Olá!

Hoje, eu quero lhe falar sobre um assunto muito especial e gostaria de lhe pedir que me acompanhasse com seu coração aberto. A razão do meu pedido é porque, quando falo sobre complexo de inferioridade, muitas pessoas tendem a se reconhecer e até a se emocionar, mas, daí, imediatamente, fogem da reflexão. O motivo? Elas estão tão certas de sua inferioridade que desistem de si antes mesmo de começar. É como se dissessem: “de que vale a pena?”.

Então, se você se reconhece minimamente nesse perfil, a primeira coisa que eu quero lhe dizer é: sinto muito, muito mesmo! Eu posso imaginar como é difícil passar uma vida toda se sentindo menos/pior que os outros, mas, acredite, há um caminho para a mudança.

O que é o complexo de inferioridade?

Eu ainda me lembro de um dos primeiros alunos que recebi no Processo Hoffman como professora e que, entre tantos outros padrões negativos de comportamento, estava sempre dizendo ou pensando coisas ruins a seu próprio respeito. Na verdade, eu não me lembro dele por ter sido um dos primeiros, mas, sim, por tudo o que aquele jovem rapaz vivia simplesmente porque estava preso a este círculo vicioso de autodestruição que é normalmente chamado de Complexo de Inferioridade.

Deixe-me dizer com todas as letras: ele se achava absolutamente pior/inferior em TODOS os sentidos ou áreas da vida… No trabalho, na relação com os amigos, na relação com a família, nos relacionamentos amorosos, enfim, em tudo. Mas havia algo intrigante na maneira como se comportava quanto a isso, porque, em algumas situações, ele simplesmente se convencia de que não valia a pena nem mesmo tentar; mas, em outras, se esforçava TANTO que chegava a incomodar.

Se, por exemplo, conhecia uma moça por quem se interessava, inicialmente, fazia o possível e o impossível para conquistá-la – afinal, ele dizia, “ela é demais para mim e só se sentirá atraída se me esforçar ao máximo para chamar sua atenção”. Mas, daí, uma vez que a conquistava e estabelecia um relacionamento, mudava radicalmente de comportamento – neste caso porque “de que adianta? Ela é muito boa para mim e, eventualmente, vai acabar encontrando alguém melhor”.

Essa aparente oscilação de comportamento é algo que tenho visto com frequência em quem sofre com complexo de inferioridade. A falta de amor-próprio e a baixa autoestima são tão desesperadoras que muitas dessas pessoas se mostram de fato pré-dispostas a fazerem o que for preciso para conquistar o amor, o reconhecimento e a atenção alheia (e, assim, quem sabe, preencherem o vazio que sentem); ao mesmo tempo, estão tão certas de que não terão e de que não são merecedoras de nenhum amor, reconhecimento ou atenção que, mais cedo ou mais tarde, desistem das relações e de si (afinal, de nada adianta se esforçar, se o resultado sempre será esse).

 

A Síndrome do Amor Negativo tem absolutamente tudo a ver com o complexo de inferioridade. Enquanto estou inconsciente de que é isso que me acontece, a minha crença infantil de que sou pior ou inferior continua a prevalecer e a me trazer diversas consequências negativas, principalmente o autoboicote.

Complexo de inferioridade na vida profissional e a Síndrome do Impostor

Citei, como exemplo, a maneira como este rapaz lidava com a sua vida amorosa, mas, não se engane. O complexo de inferioridade é tão ou até mais prejudicial quando se manifesta em outras áreas, como a carreira. Achar-se incompetente, incapaz e inferior no trabalho é meio passo para, de fato, tornar-se este profissional. E me diga honestamente: você gostaria de ter na sua equipe alguém que repete o tempo todo o quanto “não consegue” – ainda que, na prática, este alguém se mostre capaz de entregar bons resultados?

A verdade é que, infelizmente, quem sofre com complexo de inferioridade num aspecto da vida também costuma apresentar esse comportamento nos outros âmbitos. Este mesmo rapaz que citei como exemplo, embora fosse bem-sucedido profissionalmente, tinha absoluta certeza de que a sorte tinha sido decisiva para que chegasse a essa posição – e nada mais.

