Há 35 anos, sou especialista no Processo Hoffman, reconhecido como o treinamento de Autoconhecimento mais eficaz do mundo. Quando comecei a me dedicar a esse trabalho, no entanto, as coisas eram muito diferentes do que são hoje.

Para começar, lá atrás, as pessoas em geral, inseridas e “treinadas” por uma sociedade que somente priorizava a inteligência intelectual, tendiam a rejeitar atividades que pudessem fazê-las refletir ou lidar com as próprias emoções. Naquela época, a proposta de “olhar para dentro” era tão incomum que acabava facilmente rechaçada pela maioria (afinal, não é isso que tendemos a fazer com tudo o que julgamos diferente e incomum?).

Mesmo a psicoterapia tradicional ainda não estava totalmente consolidada na sociedade brasileira, que levaria bons anos até assumir, para si, a necessidade de lidar com as chamadas doenças modernas (essencialmente a ansiedade e a depressão).

Felizmente, esses obstáculos e paradigmas não foram suficientes para impedir a consolidação da metodologia Hoffman. Pelo contrário: quanto mais o tempo passa, mais alunos o Centro Hoffman forma; e quanto mais alunos forma, mais famoso o treinamento fica e mais turmas se formam.

Ainda assim, não posso negar que, infelizmente, o Autoconhecimento ainda é um assunto cheio de tabus – assim como a autoajuda. Embora a evolução tenha sido notória, o estigma que acompanha esses temas continua grande. Muita gente, aliás, ainda trata com imenso pré-conceito as doenças emocionais, ignorando por completo o sofrimento de quem as enfrenta.

Estou contando tudo isso porque, hoje, quero esclarecer a importância da autoajuda e do autoconhecimento na vida de qualquer pessoa. E, também, quero desfazer essa confusão tão comum: autoajuda e autoconhecimento não são a mesma coisa – embora tenham essencialmente o mesmo propósito; embora, essencialmente, sejam aplicados de dentro para fora; e embora possam, sim, se misturar num único trabalho.

Vamos lá? Acredito que esse conteúdo tenha muito a lhe ajudar!

 

O que é e para que serve a autoajuda?

O termo autoajuda tem aplicações socioeconômicas, mas vou me ater, aqui, apenas ao campo da psicologia, que é o cerne do debate que estou propondo hoje. E, dentro dessa ciência, autoajuda é, como o nome indica, a adoção de medidas individuais que possam gerar um resultado benéfico (e igualmente individual).

No Brasil, o conceito ficou mais famoso depois que passou a ser associado à literatura, já que o gênero de autoajuda é um dos mais bem-sucedidos no nosso mercado. A verdade é que, a cada ano que passa, milhares de livros são lançados com o propósito de ensinar estratégias capazes de produzir um efeito positivo – enriquecer, tornar-se líder, construir uma carreira de sucesso, estabelecer relacionamentos mais saudáveis, enfim, a lista de propostas também é extensa!

Particularmente, eu acredito no potencial de muitas dessas técnicas, porque, de fato, são realmente poderosas e efetivas. Aliás, o que eu acredito mesmo é que todo e qualquer comportamento pode ser modificado com treino. Então, se meu desejo é o de ganhar uma vida mais saudável, por exemplo, eu posso me comprometer a mudar minhas refeições, a praticar exercícios e a passar por consultas médicas regularmente; e posso fazê-lo a partir de já, agora, especialmente se tiver a ajuda de um especialista que tenha descrito passos eficazes para quem buscou e alcançou o mesmo objetivo a que estou me propondo.

Então, sim, eu creio que a autoajuda é funcional, mas tenho ressalvas. Com a experiência que acumulei à frente da metodologia Hoffman, testemunhei a história de muitas pessoas que, antes do treinamento, deram inúmeros passos rumo às transformações que mais desejavam; mas, por um motivo aparentemente qualquer, desistiram no meio do caminho. Algumas, inclusive, já tinham até alcançado os resultados que almejavam, mas, de uma hora para a outra, simplesmente voltaram ao estado anterior (fosse qual fosse). Para grande parte delas, somente depois do Processo Hoffman (e de um trabalho intensivo de Autoconhecimento) foi mesmo possível consolidar  tais mudanças de maneira irreversível.

