Olá!

Se você decidiu abrir este artigo, muito provavelmente está se vendo diante de um importante problema na sua vida amorosa. Talvez, tenha jogado a toalha e desistido de viver o amor; ou, talvez, esteja interessado(a) em alguém que se diz ou se mostra incapaz de amar. Então, hoje, quero conversar com você sobre este assunto, mas, antes de tudo, preciso lhe contar algo muito importante:

Todos nós, seres humanos, somos seres relacionais e gregários. Isso significa que nós temos de nos relacionar, ou ainda, que as relações fazem parte da nossa essência porque é por meio delas que nos validamos.

Mas veja só que interessante: mesmo que todos nós tenhamos a NECESSIDADE de nos relacionar com outras pessoas, dependendo do grau de frustração em que se encontram, alguns chegam a me dizer que preferem os animais aos seres humanos. Sim, para eles, está claro que o único amor puro e bonito que terão em suas vidas é aquele que compartilham com seus cachorros, gatos, passarinhos, enfim…

Costumo dizer a essas pessoas que eu também amo muito meus bichinhos, mas, ainda assim, é inegável que estou “presa” às relações humanas. Afinal, assim como todas as pessoas do mundo, eu também “venho” de um relacionamento entre dois seres humanos, não é verdade?

Essa troca proporcionada pelos relacionamentos, que é essencialmente baseada em amor e em afeto, é o que todos nós buscamos desde o momento em que nascemos até o fim da vida, gostemos ou não de admitir. Aliás, se nascemos, crescemos e nos desenvolvemos, ou seja, se sobrevivemos e chegamos à fase adulta, isso só foi possível porque alguém nos cuidou (ainda que precariamente ou minimamente).

Em outras palavras, qualquer um de nós pode questionar ou criticar a qualidade do lar em que foi criado, mas, ainda assim, alguém se responsabilizou por nos dar o suficiente para que crescêssemos – do contrário, teríamos morrido.

Então, veja como se relacionar é, mesmo, uma necessidade orgânica! Sem essas relações primeiras e primárias, nós provavelmente não teríamos nem mesmo sobrevivido.

Por isso, se o que você procura é paz de espírito para viver em plena solidão… Desculpe, eu não tenho como lhe ajudar. O que eu posso fazer por você é lhe mostrar como se relacionar melhor, como construir relações mais positivas, e até como se conectar ao amor que já existe em você e está pronto para vir à tona.

Vamos tentar? Espero que aceite meu convite!

 

Eu tenho algo muito importante para compartilhar agora, mas, talvez, você não goste do que vou lhe dizer: infelizmente, se não consegue estabelecer amor em relação ao outro, muito provavelmente, você também não consegue alimentar o seu amor-próprio. A baixa autoestima deve lhe fazer companhia, e não tem nada a ver com sua habilidade em conquistar ou não o amor do outro. O que pode estar lhe faltando é enxergar a si mesmo(a) e amar a si mesmo(a).

Para amar, é preciso mudar de paradigma

Eu tenho algo muito importante para compartilhar agora, mas, talvez, você não goste do que vou lhe dizer: infelizmente, se não consegue estabelecer amor em relação ao outro, muito provavelmente, você também não consegue alimentar o seu amor-próprio. A baixa autoestima deve lhe fazer companhia, e não tem nada a ver com sua habilidade em conquistar ou não o amor do outro. O que pode estar lhe faltando é enxergar a si mesmo(a) e amar a si mesmo(a).

O que acontece nas relações é que nós só vemos no outro aquilo que temos; da mesma forma, só entregamos ao outro aquilo que possuímos. Então, mesmo que você torça o nariz para essa informação, os comportamentos do outro que lhe incomodam também fazem parte de você!

No meu livro “Perdão, a Revolução que Falta”, eu conto algumas histórias sobre isso e explico que, se fico com raiva da minha colega de trabalho porque ela é autoritária e “pensa que sabe mais”, a verdade mesmo é que… Eu sou autoritária; eu penso que sei mais. É por isso que o comportamento dela me causa tanta raiva, desgosto, frustração, enfim…

O que eu quero mostrar com isso é que nós temos direcionado, aos outros, toda a nossa crítica, todos os nossos conceitos e pré-conceitos. Às vezes, bastam apenas alguns segundos, e pronto: foi tempo suficiente para rotularmos uma pessoa como preguiçosa, feia, esquisita, suja, e o que mais pudermos encontrar no nosso repertório para acusá-la.

E fazemos isso com o outro porque, em primeiro lugar, agimos desta mesma forma em relação a nós mesmos. Quase sempre sem perceber, ficamos repetindo mentalmente o quanto somos ruins, incapazes, inadequados, feios, gordos, burros etc. Como é que podemos nos conectar a qualquer amor em meio a tanta amargura e a uma autoimagem tão distorcida?

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Para amar ao outro, ame, primeiro, a sua luz e a sua escuridão

Por outro lado, tenho certeza que você já deve ter pensado: “mas eu não vejo só o meu lado ruim” ou “só o lado ruim das pessoas”. E que bom!!! Que maravilha! Isso significa que você consegue reconhecer, em si e no outro, não só os defeitos, como também as qualidades. E todos nós, sem exceção, temos esses dois lados, somos compostos por todo o nosso bem e todo o nosso mal.

Mais que isso, de volta ao exemplo que acabei de lhe dar, se você enxerga, no outro, gentileza, amorosidade, delicadeza, força… Tudo isso está em você primeiro!

Então, qual é o erro? Se você tem tantas coisas boas em si, por que é que não consegue amar ou receber amor (nem de si mesmo(a)?

Eu lhe conto: foi isso que aprendemos a fazer desde crianças. Lá atrás, na infância, nossos pais e cuidadores nos ensinaram que a crítica e a bronca eram expressões válidas de amor. Afinal, se eles nos mandavam tomar banho, se nos castigavam porque havíamos nos comportado mal, se nos puniam sempre que quebrávamos alguma coisa, tudo isso era amor! Foi assim que eles nos educaram e nos formaram para que pudéssemos ser quem somos hoje, certo?

Então, naturalmente, isso é o que temos feito também, de maneira compulsiva, automática e inconsciente: entregamos, ao outro, todo o nosso amor, a partir das críticas, broncas e punições. Ignoramos, assim, que ele ou ela tem a sua própria história, a sua própria concepção de amor e, portanto, seu jeito de estabelecer relações amorosas.

Viu que complicado?

A minha dica hoje, portanto, é relativamente simples: vamos sair do paradigma da guerra, vamos desenvolver o Autoconhecimento para enxergar além dessa dualidade. Você não é só bom ou só ruim; você não é só autoritário ou só amoroso; você não é só ciumento ou só dedicado(a); você é tudo isso e mais um pouco! Você é luz e escuridão.

E se você quer amar, ame, primeiro, a tudo isso. Ame tudo o que lhe compõe. E entregue, ao outro, o direito de se sentir amado exatamente dessa mesma forma, com todo o bem e todo o mal que lhe pertence.

No amor, não pode haver competição para ver quem é melhor. Não pode haver guerra para saber quem manda e quem obedece. Não pode haver foco só no negativo.

Troque seus óculos: em vez de enxergar tudo o que há de mal por aí, que tal praticar a visão do bem? Comece por você.

E eu tenho certeza que, aos poucos, você vai encontrar a fonte para o melhor amor do mundo, aquele que só você pode nutrir por si mesmo(a): o amor-próprio.

Até a próxima!

Amor e luz,

Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

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