). O resto é inconsciente;
  • No entanto, 90% das nossas reações e atitudes são provocadas por nossas emoções e sentimentos inconscientes, que nos impulsionam para frente sem que tenhamos qualquer controle.

Veja só o que eu estou lhe afirmando: os nossos aprendizados são todos infantis; na fase adulta, somos quase que totalmente inconsciente quanto a eles; e, ainda assim, eles comandam quase que inteiramente as nossas reações e atitudes.

Não é à toa que muitos de nós, em algum momento da vida, somos acusados de um comportamento infantil. E não é que era verdade?

 

Como dizem, o vício é mesmo uma prisão. Quando somos viciados, isso significa que estamos compulsivamente usando comportamentos que nos mantém reféns de nós mesmos, reféns do nosso aprendizado infantil, não importa quão mal esses comportamentos nos façam.

Autoconhecimento contra os círculos viciosos

Você pode estar se perguntando o que é que isso tudo tem a ver com o vício em drogas lícitas ou ilícitas, e eu lhe digo: tudo. Assim como somos viciados em comportamentos, nós também nos viciamos em produtos e substâncias que nos sirvam de muleta. E eu volto aos comportamentos para lhe explicar.

Quase todo mundo que conheço, mais dia, menos dia, apresenta um comportamento do tipo “dono da verdade”. Com o intuito de nos colocarmos acima do outro, nós usamos toda a nossa prepotência, arrogância, agressividade e petulância para diminuí-lo e reiterar: “eu sou melhor que você”.

Agimos assim porque queremos provar o nosso valor, porque queremos nos sentir bem a nosso próprio respeito, mas sabe o que é que experienciamos de verdade? A culpa. A dor de termos maltratado o outro, de termos sido agressivos em demasia, de termos usado e exposto nosso pior lado. E, pior, ainda vivemos a raiva, afinal, foi o comportamento do outro que nos levou a agir assim, em primeiro lugar. Conclusão: ele merecia! “Ah, então, vou lá falar mais algumas verdades para o(a) fulano(a)”.

Percebe o círculo vicioso e tenebroso ao qual estamos presos? Esse comportamento é tão repetitivo e tão exaustivo que, nas salas de aula do Processo Hoffman, costuma ser traduzido pelos alunos em uma frase: “me vejo sempre diante das mesmas situações e estou cansado(a) de mim”.

De volta aos vícios, eu costumo dizer que as drogas, lícitas ou ilícitas, são apenas uma escala acima desse mesmo comportamento cíclico e autodestrutivo. As pessoas usam essas substâncias pela mesma razão que usam determinados hábitos e padrões: porque querem se sentir melhor a seu próprio respeito.

Elas estão em busca de uma cura, uma solução para as dores que sentem, que são tão profundas e aparentemente tão impossíveis de serem resolvidas. E, ainda que num momento imediato aquilo lhe traga algum prazer, logo em seguida, o que experimentam é a culpa – e toda uma porção de emoções negativas que servirão de gatilho para que permaneçam presas ao ciclo.

 

O Autoconhecimento lhe dá poder e liberdade contra os vícios

Como dizem, o vício é mesmo uma prisão. Quando somos viciados, isso significa que estamos compulsivamente usando comportamentos que nos mantêm reféns de nós mesmos, reféns do nosso aprendizado infantil, não importa quão mal esses comportamentos nos façam.

E à frente do Processo Hoffman, eu vi e ajudei muita gente a vencer a batalha contra os vícios de qualquer espécie a partir do Autoconhecimento. Mas não é mágica, não é milagre, não é nada além de ciência aplicada a um treinamento.

Sim, porque, afinal, quando somos conscientes de nós mesmos, nós ocupamos nosso lugar no mundo e nos tornamos seres contribuintes, ou seja, capazes de colaborar efetivamente com o nosso entorno. Nós reconhecemos nossos talentos, e passamos a usá-los em nosso favor e a favor das pessoas. Nós nos reconhecemos e somos reconhecidos. Assumimos nossa igualdade perante os nossos pares. Ficamos satisfeitos de sermos quem e como somos.

Quanto estamos presos à inconsciência, vivemos exatamente o oposto de tudo isso, porque estamos com os olhos fechados para nosso valor, nossa competência e nossas possibilidades. Isso é o que faz a compulsão: ela mantém as pessoas viciadas no negativo, na destruição, na guerra, na ideia de que têm de estar sempre prontas para atacar ou se defender.

O caminho da autoconsciência é uma escolha.

Eu escolho, diariamente, viver o paradigma da paz comigo mesma e com o meu entorno. E eu torço para que você também! Se quiser saber mais sobre este assunto, sugiro que leia meus livros, “O Mapa da Felicidade” e “Perdão, a Revolução que Falta” (clique no banner abaixo).

 

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Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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