Olá!

Recentemente, publiquei aqui mesmo, no blog, um artigo no qual dava dicas para as pessoas que desejam mudar ou fazer alguma transição de carreira. Entre outras coisas, expliquei por que é tão importante identificar o propósito de vida quando se tem a meta de obter mais sucesso profissional. Pois bem, hoje, vou além: quero lhe mostrar por que encontrar o seu propósito é importante para que possa ser mais feliz não só no trabalho, mas também em todos os âmbitos da sua vida.

Para começar, compartilho a história de dois alunos que passaram pelo Processo Hoffman. A primeira, uma moça perto dos 40 anos, contava que estava no terceiro noivado e que, pela terceira vez, tinha certeza de que o melhor a fazer era desistir da relação: “assim como nos relacionamentos anteriores, chega uma hora em que eu me sinto engolida, sufocada e presa. A ideia de me comprometer para sempre com alguém me deixa apavorada”, ela dizia antes de iniciar o curso.

Curiosamente, na mesma turma estava um rapaz, com idade e queixa similares: “não consigo ficar por mais de três anos num mesmo emprego. Chega uma hora em que simplesmente preciso mudar, sair daquela rotina e respirar novos ares. A ideia de ficar preso a uma mesma equipe ou companhia me deixa sufocado”, contava ele.

Bem, não preciso nem dizer que houve uma identificação imediata entre os dois! Ao final, eles haviam se tornado grandes amigos, até porque vivenciaram uma experiência muito parecida nos sete dias de Processo Hoffman; entenderam, profundamente, por que é que se sentiam sempre nadando contra a corrente. Foram embora cientes e conscientes de que precisavam manter a conexão com seus propósitos de vida se quisessem mais: mais felicidade, mais plenitude, mais bem-estar, mais saúde, mais prosperidade, enfim, mais… Vida, de fato!

Você deve estar se perguntando: mas o que é que a dificuldade na vida amorosa e/ou profissional tem a ver com propósito de vida? E eu lhe digo: tudo!

 

Quando assumimos compromissos por obrigação ou “apenas” por que nos sentimos impelidos a agir de determinada maneira, as chances são de que vamos experimentar uma sensação imensa de impotência, frustração, angústia, ansiedade e até depressão. E, veja, acho importante reiterar que muito pouco importa se é verdade ou não que estamos sendo “obrigados a”; se é assim que nos sentimos, é essa a nossa verdade e é com isso que temos de lidar.

Quais compromissos você acredita que PRECISA assumir para ser feliz?

Quando assumimos compromissos por obrigação ou “apenas” por que nos sentimos impelidos a agir de determinada maneira, as chances são de que vamos experimentar uma sensação imensa de impotência, frustração, angústia, ansiedade e depressão. E, veja, acho importante reiterar que muito pouco importa se é verdade ou não que estamos sendo “obrigados a”; se é assim que nos sentimos, é essa a nossa verdade e é com isso que temos de lidar.

De volta ao exemplo, a minha aluna sentia-se obrigada e impelida a casar. Trazia, da infância, a crença de que só seria verdadeiramente feliz e completa se tivesse um bom parceiro e pudesse construir uma família – assim como tantas e tantas mulheres que já passaram pela minha sala de aula.

E veja que interessante: seu namorado era um rapaz muito compreensivo e companheiro; ela o amava de verdade e se sentia verdadeiramente amada e, juntos, haviam construído um relacionamento saudável; e não havia nenhuma pressa ou cobrança para que marcassem a data do casamento. Por que, então, ela não conseguia se sentir feliz e completa ao lado dele, e nem mesmo vislumbrar a possibilidade de que poderia se sentir assim no futuro?

Algo bem parecido acontecia com meu aluno. Seu pai, aposentado como funcionário público, havia trabalhado a vida inteira numa mesma instituição, exercendo a mesma tarefa –  e se queixado a vida inteira do quanto aquela rotina de trabalho lhe causava frustração. Este rapaz, então, trazia da infância a ideia de que só seria plenamente feliz e completo se pudesse experimentar grande liberdade profissional. As amarras no trabalho não lhe serviriam jamais, pensava ele.