Não reconhecia o próprio esforço e capacidade. Achava, por exemplo, que as horas que havia dedicado aos estudos (e que lhe garantiram uma boa graduação e, depois, um bom emprego) não foram “sua obrigação”. E, mesmo dotado de uma ampla habilidade técnica indispensável para a sua área, definia-se como uma fraude (tal como acontece com as pessoas que apresentam a chamada Síndrome do Impostor).

Ele estava o tempo todo com medo e receoso de que fosse perder o emprego, o cargo, o reconhecimento, enfim… Vivia inseguro e preparado para uma ameaça iminente, que, na realidade, não estava nem mesmo perto de acontecer. Mais uma vez, então, esforçava-se mais que qualquer um de seus colegas para se mostrar indispensável, o melhor profissional da empresa; mas, daí, quando novamente se convencia de que era uma fraude, engajava-se com a falta de foco e motivação.

 

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Complexo de inferioridade se cura com Autoconhecimento

O complexo de inferioridade tem origem e consequência. E, para identificar a ambos, é preciso desenvolver o Autoconhecimento. Somente quando você for capaz de olhar para si com toda a profundidade e coragem, e sem todo esse peso que lhe acompanha, é que poderá responder: como foi que se tornou essa pessoa; e o que é que tem obtido como resultado quando age desta forma.

E eu posso lhe dar uma dica importante neste sentido: as chances são de que seu complexo de inferioridade tenha começado ainda na sua infância, quando você era apenas uma criança. Lá atrás, no convívio com seus pais ou cuidadores, um ou mais acontecimentos lhe fizeram acreditar que você não era bom o suficiente e que, não importava o que fizesse, nunca seria. Que seus irmãos eram melhores; que você não tinha qualidades, apenas defeitos; que, portanto, merecia ser sempre castigado(a), punido(a), ignorado(a) e, quem sabe, não-amado.

Isso, na verdade, não é algo que aconteceu apenas com você, mas com todos nós, seres humanos. Por mais amorosos e atenciosos que nossos pais tenham sido na nossa infância, eventualmente, todos nós nos sentimos desta maneira. E, porque éramos apenas crianças, não fomos capazes de distinguir que aquela bronca, aquele castigo ou mesmo aquele momento de desatenção por parte de nossos pais não significava nada disso!

Isto é o que Bob Hoffman, criador do Processo Hoffman, chamou de Síndrome do Amor Negativo. De acordo com Bob, há um “pedaço” de nossa individualidade que ficou estagnada na infância, preso justamente a estes momentos em que nos sentimos mais desamparados, mais abandonados e mais não-amados por nossos responsáveis. E esse processo foi tão dolorido e tão marcante que, mesmo adultos, ele nos acompanha de maneira decisiva, impactando nas nossas decisões e no nosso dia a dia.

A Síndrome do Amor Negativo tem absolutamente tudo a ver com o complexo de inferioridade. Enquanto estou inconsciente de que é isso que me acontece, a minha crença infantil de que sou pior ou inferior continua a prevalecer e a me trazer diversas consequências negativas, principalmente o autoboicote.

Este, sim, é o principal reflexo do complexo de inferioridade: enquanto permaneço presa a esse padrão de comportamento, de maneira inconsciente e compulsiva, reduzo a zero o valor das minhas ações, tenham sido elas boas ou ruins; afinal, quando me coloco diante do espelho, eu mesma não tenho nenhum valor.

O caminho para mudança começa no Autoconhecimento e, depois, requer perdão e amor-próprio. Requer responsabilização. Requer que você saiba quem é, como é, como chegou aqui, e que assuma, para si, as consequências de todos os seus gestos.

Se você estudou e conseguiu, parabenize-se: este é SEU mérito. Você teve ajuda, certamente, mas quem alcançou este feito foi você.

Se tomou uma decisão e falhou, perdoe-se: você é humano e está sujeito a falhas. Quais são os aprendizados que pode tirar do que lhe aconteceu?

Percebe? A sua vida ganhará um senso de justiça maior quando for capaz de se enxergar nem como o pior, nem como o melhor. Você é apenas você, e tudo o que você é, é raro.

Espero que tenha gostado do meu texto e que consiga, a partir de agora, dar um passo a mais rumo à transformação!

Conte comigo nesta trajetória: [email protected].

 

O Processo Hoffman é o maior curso de autoconhecimento do mundo e tem seus resultados comprovados cientificamente.

Temas:

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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