Olá!

Muita gente não sabe, mas o Autoconhecimento é uma ferramenta poderosa para quem deseja construir relacionamentos amorosos mais saudáveis, sólidos e duradouros. A razão para isso é relativamente simples: a partir do momento em que volto os olhos para mim mesma, em que passo a me identificar e a perceber quem eu sou e como ajo diante de tudo aquilo que sinto, eu também ganho a oportunidade de me ver na relação com o outro – o que é peça-chave para melhores relacionamentos.

Dito isso, hoje, quero lhe fazer um convite: que tal identificar, brevemente, quais são seus comportamentos mais comuns quando está num relacionamento amoroso?

A ideia é que você se “rotule” rapidamente e me conte: você é do tipo apaixonado(a), carinhoso(a), que se entrega à relação? Ou prefere manter alguma distância e só faz demonstrações de carinho esporádicas?

Você tem facilidade em dizer “eu amo você” ou prefere recorrer a essa frase somente quando está absolutamente certo(a) de que vale a pena dizê-la ou repeti-la?

Você é fiel?
Ciumento(a)?
Possessivo(a)?
Confiante?
Seguro(a) de si?

Como você demonstra seu amor? Quais são os gestos que adota quando quer expressar “eu amo você”? E quais são os gestos alheios que lhe fazem sentir (e acreditar) que é amado(a)?

Por favor, se possível, anote num cantinho qualquer ou registre mentalmente apenas três características que identificou a seu próprio respeito, sejam elas positivas ou negativas. E, quando estiver pronto(a), siga em frente na leitura.

 

O que a teoria de Bob Hoffman diz é que, durante a infância, todas as pessoas experimentaram um ou mais momentos em que se sentiram absolutamente não-amadas por seus pais e substitutos. Nas palavras de Bob, “no sentido mais amplo, o Amor Negativo é nada mais do que o estado de se sentir indigno de ser amado”.

A Síndrome do Amor Negativo na vida a dois

A metodologia Hoffman, que embasa o Processo Hoffman, apoia-se no que chamamos de “Síndrome do Amor Negativo”. De acordo com essa teoria, criada por Bob Hoffman há mais de 50 anos, todos nós, sem exceção, somos ‘vítimas’ da Síndrome do Amor Negativo até que possamos curá-la com a nossa autoconsciência, o nosso amor-próprio e o nosso perdão.

Essencialmente, o que a teoria de Bob Hoffman diz é que, durante a infância, todas as pessoas experimentaram um ou mais momentos em que se sentiram absolutamente não-amadas por seus pais e substitutos. Nas palavras de Bob, “no sentido mais amplo, o Amor Negativo é nada mais do que o estado de se sentir indigno de ser amado”.

De acordo com o criador do Processo Hoffman, ao observar como eram e como agiam nossos cuidadores, passamos a reproduzi-los simplesmente porque acreditamos que aquela ‘forma de ser’ era o único caminho possível para dar e receber amor. Esse aprendizado ficou incutido em nosso inconsciente, introjetado em nossa memória emocional. Foi assim que todos nós aprendemos, ainda pequenos, os comportamentos que nos são ‘típicos’ até hoje.

Talvez, você esteja dizendo agora: “não, eu nunca tive nada a ver com meus pais”. Infelizmente, preciso lhe alertar: enquanto não estivermos conscientes, o aprendizado continua a se refletir nas nossas atitudes e posturas, tanto positivas, como negativas – ou seja, podemos adotar ou rejeitar por completo o que ensinaram nossos pais e, em ambos os casos, estaremos honrando suas existências e lições. E o fazemos desde a infância porque queríamos obter, deles, amor.

 

A Síndrome do Amor Negativo na prática

Para ficar mais claro, vou lhe dar um exemplo: recebi, recentemente, aqui no Processo Hoffman, uma aluna que estava num casamento falido, como ela mesma afirmava antes de dar início ao treinamento. Segundo seu próprio relato, ela e o marido brigavam todos os dias, o tempo todo, pelas razões mais mesquinhas possíveis. Infelizmente, não conseguiam evitar as discussões e, passados alguns anos, já nem se lembravam mais porque é que tinham decidido se casar.