O que esses dois alunos viviam era, de fato, uma prisão, mas essencialmente uma prisão inconsciente e autoimposta. Sem perceber, absorveram, de seus pais e familiares, a crença de que tinham/era sua obrigação assumirem determinado compromisso para alcançar a tão desejada felicidade; assim o fizeram, mas, em vez da alegria prometida, encontraram uma porção de emoções negativas.

Como posso ser tão infeliz numa relação tão bacana? É quase como se eu fosse incapaz de ser feliz num relacionamento saudável”, ela dizia.

Por que é que sempre que me vejo prestes a alcançar uma promoção ou um reconhecimento importante, me bate esse desespero e esse impulso de mudar de emprego? É quase como se eu gostasse de não ser apreciado”, ele reclamava.

O que lhes faltava era apenas encontrar seus verdadeiros propósitos. Não aquele que lhes foi dito, determinado, reiterado na infância, mas, sim, aquele que eles próprios deveriam determinar para si mesmos. E sabe como é que se faz isso? A partir da Autoconsciência e do Autoconhecimento!

 

O seu propósito de vida é seu, e de mais ninguém

Um dos grandes sofrimentos da humanidade nos dias de hoje é justamente esse: muitos têm levado suas vidas com grande seriedade, superado os mais difíceis obstáculos, enfrentado e vencido as mais variadas barreiras sem nunca experimentar aquela sensação deliciosa de vitória, de conquista, de dever cumprido ao final da jornada.

E isso acontece, via de regra, porque estão inconscientemente lutando a batalha alheia; matando os leões que ameaçam a honra e a história de seus pais e ancestrais, mas não necessariamente infligem qualquer dano às suas próprias histórias. E, não, não há nada demais em defender exatamente as mesmas ideias e valores de nossos pais e familiares. Isso só se torna um problema – e, pode acreditar, um problemão! – se o fizermos sem consciência, de maneira impulsiva e compulsiva. Percebe a diferença?

O seu propósito de vida é seu, e de mais ninguém. Então, cabe a você determinar PARA QUE VOCÊ ACORDA TODOS OS DIAS.

É seu papel assumir a responsabilidade por si mesmo(a). É seu papel refletir com abertura, honestidade e amorosidade para responder:

Para que você vive?
Para que você vive da forma como vive?
Para que você trabalha?
Para que deseja se casar ou ficar solteiro(a)?
Para que quer acumular dinheiro?

Também é seu papel olhar bem para trás, reconhecer seus aprendizados infantis, e determinar quais ainda lhe servem e quais não lhe cabem mais. É um processo parecido com o de abrir aquele velho armário, separar todas as suas roupas e, sem nenhum apego, desfazer-se com gratidão do que lhe foi útil em algum momento, mas agora deixou de ser.

Está tudo bem romper com o que lhe foi ensinado se é isso que lhe fará bem. Também está tudo bem honrar esses valores se é isso que lhe traz felicidade. O importante é se apropriar do seu propósito, é fazer com que seja seu e com que valha a pena lutar por ele, defendê-lo e assumir os compromissos necessários para concretizá-lo.

Daí, sim, as suas batalhas vão sempre valer a pena, independentemente dos resultados que venha a obter.

E, se você quer saber o final desta história, depois do Processo Hoffman, a minha aluna decidiu terminar seu relacionamento. “Está na hora de me dedicar a outra relação que, agora, me parece prioritária: a que mantenho comigo mesma”, contou alguns meses depois de concluir o treinamento.

Já meu aluno aceitou a promoção que havia lhe sido oferecida e, com isso, rompeu a barreira dos três anos num mesmo emprego. Hoje, enquanto produzia esse texto, entrei em contato com ele para saber como estava: “graças ao Processo Hoffman, subi muitos degraus na minha carreira e acumulei muito mais experiência; sinto que estou plenamente realizado e conectado ao meu propósito”.

E você, o que está esperando? Desejo que dê início à sua trajetória agora mesmo!

E, se precisar de ajuda, me escreva: [email protected].

Com amor e luz,

Temas:

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

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