Sendo mais clara, a minha ressalva é de que, bem, a autoajuda pode acabar se resumindo a algo paliativo. Você pode melhorar no momento, porém não vivencia um processo de entendimento mais profundo, de aceitação, de transformação ou, até mesmo, de cura. Ou seja, você não se aprofunda para enfrentar o problema e, por isso, corre um sério risco de enfrentar uma recaída que leve de volta ao lugar do qual lutou tanto para sair.

De volta ao meu exemplo anterior, é evidente que mudar minhas refeições, praticar exercícios e passar por consultas médicas regularmente me trará saúde. Também é claro que aderir aos métodos, estratégias e dicas desenvolvidas por especialistas no assunto me ajudará nesse processo. Mas, para consolidá-lo de fato, para aderir a uma vida saudável de forma sustentável, eu preciso de mais: eu preciso entender de onde vem o comportamento negativo, esse que me leva a refeições claramente prejudiciais, que me prende ao sedentarismo e que me faz postergar as idas ao médico. E isso só será possível por meio do Autoconhecimento.

 

O que é e para que serve o Autoconhecimento?

Autoconhecimento nada mais é que a capacidade de olhar para si mesmo com honestidade e isenção, sem julgamentos ou autocrítica; é a capacidade de se reconhecer por inteiro, de identificar todos os defeitos e qualidades, e todo o bem e todo o mal que nos compõem.

Quanto mais nos propomos a esse exercício, mais temos a oportunidade de entender como foi que nos tornamos as pessoas que somos hoje. Também passamos a compreender que a única pessoa responsável por nossas escolhas e consequências, por conquistar e valorizar as nossas conquistas, bem como por cometer, assumir e superar as falhar SOMOS NÓS MESMOS; não é papel de mais ninguém –  um entendimento que, vale dizer, é essencial para que se possa desenvolver a inteligência emocional.

Quando voltamos os olhos para nós mesmos, podemos escolher percorrer o caminho da compreensão, da autovalorização e do perdão para conosco e em relação aos que nos cercam.

A partir do Autoconhecimento, você se torna capaz de separar, como dizem, o joio do trigo. Ou seja: quando se identificar por inteiro, quando questiona suas crenças e pré-conceitos, quando se apropria da sua própria história, você consegue saber o que realmente importa em sua vida e o que simplesmente pode ser descartado porque não serve mais. O Autoconhecimento nos faz perceber, inclusive, o quanto estávamos apegados a situações, eventos, pessoas e comportamentos que, na maioria das vezes, causam dor e apenas dor. E, uma vez conscientes disso, fica muito mais fácil nos libertarmos disso tudo.

A minha defesa, portanto, é que o Autoconhecimento é algo que acontece de dentro para fora. Uma vez experienciado, passa a ser uma construção constante, com resultados permanentes. Acaba sendo mais profundo, pois precisamos mergulhar na essência para gerarmos a transformação.

E, sem dúvida alguma, é um processo que vale muito, em que compreendemos quem somos e nos apropriamos de nosso melhor com autorresponsabilidade, sem colocar a culpa no externo.

Eu preparei um “Curso Online de Autoconhecimento“, que é até hoje o nosso produto online de maior sucesso! Se quiser,  assista gratuitamente e comece sua jornada de autoconsciência.

Espero que, agora, a diferença entre autoajuda e Autoconhecimento tenha ficado clara! Um grande abraço e até a próxima semana.

Com amor e luz,

Expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman, no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach. É diretora do Centro Hoffman

2 respostas para “Autoajuda e Autoconhecimento não são a mesma coisa, mas será que você sabe a diferença?”

  1. Candido Pimentel Neto disse:

    Excelente texto. Obrigado por suas mensagens.

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