Durante o treinamento, propusemos a essa moça que revisitasse sua própria história. Vinha de um lar igualmente marcado pelas discussões. Seus pais, recordava-se, eram pessoas muito agressivas, que também brigavam muito entre si – e, pior, que frequentemente agrediam a ela e aos irmãos. A verdade é que ela tinha muita, muita mágoa da forma como havia sido criada pelos dois (tanto é que, agora adulta, não mantinha qualquer contato com eles).

A agressividade havia feito parte da vida dessa aluna desde sua infância. Por mais que a rejeitasse, por mais que a odiasse, por mais que buscasse, a qualquer custo, eliminá-la, acabava se deparando com a mesma realidade repetidas vezes (não só no casamento).

Sem saber, ela acreditava que esta era uma expressão válida de amor; ou seja, com base nos modelos que tinha tido quando criança, trazia a crença inconsciente de que, quando as pessoas agem de maneira agressiva, na verdade estão demonstrando amor.

Infelizmente, essa associação é muito comum dentro e fora das salas de aula do Processo Hoffman. Muita gente compartilha essa crença inconsciente, de que violência e amor podem andar de mãos dadas. E, enquanto não conquistam consciência deste comportamento, continuam a replicá-lo em diversas áreas de suas vidas.

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A Autoconsciência como caminho para a mudança de comportamento

Quando conquistamos consciência de nós mesmos – ou seja, quando voltamos os olhos para dentro e identificamos, com honestidade e sem julgamentos, as verdades que têm nos movido pela vida –, temos a incrível oportunidade de modificar as nossas escolhas.

Sim, é simples assim! Enquanto você não sabe por que é que está agindo de determinada maneira compulsiva e automática, o comportamento está lhe usando. Mas, a partir do momento em que descobre o que está por detrás do seu jeito de agir, traz, para si, a chance de escolher se quer ou não continuar a se comportar desta forma.

De volta às instruções que lhe dei no início, perceba que, agora, você reconhece, em si, 3 comportamentos ligados à maneira como se relaciona. Agora, pergunte-se: elas lhe trazem bons resultados? Digo, você gosta de ser assim ou acha que pode melhorar?

Essa reflexão será seu primeiro passo num caminho revolucionário, já que, a partir dela, poderá identificar e se libertar das crenças limitantes que atrapalham sua vida amorosa.

Veja só. Se tiver consciência de si, perceberá claramente que amor não precisa ser sinônimo de…

Agressividade.

Insegurança.

Ciúmes.

Medo.

Posse.

Amar não precisa ser arriscado, nem dolorido.

Tudo isso é crença e foi lhe ensinado, direta ou indiretamente, quando você era apenas uma criança. Que tal desaprender aquilo que lhe causa prejuízos? Que tal trocar esses comportamentos por outros, mais úteis e saudáveis? Que tal, enfim, sair da Síndrome do Amor Negativo e trazer, para si, a experiência do amor positivo?

Está nas suas mãos. E eu estou aqui para lhe ajudar. Se quiser, me escreva: [email protected].

Até a próxima!

Com amor e luz,


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Temas:

CEO do Centro Hoffman, é expert em Autoconhecimento e Inteligência Comportamental, considerada uma das maiores especialistas no método Hoffman no Brasil. Palestrante, Coach, Master Practitioner em PNL, Consteladora Sistêmica, autora de "O Mapa da Felicidade" e de "Perdão, A Revolução que Falta", além de coautora de mais sete livros sobre Gestão de Pessoas, Liderança e Coach.

Uma resposta para “Vida a dois: como o Autoconhecimento pode nos libertar da Síndrome do Amor Negativo”

  1. Elisângela disse:

    Gostei muito da matéria que li acima. Meu esposo viaja muito e isso me causa muita insegurança , gostaria de aprender a lidar com isso e controlar meu ciúmes!

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